A audiência sumaria do processo de Meghan Markle contra o Mail on Sunday e Associated Press será transmitida ao vivo para o publico que se cadastrar. O juiz na ação da Duquesa de Sussex contra a Associated Newspapers sobre a publicação de cartas pessoais para seu pai em 2019, determinou que o público pode acessar a audiência virtual em uma primeira vez para a Divisão de Chancelaria dos Tribunais Reais de Justiça.

Isso significa que os argumentos que a equipe jurídica da Duquesa está apresentando; que a violação da privacidade e dos direitos autorais do jornal foi tão clara que deveria ser decidido como tal sem a necessidade de um julgamento caro pode ser ouvido sem um filtro de mídia pela primeira vez.

A Byline Investigation ouviu um especialista em direito da mídia, o professor Paul Wragg, que acredita que a medida pode ser boa para Meghan que, segundo ele, tem enfrentado reportagens “distorcidas” do caso até agora.

A Associated Newspapers, mas não apenas eles saudou todas as pequenas determinações processuais a seu favor como uma vitória épica. Consequentemente, a percepção do público é muito distorcida. Na verdade, o público poderia ser perdoado por pensar que a ANL já havia vencido.

Esta audiência é um momento decisivo na história da justiça britânica. Os procedimentos da Suprema Corte nunca foram transmitidos dessa forma antes, disse Wragg.

O acesso só será concedido a pessoas que o solicitem e forneçam seus nomes, números de celular e endereços de e-mail, e concordem em cumprir as estritas leis inglesas de Contempt of Court que proíbem qualquer gravação ou compartilhamento de imagens do processo.

Os pedidos de acesso também devem ser feitos antes do prazo de 13h horário de Brasilia, do dia de hoje. A audiência começa as 07h30 horário de Brasília na terça, 19 de janeiro.

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A Splash News, uma agência de paparazzi que tirou fotos de Meghan Markle e Archie quando os dois estavam passeando perto de sua casa no Canadá declarou que “invadiu ilegalmente” sua privacidade e concordou em não tirar fotos da família no futuro.

O juiz Nicklin ouviu a declaração em audiência pública remota nesta sexta-feira em relação a uma reivindicação de privacidade e proteção de dados de Meghan e Archie contra a Splash News e a Picture Agency.

A agência está agora com uma nova administração – em comunicado lido no tribunal disse que as partes concordaram em resolver a reivindicação sobre as fotos, que foram tiradas em um “configurante rural remoto” em um parque canadense. Ele continuou:

Os administradores da Splash UK assumiram que, caso a entidade saia da administração, a Splash UK não tirará fotografias do Duque e da Duquesa ou de seu filho no futuro.

Um porta-voz do escritório de advocacia do casal, Schillings, disse que, embora o caso tenha concluído, outra reivindicação contra uma agência irmã com sede nos EUA continuaria. O porta-voz disse:

O Duque e a Duquesa de Sussex resolveram com sucesso uma reivindicação legal apresentada no início deste ano contra a agência de paparazzi Splash UK. Este acordo é um sinal claro de que o comportamento ilegal, invasivo e intrusivo dos paparazzi não será tolerado, e que o casal leva esses assuntos a sério – assim como qualquer família faria. Uma reivindicação simultânea e semelhante contra a Splash US, uma empresa irmã da Splash UK, continua avançando no sistema judicial britânico.

A advogada de Meghan, Jenny Afia, disse ao tribunal que “tomada das fotografias constituiu uma invasão ilegal de privacidade”. Ela disse que as fotos foram tiradas “em um passeio familiar privado em um ambiente rural remoto e não havia interesse público nas fotografias”.