Um investigador particular assumiu que foi pago pelo britânico The Sun para obter informações pessoais de Meghan Markle em 2016, logo no início de seu relacionamento com o príncipe Harry. O investigador de nome Daniel Hanks disse a BCC News que além de ser pago pelo The Sun, ele conseguiu todas as informações pessoais da Duquesa de forma ilegal.

Além de coletar informações de Meghan, Hanks obteve informações privadas dos pais de Markle, seu ex-marido, colegas de trabalho e outros membros de sua família. O The Sun afirma que pediu que Daniel fizesse as investigações, mas que pediu que todos os dados fossem coletados legalmente. Daniel Hanks diz que o tabloide britânico estava ciente que os não havia como coletar aqueles dados de forma legal.

O relatório foi chamado de “relatório abrangente sobre Meghan e sua família” e nele continham o numero de telefone de Markle, além de todos seus endereços e número de seguro social. Os dados abrangiam seus familiares.

A BBC News relata que nos Estados Unidos, investigadores particulares licenciados tem acesso total aos bancos de dados que possuem informações pessoais, mas esse acesos só é permitido em caso de relatórios judiciais e não para fins jornalísticos, o que toda a ação de Hanks e The Sun ilegal. Daniel Hanks afirmou que:

Praticamente tudo o que descobri, eles puderam descobrir por meios legais – com exceção dos números da segurança social. Quando você tem essa informação … é a chave do reino.

Hanks também tinha como alvo principal o meio-irmão problemático de Meghan, Thomas Markle Junior, e sua mãe Doria Ragland. Também segundo ele, o The Sun tentou descobrir um pouco mãos sobre o ex-marido e seus ex-namorados. Mas nada disso adiantou, pois NENHUM escândalo envolvendo Meghan foi encontrado.

Não é nenhuma novidade para quem acompanha Meghan e Harry o papel de destaque que o The Sun desempenhou ao longo desses anos no assassinato da reputação de Markle. O príncipe Harry neste exato momento está processando o The Sun por alegações de invasão de seu telefone celular em 2011. Não podemos esquecer que logo no inicio do relacionamento publico dos Sussex em 2016, o The Sun publicou um extenso artigo afirmando que Harry “bombardeou” Meghan com mensagens de texto após um fim de semana que ambos passaram juntos na casa de Markle em Toronto.

Hanks descobriu um endereço em nome de Meghan em West Hollywood e se dirigiu até lá no mesmo instante. Sob instruções diretas do The Sun, Hanks secretamente tirou fotos da propriedade arborizada, para que o jornal pudesse contratar repórteres e fotógrafos especializados para vigiá-la. O mesmo foi repetido com o bangalô de Thomas Markle no México.

Daniel Hanks relata que no dia seguinte após as fotos da propriedade na California, a correspondente real Emily Andrews, que naquele momento trabalhava no The Sun e hoje escreve para o DailyMail, escreveu sua primeira história sobre Meghan e Harry para o jornal. A história de Emily descrevia o relacionamento do novo casal totalmente baseado nas informações colhidas por Hanks.

Ao ser questionada pelo Byline Investigates, Emily Andrews nega que conheça Daniel Hanks.

Nunca ouvi falar de Dan Hanks, nem nunca o contratei e/ou dei uma tarefa a ele. Nunca tomei parte em nenhuma decisão de contratá-lo e/ou colocá-lo à prova. Não tive conhecimento de seu envolvimento em nenhum dos assuntos que você descreve. Afirmar, sugerir ou inferir o contrário seria completamente falso.

Daniel Hanks que já está aposentado, afirma que assistir a entrevista de Meghan e Harry para Oprah, o levou a se manifestar e pedir desculpas.

Peço desculpas a Meghan Markle e o Príncipe Harry por alvejarem a família dela, especialmente o pai, em nome do The Sun. Eu nunca quis causar mal a Meghan Markle e não teria feito o trabalho se soubesse que isso levaria a todos esses problemas. Eu também queria aproveitar esta oportunidade para me desculpar com a Rainha, porque eu sei que o mal que fiz pelo The Sun afetou toda a família.

Estou apenas fazendo isso para limpar minha consciência. Lamento profundamente o que fiz … e estou disponível se seus advogados (de Meghan e Harry) precisarem falar comigo. Estou pronto para lhe dar o que eu saber. Fornecer qualquer informação. Eu só queria que isso nunca tivesse acontecido.

Em um comunicado, o News Group Newspapers – editores do The Sun – disse:

Em 2016, The Sun fez um pedido legítimo ao Sr. Hanks para pesquisar detalhes de contato e endereços de Meghan Markle e possíveis parentes usando bancos de dados legais que ele tinha uma licença para usar. Ele recebeu $250.

O Sr. Hanks não foi encarregado de fazer nada ilegal ou violar nenhuma lei de privacidade – na verdade, ele foi instruído claramente por escrito a agir legalmente e assinou um compromisso legal de que o faria.

As informações que ele forneceu não podiam e não levantavam quaisquer preocupações de que ele tivesse usado práticas ilegais para obter as informações. Em nenhum momento The Sun solicitou o número do seguro social de Meghan Markle, nem utilizou as informações que ele forneceu para qualquer prática ilegal.

O The Sun cumpre todas as leis e regulamentos e mantém protocolos rígidos em relação à obtenção de informações de terceiros. A conformidade estrita está em vigor para cobrir todos os nossos relatórios.

Após toda a investigação do Byline Invastigates e as revelações de Hanks, a assessoria de imprensa do Duque e da Duquesa de Sussex se pronunciou:

O Duque e a Duquesa de Sussex sentem que hoje é um momento importante da reflexão para a indústria da mídia e a sociedade em geral, já que este relatório investigativo mostra que as práticas predatórias dos dias passados ainda estão em andamento, ceifando danos irreversíveis para famílias e relacionamento. Eles são gratos aos que trabalham na mídia e defendem os valores do jornalismo, que são necessários agora mais do que nunca.

Provavelmente Harry e seus advogados tentará usar as declarações de Daniel Hanks no processo do Duque contra o The Sun.

Hoje foi revelado o desfecho do julgamento sumario do processo movido pela Duquesa de Sussex contra o Mail on Sunday e o Mail Online. O juiz decidiu a favor de Meghan que reivindicava direitos autorais e privacidade sob a carta enviada a seu pai em 2018.

Devido à decisão do caso, que os advogados de Meghan argumentaram ser uma violação de direitos autorais e uso indevido de informações privadas, um julgamento adicional sobre o processo foi considerado desnecessário. A BAZAAR.com confirmou que Meghan está buscando indenização dos dois meios de comunicação após a decisão a seu favor  Hoje, a decisão do Juiz Warby saiu e no documento que resume as informações do caso, o seguinte foi dito:

O Tribunal está persuadido, no entanto, de que deve haver um julgamento limitado às questões relacionadas com a propriedade dos direitos autorais. A defesa argumenta que um julgamento pode mostrar que as obras são obras de co-autoria ou que existam diversos direitos autorais com titularidade distinta. Isto se baseia nas admissões da reclamante, boatos e uma carta de advogado para sugerir que o envolvimento da equipe da equipe de comunicações do Palácio de Kensington (“os 4 do Palácio”) pode ter gerado um copyright que não pertence exclusivamente a reclamante e podem ser direitos autorais da Coroa. O Tribunal considera o caso do réu (Mail on Sunday) ocupando “a terra das sombras entre improbabilidade e irrealidade”. Isto é “Não é fácil identificar um propósito litigioso útil” em um julgamento “cujo efeito substantivo seria, na melhor das hipóteses, reduzir os remédios ”. Mas a proporcionalidade não é o critério, o caso não pode ser descrito como fantasioso, e essas questões devem avançar para um julgamento.

Disposição

14. Haverá um julgamento sumário para a reclamante sobre o uso indevido de privacidade e informações pessoais e sobre as outras questões da reivindicação de direitos autorais. Uma audiência para decidir os assuntos consequenciais neste julgamento, e as orientações para as próximas etapas foram fixadas para 2 de março de 2021.

 

Com isso, Meghan não precisará ver seu pai no julgamento, mas a parte interessante é que o juiz viu necessidade de um julgamento limitado quanto a questão de direitos autorais sobre a carta e a alegação levantada pelo Mail on Sunday de que o direito autoral não seria unicamente de Meghan, mas sim, da Coroa pelo envolvimento “dos 4 do palácio”. Isso indica que muito provavelmente veremos os ex-funcionários de Meghan – e do Kensington Palace – depondo sob juramento. E a parte que o público deve se atentar é a promessa do editor do Mail on Sunday que revelou sobre um membro sênior da família real ter conspirado contra Meghan soltabdo informações verdadeiras e falsas para as histórias. O editor disse que contaria quem foi esse Membro caso isso fosse para frente, e aí, nós também vamos confirmar suspeitas.

Atraves de um comunicado enviado para a imprensa, Meghan se mostrou feliz com o desfecho e agradeceu a todos o apoio.

Depois de 2 anos em litígio, eu estou grata pela corte ter responsabilizado a Associated Press e o The Mail on Sunday por suas ações ilegais e desumanizadoras. Essas táticas – e das suas publicações irmãs (Daily Mail, Mail Online) não são novas, na realidade, elas têm sido usadas há muito sem nenhuma consequência. Para esses tabloides é um jogo. Para mim e várias outras pessoas é a vida real, relacionamentos reais e uma tristeza muito real. O prejuízo que eles causam e continuam fazendo é enraizado. O mundo precisa de notícias verdadeiras, checadora de fatos e de qualidade. O que o Mail on Sunday e suas irmãs fazem é o contrário. Todos perdemos quando informações falsas vendem mais que as verdadeiras, quando a exploração moral vende mais que a decência e quando companhias criam negócios que se favorecem do sofrimento alheio. Mas por hoje, com essa vitória compreensiva nas duas partes – privacidade e direito autoral – todos ganhamos. Todos sabemos agora e esperançosamente, cria-se um precedente legal de que você não pode pegar a privacidade de alguém e explorar isso num caso de privacidade, como a defesa tem tentado fazer nos últimos 2 anos. Eu compartilho essa vitória com todos vocês porque todos merecemos vitória e a verdade, todos merecemos mais. Eu particularmente quero agradecer minha mãe, marido e meu time legal, especialmente Jenny Afa por seu apoio incondicional nesse processo.

O juiz também falou que “a defesa (do Mail on Sunday) ultrapassa os limites da irrealidade e improbabilidade” e que “não é fácil identificar um propósito no uso litigioso” e que os efeitos dessa defesa em julgamento “seria no máximo, para remediar a situação”. Ou seja, o caso do Mail on Sunday é fraco, mas proporcionalidade não é o critério para a lei, por isso um julgamento limitado.

A audiência para os próximos passos do processo será no dia 2 de Março, onde se decidirá se os funcionarios do Palacio possuem direitos autorais sobre a carta e isso se dá somente a indenização pedida por Meghan.

Colocando nossa opinião particular: Você é um mulher incrivelmente forte Meghan. Parabéns pela vitória!

 

Eu, Edward Verity, Editor do The Mail on Sunday, direi o seguinte:

Eu sou o Editor do The Mail on Sunday e era o Editor na época da publicação do mês de fevereiro 2019 artigos que deram origem a este processo. Antes de me tornar editor do The Mail, trabalhei para o Réu em uma variedade de funções editoriais por quase 30 anos.

Considerações editoriais sobre os artigos de 10 de fevereiro de 2019

O Mail on Sunday publica histórias regulares sobre a família real, refletindo nossos leitores interesse em assuntos reais. Todos os membros da família real desfrutam de imensa riqueza e privilégios e custou ao contribuinte britânico uma quantia significativa de dinheiro. Parece-me que existe um legítimo interesse público no comportamento dos membros da família real e sua adequação para desfrute desses enormes privilégios. Além disso, há um interesse público adequado na conduta de a família real como uma família, no que diz respeito às relações mútuas. Casamentos reais, por exemplo, são eventos nacionais importantes, assim como nascimentos reais. Houve uma quantidade enorme de interesse público no casamento do Duque de Sussex com a Requerente em maio de 2018 e em comum com muitos outros jornais, havíamos fornecido ampla cobertura do casamento e havia publicado muitas histórias sobre o próprio casal. Uma das características particulares do história do casamento foi o não comparecimento do pai da Requerente – um assunto sobre o qual eu lembrar o palácio emitiu um comunicado público. Houve muita especulação pública quanto ao razões para isso e a natureza do relacionamento da Requerente com seu pai.

No início de fevereiro de 2019, a revista People publicou um artigo sobre a Reclamante com base em informações fornecidas por cinco de seus amigos. Esse recurso estava na primeira página da revista, que foi estampada com o título “A verdade sobre Meghan”. A característica foi um retrato lisonjeiro da Requerente, dito ser baseado em informações de um círculo leal de amigos próximos”. A proximidade das relações foi destacada pela referência ao fato de que esses amigos visitaram a Requerente na Inglaterra (não está claro se separadamente ou em conjunto). o informações no artigo incluíam um relato de um “amigo de longa data” sobre eventos que levaram a o colapso da relação da Requerente com seu pai, incluindo os eventos que levaram à o casamento é seu não comparecimento ao casamento, e suas comunicações após o Casamento. Incluía uma descrição do conteúdo da carta que ela havia escrito para ele (o assunto desta reivindicação) e da carta que ele havia escrito para ela em resposta, e o reação a essa resposta.

Os artigos da revista People foram grandes eventos de notícias e foram relatados na mídia de notícias todos pelo mundo. O Réu cobriu no Mail Online, e também foi pego por muitos outros meios de comunicação nacionais. Foi uma grande notícia que a Duquesa de Sussex, um membro da família real, tinha, ao que parecia, usado amigos íntimos e confidentes para promover um altamente imagem lisonjeira de si mesma em um meio de comunicação americano, e que esses amigos deram informações de natureza bastante pessoal sobre a Requerente (e o pai da Requerente) para que saísse, incluindo informações sobre o estilo de vida e relacionamentos da Requerente. De particular significância foi a informação revelada quanto ao relacionamento do reclamante e comunicações com o pai, porque a revista People abriu pela primeira vez uma conta de eventos da perspectiva da Requerente, levando ao pai da Requerente não comparecer ao casamento e o subsequente colapso de seu relacionamento.

Após a publicação do artigo na revista People, nossa repórter Caroline baseada em Los Angeles Graham entrou em contato com o pai da Requerente (que ela já conhecia) e discutiu com ele o que havia sido publicado na revista People. Descobriu-se que ele considerou os eventos descritos no artigo Pessoas que levam ao colapso de seu relacionamento com a Requerente, incluindo sua correspondência após o casamento, foram gravemente deturpados. Um aspecto dessa declaração falsa foi que a descrição do conteúdo do carta para ele (“Pai, estou com o coração tão partido. Eu te amo. Eu tenho um pai. Por favor, pare de me vitimar através da mídia para que possamos reparar nosso relacionamento”) era falsa; a carta não procurou reparar seu relacionamento (um fato que me disseram que a Requerente agora admitiu neste alegação), e isso pode ser visto no texto da própria carta. Outro aspecto foi que o Sr.

A carta de Markle para sua filha também foi mal interpretada; ele não tinha pedido uma “oportunidade de foto” como o artigo People declarou. Os eventos que antecederam o casamento também foram descritos inteiramente do ponto de vista da Requerente e de uma forma que o Sr. Markle considerou muito injusta para com ele.

Por todas essas razões, o Sr. Markle queria que Caroline o ajudasse a esclarecer as coisas sobre o que realmente aconteceu. Para contar sua história a Caroline, ele deu a ela uma cópia da carta que a Requerente lhe enviou (“a Carta”). Ele não queria que toda a Carta fosse publicada porque ele achava que sua filha ficava horrível, mas ele queria mostrar às pessoas que eles podem ter lido na revista People era impreciso e injusto com ele. Ele também forneceu informações sobre as várias maneiras como o artigo da People e a carta da Requerente para ele, em sua opinião continha informações falsas.

Fiquei satisfeito de que havia bons motivos para publicar a história que Caroline produziu para nós. Pareceu-me claro, a partir da Carta, que seu tom e conteúdo foram deturpados pela Revista People de uma forma injusta para com Tom e parcial para com a Requerente e que portanto, distorceu a verdade sobre o que a Requerente havia escrito a seu pai. Eu li a carta como um tipo bastante legalista de “J’Accuse” – que não era como foi retratado na revista People. Portanto, parecia-me que o que Tom estava dizendo era confiável, e que ele tinha direito de corrigir o registro e era certo dar a ele a oportunidade de fazê-lo.

Também sentimos que havia outros bons motivos para relatar essa história. O artigo da People foi uma grande notícia sobre um membro proeminente da família real britânica que precisávamos cobrir devidamente. As informações que recebemos de Tom colocaram em questão a conduta do Reclamante e comportamento e, à luz de seu status real, era importante que essas questões fossem trazidas acender. Também achamos que era interessante e importante que – como parecia para nós na época e ainda o faz, apesar das negações do Reclamante – o Reclamante usou a mídia, isto é, Pessoas revista, para promover uma imagem particular, muito positiva, amorosa e cuidadosa de si mesma que ela procurado na mídia. Houve sérias questões sobre a adequação do “Meghan’s fight media back ”, como dizia o primeiro título do primeiro artigo do Mail on Sunday.

Tendo decidido publicar a história, eu estava muito claro em minha própria mente que era absolutamente vital para citar a carta do reclamante. Ficou claro que o artigo da People havia estabelecido uma descrição imprecisa do conteúdo da Carta. O resumo da mensagem da Carta conforme estabelecido no parágrafo 5 acima, era muito enganoso sobre o tom e o conteúdo da Carta. Teria sido um jornalismo muito pobre apenas para dar uma descrição mais detalhada do que estava no Carta e fazê-lo não teria estabelecido enfaticamente a imprecisão do que tinha sido publicado na revista People. Eu senti que dar aos leitores trechos impressos para eles lerem para eles próprios era uma representação muito mais justa do que tentar resumir o conteúdo para eles. Os leitores podem tomar suas próprias decisões lendo os próprios trechos. Se você resumir coisas, existe o perigo de o resumo ser parcial ou inclinado. O mais justo e de fato a única maneira eficaz de permitir que os leitores entendam exatamente o que a Requerente estava dizendo a ela meu pai deveria publicar e mostrar as palavras reais da Carta.

Além disso, se tivéssemos publicado as informações resumindo o conteúdo – ao invés de publicar trechos da carta – os leitores podem encontrar os pontos apresentados na história quanto à descrição imprecisa e injusta da Carta em Pessoas muito menos crível. Leitores são muito céticos. Eles podem ter pensado que havíamos descrito incorretamente a Carta ou mesmo que tínhamos na verdade, não vi. Você sai do seu caminho como jornalista para provar aos seus leitores que o que você está dizendo é real e verdadeiro. A razão para citar diretamente da Carta e reproduzir trechos da Carta que mostram a caligrafia da Requerente é que mostra às pessoas que essa é a verdadeira coisa. Além disso, Tom não tinha recebido a melhor imprensa até aquele momento e uma história simplesmente relatando o que ele disse sobre a Carta, sem citá-la, não teria credibilidade.

Minhas discussões com colegas sobre a história incluíram a consideração de como a própria Carta deveria ser apresentada no artigo publicado, quais bits incluir e quais bits deixar de fora. Incluímos o que acreditamos ser o mínimo necessário para estabelecer a precisão e credibilidade da nossa história. Existem partes que omitimos deliberadamente. Eles eram tangenciais ao  ponto que o pai da Requerente estava tentando fazer ao corrigir o registro e, em alguns casos, foram outras boas razões para omiti-los. Por exemplo, houve um pouco sobre a reclamante, que teria revelado informações pessoais sobre ela que nós auto censuramos. Outro exemplo foi algumas palavras que se referiam às especificações do médico de Tom questões que cortamos de uma frase. Mas nós lemos a Carta e pegamos os pedaços que nós pensamos que representam melhor seu ponto geral e tom, e também as partes que Tom nos disse serem errado. Meu vice, Tristan Davies, foi responsável por colocá-lo na página, ou seja, decidir como a história terminaria. Nosso objetivo geral era dar uma representação justa e precisa da Carta, mas sem reproduzir mais do que o necessário para alcançar precisão e justiça.

Em relação às partes da Carta que citamos, explicamos (sob cada citação) exatamente por que Tom contestou o que o Reclamante havia dito na Carta, para que os leitores entendessem as contas rivais.

Decidi que Tom deveria aprovar quanto e o que incluímos. Era uma história que ele queria contar e queríamos ter certeza de que ele estava feliz com isso. Além disso, queremos o que nós publique para estar certo. Se alguém está muito próximo de uma história, muitas vezes parece (e parecia neste caso) sensato e correto levá-los a examiná-lo antes da publicação para verificar se está tudo correto e justo. Tom aprovou os extratos que escolhemos.

Os artigos invocados pela Requerente apresentavam a mesma história geral, mas abordavam a história de diferentes ângulos. No jornal impresso, eles foram apresentados juntos em dois spreads (ou seja, mais de quatro páginas), embora no site cada parte possa ser acessada independentemente. Essa abordagem de apresentar a mesma história de maneiras diferentes é comum na prática.

Embora esta seja uma história única, certamente não é exclusiva para o Mail on Sunday e outros jornais para publicar trechos de cartas e outros documentos como parte de seus comunicando. Isso geralmente é feito por boas razões editoriais, para que os leitores possam ver o material de origem e decidir por si próprios se estão recebendo a verdade sobre uma situação particular ou relação. Isso realmente importa quando a história é de destaque ou provavelmente controversa. UMA exemplo recente no Mail on Sunday é a reprodução de material de cabogramas diplomáticos enviado pelo então embaixador britânico em Washington, Sir Kim Darroch. Publicamos uma história (exibido aqui como EV1) sobre como Sir Kim relatou a Londres em Donald Trump e sua presidência. Esta história usou extensos extratos dos próprios cabos diplomáticos, e também foi ilustrado com imagens do material. Isso transmitiu a surpreendente franqueza e termos às vezes muito coloridos em que Sir Kim informava políticos em Londres sobre o Trump Administração. Sem esse material, o leitor teria sido privado de um essencial elemento da história, que lhe emprestou verdade e plausibilidade inegáveis. Neste caso, desde o ponto de publicar certos trechos da Carta não era apenas para transmitir o que estava na Carta, mas em vez de corrigir uma descrição enganosa em um relatório anterior quanto ao seu tom e conteúdo, foi ainda mais importante que os leitores vissem trechos demonstrando que tal descrição era falso.

Informações fornecidas a mim sobre questões em disputa nestes processos

Recentemente, tive uma reunião com um membro sênior da casa real (“a fonte”). a reunião ocorreu pessoalmente há menos de três meses. Eu tinha conhecido a fonte em uma ocasião. A fonte tinha conhecimento direto dos assuntos que ele me falou sobre e quais são definidos abaixo. Não tenho absolutamente nenhuma razão para pensar que a fonte estava sendo outra coisa senão completamente verdadeiro. Eles estavam plenamente cientes das questões em disputa neste processo e como eles foram importantes para mim e para a empresa para a qual trabalho. Isso não era fofoca ou boatos: era o que eu considerava ser uma informação de alto nível de um indivíduo sério em uma posição de autoridade e responsabilidade que conhecia as implicações do que eles estavam me dizendo.

As informações que a fonte me deu incluem o seguinte:

Houve vários rascunhos da Carta (conforme definido acima).

Jason Knauf, membro da equipe de comunicações do Palácio de Kensington, trabalhou em nesses rascunhos com a Requerente.

Muitos ajustes nos rascunhos foram feitos por meios eletrônicos de comunicação.

Sara Latham, que trabalhou como profissional de comunicação para a Reclamante e seu marido, ajudou os autores de Finding Freedom desempenhando um papel que foi essencialmente verificação de fatos, para garantir que os autores não tenham entendido nada de errado.

Uma mulher chamada Keleigh da Sunshine Sachs era responsável por fazer ligações para ‘abrir portas ‘para os autores de Finding Freedom.

A fonte acredita que Omid Scobie recebeu uma cópia da carta do Requerente e que estava indo para “uma das grandes revelações” do Livro.

Que os membros da equipe real estão cientes de que têm informações sobre a verdade (das questões, neste caso) e que ‘isso está chegando’ e eles terão que contar à verdade.

 

O pai de Meghan Markle, Thomas, depôs contra sua filha no processo de violação de privacidade que a Duquesa move contra o Mail on Sunday. Abaixo, vocês lerão na integra o depoimento de Thomas.

PRIMEIRA DECLARAÇÃO DE TESTEMUNHA DE THOMAS MARKLE

Eu, Thomas Markle, direi o seguinte:

Eu sou o pai da Requerente. Estou fazendo esta declaração a pedido do Réu, que me pediu para explicar minhas razões para querer que o jornal do Réu publicasse trechos da carta de agosto de 2018 de minha filha Meg para mim.

O artigo na revista People, fevereiro de 2019

Quando li o artigo “The Truth About Meghan” na revista People, fiquei chocado com o que disseram sobre mim. Foi uma mentira total. Representou mal o tom e o conteúdo da carta que  Meg me escreveu em agosto de 2018. Rapidamente decidi que queria corrigir essa deturpação.

Pareceu que o artigo tinha sido expressamente autorizado por Meg ou ela tinha ao menos conhecimento e aprovado para sua publicação. Eu acreditava (e ainda acredito) que Meghan queria que seu relato sobre a carta fosse publicado. As fontes do artigo foram chamados de “melhores amigos” de Meg. Pareceu-me que ela deve ter usado esses amigos para passar informações para a imprensa, informações que ela queria que fossem publicadas, incluindo informações sobre a carta que ela obviamente disse a eles que havia escrito. Eu não pensei que seus amigos teriam informações sobre a carta, a menos que ela os tivesse pedido. O artigo também se refere à minha carta de volta para Meg, da qual só ela teria conhecimento.

O artigo citava um amigo de longa data de Meg falando sobre a carta. Ela foi citada como dizendo: “Depois do casamento, ela escreveu uma carta para ele. Ela disse: Pai, estou com o coração partido. eu amo você. Eu tenho um pai, por favor, pare de me vitimar por meio da mídia para que possamos reparar nosso relacionamento.” Isso sugeriu às pessoas que Meg havia me contactado com a carta, dizendo na carta que ela me amava e que ela queria consertar nosso relacionamento.

Essa sugestão era falsa. A carta não era uma tentativa de reconciliação. Foi uma crítica a mim. A carta não dizia que ela me amava. Nem perguntou como eu estava. Não mostrou preocupação com o fato de eu ter sofrido um ataque cardíaco e não ter feito perguntas sobre minha saúde. Na verdade, sinalizou o fim do nosso relacionamento, não uma reconciliação.

O artigo da revista People também deturpou minha resposta à carta. Ele disse que eu tinha respondido à carta de Meg solicitando uma oportunidade de foto: “Ele escreve a ela uma carta muito longa em troca, e ele o fecha solicitando uma oportunidade de foto com ela. E ela pensa: “É o oposto do que estou dizendo. Estou dizendo que não quero me comunicar pela mídia, e você me pedindo para me comunicar através da mídia. Você ouviu algo que eu disse?”. Isso implicava que queria uma foto por motivos de publicidade. Esse não foi o caso – com minha resposta à carta dela havia esclarecido. Eu tinha sugerido uma foto minha e da Meg juntos enquanto pensava em uma foto mostrando que se estivéssemos em um relacionamento harmonioso, a imprensa recuaria.

O artigo da People também me acusou (e minha outra filha Samantha) de “inverdades”: “Dolorosa ‘Mistruths’, a meia-irmã de Meghan, Samantha, falou criticamente sobre ela para o Reino Unido. tabloides, acusando-a de ser difícil, enquanto seu pai, Thomas, disse que ela o excluiu – afirma que seus amigos dizem que são patentemente falsas”. Foi errado a revista People dizer que eu menti sobre Meg me excluindo – ela havia me excluído, como a carta dela mostrava.

O artigo da People continha outras imprecisões sobre mim. Primeiro, sugeriu que eu era o culpado para o fim da relação já que eu a havia ignorado: “É quase como se fossem navios passando, sabe como entrar em contato com ela. Seu número de telefone não mudou. Ele nunca ligou; ele nunca mandou uma mensagem. É super doloroso, porque Meg sempre foi tão obediente. eu acho ela sempre se sentirá genuinamente arrasado com o que ele fez. E ao mesmo tempo, porque ela é uma filha, tem muita simpatia por ele”. Isso era falso. Eu tinha tentado várias vezes contatá-la depois do casamento, mas não consegui encontrar uma maneira de fazê-la falar comigo.

Em segundo lugar, um ex-colega de Meg foi citado pela revista People dizendo “Meghan foi uma rocha para todos em sua família. É uma pena que esteja sendo pintada nesta outro luz que é absolutamente falsa. Ela [cuidou de seu pai] com uma generosidade incrível. O fato de que isso poderia ser distorcido, que ela estava agindo mal ou não se importava com ele, é absurdo”. Isso era errado e injusto. Parecia que Meg sempre estava apoiando, o que não era verdade.

Minhas negociações com o Mail on Sunday 

Até ler o artigo na revista People, nunca tive a intenção de falar publicamente sobre a carta para mim. O conteúdo desse artigo fez com que eu mudasse de ideia. Foi só publicar o texto da carta para que eu pudesse esclarecer corretamente o registro e mostrar que o que a revista People publicou era falsa e injusta. O artigo deu uma imprecisão do conteúdo da carta e de minha resposta e me caluniou ao fazer de conta que eu estava sendo desonesto, explorador, em busca de publicidade, indiferente e de coração frio, deixando uma leal e filha obediente devastada. Eu tive que me defender contra aquele ataque.

Embora eu tenha sido abordado por outros jornalistas para comentar depois que o artigo na People revista foi publicada, eu decidi entrar em contato com Caroline Graham do Mail On Sunday para dizer que queria divulgar a verdade. Eu nunca pedi e nunca recebi nenhum pagamento pelo artigo.

Foi importante para mim deixar claro sobre mim e sobre o tom e o conteúdo da carta que Caroline não deveria apenas descrever o que Meg havia escrito, mas que ela deveria citar e reproduzir partes da carta. Se o público não viu a carta e leu o que dizia em suas próprias palavras, não achei que alguém fosse acreditar em mim. Naquela época, o que havia eram artigos dizendo que eu era um mentiroso, incluindo que menti sobre meu ataque cardíaco, mesmo na TV, e havia pessoas dizendo que eu não fui ao primeiro casamento de Meg quando fui. O texto da carta prova que o que foi dito na revista People sobre a carta estava errado. Ele “dissolve” o que foi dito sobre mim naquele artigo. Os leitores tinham que ver a carta por si próprios – então eles saberiam que estavam obtendo a verdade.

O Mail on Sunday respeitou meu desejo de publicar partes da carta já que era eu contando minha história e era da minha escolha dizer quais partes da carta deveriam ser publicadas para eu contar essa história. Eu, então, mostrei as partes e aprovei a publicação dessas partes. Eu poderia ter dito não se eles quisessem publicar partes da carta que eu não quisesse publicadas. A escolha era minha. Eu não queria tudo da carta sendo publicado. A razão para isso é que eu achava que a carta toda fazia Meg parecer horrível. Eu não quero atacar ou machucar ela. Eu só queria me defender contrapondo a impressão que foi dada de mim e da carta entre Meg, eu e pelo artigo da People e eu não pensei que seria necessário publicar toda a carta para fazer isso, mas era necessário publicar o que foi publicado.

 

O doador de esperma de Meghan depôs no dia 3 de dezembro de 2020 no caso Meghan vs. Mail on Sunday.

A audiência sumaria do processo de Meghan Markle contra o Mail on Sunday e Associated Press será transmitida ao vivo para o publico que se cadastrar. O juiz na ação da Duquesa de Sussex contra a Associated Newspapers sobre a publicação de cartas pessoais para seu pai em 2019, determinou que o público pode acessar a audiência virtual em uma primeira vez para a Divisão de Chancelaria dos Tribunais Reais de Justiça.

Isso significa que os argumentos que a equipe jurídica da Duquesa está apresentando; que a violação da privacidade e dos direitos autorais do jornal foi tão clara que deveria ser decidido como tal sem a necessidade de um julgamento caro pode ser ouvido sem um filtro de mídia pela primeira vez.

A Byline Investigation ouviu um especialista em direito da mídia, o professor Paul Wragg, que acredita que a medida pode ser boa para Meghan que, segundo ele, tem enfrentado reportagens “distorcidas” do caso até agora.

A Associated Newspapers, mas não apenas eles saudou todas as pequenas determinações processuais a seu favor como uma vitória épica. Consequentemente, a percepção do público é muito distorcida. Na verdade, o público poderia ser perdoado por pensar que a ANL já havia vencido.

Esta audiência é um momento decisivo na história da justiça britânica. Os procedimentos da Suprema Corte nunca foram transmitidos dessa forma antes, disse Wragg.

O acesso só será concedido a pessoas que o solicitem e forneçam seus nomes, números de celular e endereços de e-mail, e concordem em cumprir as estritas leis inglesas de Contempt of Court que proíbem qualquer gravação ou compartilhamento de imagens do processo.

Os pedidos de acesso também devem ser feitos antes do prazo de 13h horário de Brasilia, do dia de hoje. A audiência começa as 07h30 horário de Brasília na terça, 19 de janeiro.

Link para inscrição.

A Splash News, uma agência de paparazzi que tirou fotos de Meghan Markle e Archie quando os dois estavam passeando perto de sua casa no Canadá declarou que “invadiu ilegalmente” sua privacidade e concordou em não tirar fotos da família no futuro.

O juiz Nicklin ouviu a declaração em audiência pública remota nesta sexta-feira em relação a uma reivindicação de privacidade e proteção de dados de Meghan e Archie contra a Splash News e a Picture Agency.

A agência está agora com uma nova administração – em comunicado lido no tribunal disse que as partes concordaram em resolver a reivindicação sobre as fotos, que foram tiradas em um “configurante rural remoto” em um parque canadense. Ele continuou:

Os administradores da Splash UK assumiram que, caso a entidade saia da administração, a Splash UK não tirará fotografias do Duque e da Duquesa ou de seu filho no futuro.

Um porta-voz do escritório de advocacia do casal, Schillings, disse que, embora o caso tenha concluído, outra reivindicação contra uma agência irmã com sede nos EUA continuaria. O porta-voz disse:

O Duque e a Duquesa de Sussex resolveram com sucesso uma reivindicação legal apresentada no início deste ano contra a agência de paparazzi Splash UK. Este acordo é um sinal claro de que o comportamento ilegal, invasivo e intrusivo dos paparazzi não será tolerado, e que o casal leva esses assuntos a sério – assim como qualquer família faria. Uma reivindicação simultânea e semelhante contra a Splash US, uma empresa irmã da Splash UK, continua avançando no sistema judicial britânico.

A advogada de Meghan, Jenny Afia, disse ao tribunal que “tomada das fotografias constituiu uma invasão ilegal de privacidade”. Ela disse que as fotos foram tiradas “em um passeio familiar privado em um ambiente rural remoto e não havia interesse público nas fotografias”.