Antes de iniciar a postagem dos trechos do livro Finding Freedom: Harry and Meghan and the Making of a Modern Royal Family, que será lançado em 11 de agosto por Omid Scobie e Carolyn Durant, gostaríamos de deixar uma coisa clara desde o ínicio:

Por trás desse site, existem pessoas reais, com suas proprias opiniões, mas que não se sobrepõem a ética de trabalho adotada para esse veículo. Existem diversas outras biografias de Meghan lançadas nos ultimos anos e após ler cada uma, decidimos que não são conteúdos justos e que devariamos a esses autores esse tipo de visibilidade. Esses trechos exclusivos estão sendo aqui postados, pois vimos até aqui, um conteúdo junto, onde os defeitos e qualidades de Harry e Meghan foram expostos, mas sem tentar arrastá-los para a lama. Esses são os relatórios justos que Harry e Meghan sempre acreditara. Sem mais delongas e em uma ordem cronologica dos fatos públicos, seguem os trechos.

 

O conflito entre Meghan, Thomas Markle & impresa:

Meghan enviou uma última mensagem de texto para seu pai Thomas Markle na noite anterior ao casamento com Harry. Uma discussão sobre fotos, um susto de saúde e mensagens sem resposta: por que Thomas Markle perdeu o casamento de sua própria filha.

Enquanto Harry e Meghan estavam se divertindo em seu noivado em novembro de 2017, um jornal publicou um artigo sobre seu pai, Thomas Markle, que estava se juntando há meses. A história mostrava fotos de sua casa no topo de um penhasco de 90 metros em Rosarito Beach, uma pacata cidade mexicana com vista para o oceano pacífico, e tinha detalhes de sua vida, como o ford escape vermelho ou o volvo prateado que ele dirigia até o walmart local para estocar mantimentos ou na unidade de armazenamento onde ele se gabava com o proprietário sobre a filha que estava na televisão.

Mas não havia citações, quando um repórter o abordava, ele respondia com a linha preparada por ele pelas autoridades do palácio:

Não posso falar por respeito à minha família.

Depois que o artigo saiu com a localização de sua casa, Thomas Markle teve que lidar com constantes intrusões de repórteres e fotógrafos. No decorrer de várias ligações telefônicas, Harry e Meghan disseram que ele deveria fazer o possível para ignorar toda a imprensa. No final, ele não escutou. Com sua outra filha, Samantha – irmã, 17 anos mais velha que ela, que conseguiu uma parte do acordo de Meghan no processo – Thomas pegou uma ideia de um fotógrafo, Jeff Rayner, posar para algumas fotos: lendo um livro sobre a história britânica em uma cafeteria, visitando um cibercafé para ler as últimas notícias sobre a filha e o futuro genro e outras configurações.

As fotos foram veiculadas em todo o mundo, mas pouco ajudaram sua imagem pública. De fato, a pessoa que eles pareciam ajudar era Rayner, que depositou pelo menos US$ 130.000 em suas vendas pela agência fotográfica. Thomas levou 30%.

Apenas uma semana antes de Thomas comparecer ao casamento de Harry e Meghan no Castelo de Windsor em maio de 2018, o palácio soube que um tablóide de domingo pretendia publicar informações que exporiam os quadros “sinceros” como falsos. Por instrução de Harry, a equipe de comunicação do palácio, em consulta com a equipe jurídica, começou a trabalhar em uma estratégia para interromper a publicação da história embaraçosa.

Primeiro, porém, Meghan precisava ouvir diretamente do pai o que havia acontecido. De acordo com um confidente de confiança que estava com Meghan quando os eventos se desenrolaram, ela disse ao pai:

Pai, precisamos saber se isso é verdade ou não, porque minha equipe tentará parar essa história – se você me disser é falso.

Se eles fazerem isso, estão se esforçando para protegê-lo, pai”, disse Meghan por telefone.  “Você está me dizendo que está sendo vítima, certo?

Ele mentiu para Meghan.

“É claro”, ele prometeu, não admitindo que havia participado da montagem das fotos. Toda vez que ela ligava para ele, ela falava:

Pai, eu te amo. Eu só quero que você saiba que eu te amo. Tudo está bem. Apenas chegue aqui. Nós vamos ter o casamento. Nós vamos comemorar. Não se preocupe com nada disso. Vamos deixar isso para trás, disse a fonte.

Você quer acreditar no melhor, certo? a fonte continuou. Eu a ouvi dizer:

Meu pai nunca procurou isso. Eu realmente acredito que ele é a vítima, e agora me sinto triste porque acredito que ele foi totalmente corrompido.

Antes de Meghan desligar o telefone do pai, ela lembrou que um carro chegaria à sua porta no dia seguinte para levá-lo para Los Angeles. De lá, ele faria a viagem transatlântica a Londres, onde todos os acordos haviam sido tratados. Ele seria acompanhado de porta a porta, com carros com motorista, segurança pessoal e um guia para responder a qualquer pergunta. Não precisaria se preocupar com nada.

Enquanto isso, a equipe de comunicação do Palácio de Kensington fez todo o possível para impedir que o plano mal concebido de Thomas explodisse, colaborando com ele para emitir um relatório com a Independent Press Standards Organization e um aviso aos editores de jornais do Reino Unido sobre a situação. Mas sem sucesso: na manhã seguinte a Meghan telefonar para o pai, as manchetes diziam: “O pai de Meghan fez fotos com os paparazzi”. 

As capturas de tela das câmeras de circuito fechado deixaram claro que ele havia encenado cada uma delas. Harry e Meghan haviam dito ao pai que ele deveria fazer o possível para ignorar toda a imprensa.

Meghan ficou arrasada e decepcionada com o pai, mas ela também estava preocupada com o bem-estar dele. Thomas não demonstrou o melhor julgamento, com certeza. Mas o casamento estava a apenas uma semana. Ela estava desesperada para levá-lo a Londres, onde ele seria protegido da imprensa por escoltas do palácio e oficiais de proteção. Ela ligou para o pai imediatamente, mas ele não respondeu. Ela ligou de novo. E de novo e de novo. Deixava sempre uma versão da mesma mensagem:

Pai, eu ainda te amo. Nada mudou.  Nós vamos levá-lo em segurança para Londres.  Estou enviando um carro para vir buscá-lo.

Apesar da enxurrada de mensagens de voz e mensagens de texto de Meghan, seu pai não apenas se recusou a entrar no carro que estava esperando no aeroporto; ele não respondeu a uma única mensagem da filha. “Meu Deus, meu telefone”, disse Meghan a uma amiga, explicando que ela ligara para o pai pelo menos 20 vezes. “Suponho que ele esteja recebendo minhas mensagens”, acrescentou, preocupada. Em vez de saber alguma coisa com certeza, ela e Harry foram atualizados sobre os planos de seu pai (quer ele fosse ou não no casamento) através dos tablóides e sites de fofoca.

Ele entrou em contato com o site de entretenimento americano TMZ para defender seu caso, explicando que estava tentando “reformular” sua imagem depois de ser “emboscado” pelos fotógrafos. Mas, para poupar a filha e a Família Real de mais vergonha, ele não compareceu mais ao casamento.  Enquanto em público o palácio mantinha uma fachada silenciosa e estóica, atrás de portas fechadas havia recriminações e raiva.

Tendo se separado de assessores e de sua filha, Thomas estava alimentando a imprensa com um fluxo aparentemente interminável de declarações sem sentido. Os cortesãos do palácio estavam esperando minuto a minuto pela próxima bomba cair.

“Foi muito, muito difícil”, disse um assessor sobre a resposta do palácio à situação de Thomas Markle.  É muito fácil culpar o palácio, mas, meu Deus, eu não vi nenhuma situação parecida – onde você tem uma mulher se casando com um príncipe, e o pai da bela jovem está a 8.000 milhas de distância e apenas não jogando bola, e não apenas não jogando bola, mas ele gosta de jogos tolos.

Thomas afirmou que Harry, furioso, ligou para ele e sussurrou: “Se você tivesse me ouvido, isso nunca teria acontecido”. Mas essa conversa não ocorreu.  Em outra reviravolta dramática, apenas um dia depois de dizer que não estava participando do casamento, Thomas disse a repórteres que não podia imaginar perder um evento tão histórico.

Meghan, ferida, ordenou às autoridades do Palácio de Kensington que divulgassem uma declaração que ela mesma escreveu sobre o incidente, chamando-o de “um assunto profundamente pessoal” e solicitando sua privacidade enquanto eles resolviam o problema. Enquanto ela não queria que o drama da sua família fosse exibido tão publicamente, ela se sentiu forçada a tomar algum tipo de ação.

Apesar do comportamento do pai, ela ficou arrasada com o pensamento de ele não estar lá para o casamento.

Por mais que estivesse ferida e humilhada, ela queria que ele estivesse lá e estivesse disposto a seguir em frente, disse um amigo próximo. Além disso, ela estava preocupada com ele: ela honestamente não tinha certeza se ele estava realmente bem. Seu comportamento era bizarro.

Seu terno e sapatos personalizados estavam esperando no alfaiate Oliver Brown em Chelsea, sudoeste de Londres, e Harry havia pedido a um veterano militar para acompanhar o pai de Meghan. “O tratamento que a mãe de Meghan, Doria, recebeu quando ela chegou aqui está exatamente o que foi planejado para Thomas”, acrescentou um assessor sênior, observando que ele seria colocado em um hotel e receberia um oficial e assistente de proteção durante sua estadia.

Com apenas quatro dias antes do casamento, Meghan recebeu notícias mais devastadoras de seu pai – novamente através de um site de fofocas sobre celebridades. Colocando a culpa firmemente aos pés da imprensa, Thomas afirmou que o estresse o havia causado um ataque cardíaco.  Seus médicos o aconselharam que ele precisava de cirurgia apenas dois dias antes de sua filha fazer os votos, para eliminar um bloqueio, reparar os danos e implantar vários stents. Com falta de algum tipo de recuperação milagrosa, ele disse que não estaria em condições de voar pelo atlântico e, portanto, não compareceria ao casamento real.

Preocupada, Meghan tentou mandar uma mensagem para Thomas:

Estive em contato com você o fim de semana inteiro, mas você não atende nenhuma das nossas ligações nem responde a nenhum texto.

Estou muito preocupada com sua saúde e segurança e tomei todas as medidas para protegê-lo, mas não sei o que mais podemos fazer se você não responder…

Precisa de ajuda? Podemos enviar a equipe de segurança novamente?

Lamento saber que você está no hospital, mas preciso que você entre em contato… Em que hospital você está?

Dez minutos depois, ela seguiu com outro.

Harry e eu tomamos uma decisão hoje cedo e estamos enviando os mesmos seguranças que você recusou neste fim de semana para estar presente no local para garantir que você está seguro… eles estarão lá à sua disposição assim que você precisar. Por favor, ligue o mais rápido possível. Tudo isso é incrivelmente preocupante, mas sua saúde é mais importante , escreveu ela.

Naquela noite, Thomas enviou uma resposta curta para dizer que apreciava a oferta de segurança, mas não sentia nenhum perigo. Em vez disso, escreveu ele, ele se recuperaria em um motel.

Meghan pediu detalhes, mas não respondeu. Nenhuma palavra sobre o assunto foi dita quando Meghan trouxe Doria para conhecer a Rainha e o Príncipe Philip no início do dia, mas a situação ainda a deixou envergonhada com o drama público durante o chá da tarde no Castelo de Windsor.

Meghan colocou parte da culpa em si mesma.  Depois de passar o último ano e meio sob os holofotes, ela entendeu como era a pressão da mídia.

Ele é vulnerável, disse ela a um amigo. Ele foi atraído. Muitos jornalistas de tabloides o persuadiram e pagaram. Não sei se ele realmente teve uma chance.

Harry também culpou a mídia por toda a situação. “A pressão que ele sofreu por seis meses antes de finalmente quebrar e começar a participar”, disse um cortesão sênior sobre pai de Meghan, “é disso que Harry está com raiva”.

Um indivíduo próximo ao casal resumiu o seguinte:

Existe uma espécie de intrusão agressiva e uma hostilidade imprudente e irresponsável às ações da mídia que é profundamente prejudicial. Não acho que os paparazzi sejam os mesmos. Mas o tipo cruel de malevolência de algumas seções da mídia, é malévola, é genuinamente ruim. O que eles fizeram com o pai dela, tirou-o de sua vida privada e forçou-o a se abrir, acenando cheques para ele, é absolutamente terrível.

Ele queria morar em particular. Ele continuaria morando em particular. Ele estaria no casamento se a mídia o deixasse em paz como lhes era pedido. E não há argumento de interesse público que desculpe intrometer-se na vida privada de Thomas Markle.

“Se não fosse Harry, Doria e seus amigos, Meghan diz que não teria passado por isso”, disse uma amiga. Na noite anterior ao casamento, ela enviou ao pai uma última mensagem. Ele não respondeu. Sentada em um banho mais tarde naquela noite, em um facetime com uma amiga, a futura noiva disse que havia deixado uma mensagem final para o pai, acrescentando: “Não posso ficar sentada a noite toda, pressionando enviar”.

 

Ínicio da tensão entre William e Harry & Duquesas em duelo

Meghan esperava que Kate fosse até ela. Não foi isso que aconteceu. Os dois príncipes haviam sido inseparáveis, mas quando o relacionamento de Harry com Meghan se transformou em casamento, uma brecha entre os casais reais tornou-se evidente para todos. Neste trecho de Finding Freedom, os amigos dos Sussexes revelam a verdadeira mágoa por trás dos contos de ‘Duquesas em delo’.

Nenhum local de trabalho é perfeito. No mundo rarefeito da monarquia, a pressão pode ser insana. Tais eram as políticas internas entre o Palácio de Buckingham, a Clarence House e o Palácio de Kensington que até os observadores da realeza começaram a rir quando parecia que as famílias estavam agendando eventos e postagens de mídia social no mesmo dia para se superar.

Sempre houve competitividade entre as famílias, admite um assessor sênior. Isso nunca vai mudar.

Dificilmente poderia ter sido uma surpresa que vazamentos estivessem acontecendo. Um cortesão se gabou em particular com amigos sobre sua capacidade de colocar uma história, positiva ou negativa, em qualquer publicação com um clique dos dedos e outro disse a um respeitado editor de jornal que ele poderia “lidar com qualquer coisa depois de aguentar uma das birras de Meghan”. A equipe descreveu a atmosfera dentro das três famílias como competitiva, infeliz e completa. A responsabilidade pelo problema não descansa completamente com os funcionários da casa – parte disso veio dos próprios príncipes. A brecha havia começado quando o Duque de Cambridge questionou o ritmo em que o relacionamento de seu irmão com Meghan estava indo.

Harry feliz e contente é raro, então vê-lo praticamente pulando foi uma delícia, disse uma fonte ainda em contato regular com os irmãos.  Mas, ao mesmo tempo, William sempre sentiu que precisava cuidar de Harry, não como um futuro monarca, mas como um irmão mais velho. Durante toda a vida adulta, ele sentiu que deveria ficar de olho em Harry e garantir que não estivesse com problemas e em um bom caminho.

Quando Meghan e Harry estavam namorando, William, tendo encontrado Meghan apenas algumas vezes, queria ter certeza de que a atriz americana tinha as intenções certas.

Afinal, são dois irmãos que passaram a vida inteira com pessoas tentando tirar proveito deles, disse a fonte. Os dois desenvolveram um radar para detectar esse tipo de pessoa, mas como William não sabia muito sobre Meghan, ele queria ter certeza de que Harry não fosse pego de surpresa pela luxúria.

Alguns membros da equipe estavam sussurrando palavras de alarme no ouvido do Duque de Cambridge.  Meghan era totalmente estranha a esse grupo de conselheiros, que às vezes podia ser ainda mais conservador do que a instituição que eles estavam.

Esse foi o cenário quando William se sentou com seu irmão para discutir seu relacionamento com Meghan. “Não sinta que precisa se apressar”, disse William a Harry, segundo fontes. “Demore o tempo que precisar para conhecer essa garota.”

Nessas duas últimas palavras, “essa garota”, Harry ouviu o tom esnobe que era um anátema para sua abordagem do mundo. Durante seus 10 anos de carreira nas forças armadas, fora da bolha real, ele aprendeu a não fazer julgamentos rápidos sobre as pessoas com base em seu sotaque, educação, etnia, classe ou profissão. Além disso, para remover Meghan da equação, Harry estava cansado da dinâmica que havia se estabelecido entre ele e seu irmão mais velho. Chegara um momento em que Harry não sentia mais como se precisasse ser cuidado. Havia uma linha tênue entre cuidar e condescender. Só porque ele viveu sua vida de maneira diferente do irmão, não queria dizer que ele estava fazendo errado.

William pode ter sentido que ele estava agindo com preocupação, mas Harry ficou ofendido porque seu irmão mais velho ainda o tratava como se ele fosse imaturo.

Harry estava chateado, disse outra fonte. Ele ficou irritado que seu irmão perguntasse uma coisa dessas. Alguns achavam que era uma reação exagerada. Mas então, isso os resume como pessoas – William, o calmo e racional, e Harry, que não pode deixar de levar as coisas longe demais pessoalmente.

“Harry tem um coração de ouro, mas é incrivelmente sensível”, disse um amigo de longa data da família. Embora outro amigo acrescentasse: “Harry podia ver através das palavras de William. Ele estava sendo esnobe. Harry ficou surpreso, até com raiva, apesar do fato de William estar simplesmente cuidando de seu irmão”.

Ele realmente não conhecia Meghan ainda. William estava preocupado com o fato de Harry ter se isolado de muitos de seus velhos amigos. “Mas talvez ele simplesmente não quisesse aceitar que Harry crescera e se tornou homem”, disse uma fonte.

Pelo menos dois outros membros da família também se preocuparam com o ritmo em que o relacionamento de Harry se movia. Meghan muitas vezes havia sido tema de conversas e fofocas entre eles. Quando ela chegou à vida do príncipe, uma realeza sênior se referiu à atriz americana como “dançarina de Harry”. Outra contou a um assessor: “Ela vem com muita bagagem”. Um cortesão de alto escalão foi ouvido dizendo a uma colega: “Há algo nela em que não confio”.

Harry estava ciente das conversas, disse um amigo próximo dele.

Ele é extremamente protetor com Meghan. Ele entende que muitas pessoas são contra eles e fará todo o possível para mantê-la segura e longe de se machucar – mesmo que isso signifique distanciar-se dessas pessoas. Harry não se importava com o que sua família pensava ou dizia. Nada atrapalharia sua felicidade, disse uma fonte próxima a Harry e Meghan. Ele sabia que Meghan era ideal para ele. O amor deles era real e os sentimentos um pelo outro eram genuínos. Todo o resto era barulho.

Nos meses seguintes que William conversou com Harry sobre o relacionamento, os dois quase não falaram. Os irmãos passaram de sempre arranjando tempo um para o outro á passando quase nenhum tempo juntos. Harry sempre adorou dar uma passada no palácio para ver George e Charlotte, trazendo presentes que incluíam um utilitário esportivo elétrico para o sobrinho e um triciclo para a sobrinha. Mas essas visitas haviam parado virtualmente no verão de 2017. De fato, Harry passou menos tempo com o Príncipe Louis do que os outros por causa da crescente tensão entre ele e seu irmão após o nascimento de Louis, em 23 de abril de 2018.  O distanciamento veio de ambas as direções.

Harry passou menos tempo indo ver as crianças, mas os convites de William e Kate foram os primeiros a cessar. Embora não fosse necessariamente sua responsabilidade, Kate fez pouco para diminuir a divisão. Ela é ferozmente leal ao marido e à família dele. Depois que Harry e Meghan se casaram, a diferença entre os irmãos aumentou. Os sentimentos de William e Kate pareciam óbvios para os Sussexes naquele verão e além. Dentre todos os amigos e familiares Harry e Meghan hospedados em sua casa em Oxfordshire entre maio de 2018 e março de 2019, os Cambridges não os visitaram. “O convite foi feito”, disse uma fonte.

Não é surpresa que a Duquesa de Sussex tenha passado momentos difíceis na Casa de Windsor. O príncipe mais jovem certa vez disse a um amigo que ele tinha uma imagem de casamento e de passar tempo com William e Kate, os dois casais juntos,  seus filhos seriam melhores amigos. O atrito entre os irmãos era uma das várias razões pelas quais Harry queria estabelecer sua família em Windsor.

Ele queria se afastar do aquário que era o Palácio Kensington, disse uma fonte. Estar cercado por funcionários e familiares. Ele estava em um ponto de sua vida em que estava trabalhando com seu irmão, fazendo a fundação com seu irmão e vivendo com ele. Os assessores de alto escalão das três famílias reais ficaram tão alarmados com a cobertura da imprensa e as especulações nas mídias sociais sobre uma brecha entre os irmãos e suas esposas que começaram a discutir abertamente o impacto que poderia ter na monarquia se as coisas não fossem acertadas.

‘O Duque e a Duquesa de Sussex se mudarão para Frogmore Cottage, na propriedade de Windsor, no início do próximo ano, enquanto se preparam para a chegada de seu primeiro filho’, anunciou o palácio em novembro de 2018 sua nova casa, a poucos passos do Castelo de Windsor e a poucos metros da Frogmore House, onde eles realizaram a recepção do casamento e a sessão de fotos de noivado. ‘Windsor é um lugar muito especial para Suas Altezas Reais e agradece que sua residência oficial seja na propriedade’. Frogmore era perfeito para Harry e Meghan, dada a sua conexão com Windsor – mas não era o vizinho de William, Kate e seus filhos. Isso foi o suficiente para desencadear a narrativa de “Duquesas em duelo” que decolou dois dias depois.

Frogmore Cottage, na propriedade de Windsor, parecia a primeira casa de família perfeita. Alarmante. Recusar-se a tratar de rumores incorretos apenas os reforçou. Tradicionalmente, o palácio não faz comentários quando se trata de rumores, mas os Sussexes não acham que o palácio temesse violar as regras, para corrigir uma história sobre membros da família de alto escalão. (Caso em questão: em julho de 2019, um porta-voz negou as alegações de uma clínica de cosméticos de que Kate tinha tido o “baby Botox”.)

Harry e Meghan ficaram frustrados com essa abordagem. Meghan concordava com a avaliação de que as Duquesas não eram melhores amigas. O relacionamento delas não progrediu muito desde que ela era a namorada de Harry. Embora Meghan pudesse ter entendido a cautela de Kate em estabelecer uma amizade significativa, elas ainda não ficaram mais próximos quando ela era uma colega de trabalho sênior da Família Real e esposa do irmão de William. Flores para o aniversário dela eram agradáveis, mas Meghan preferia que Kate a procurasse nos momentos mais difíceis com imprensa.

Mas elas não estavam em guerra uma com a outra também. Houveram momentos embaraçosos, como o dia em que as mulheres se cruzaram no Palácio Kensington (no início de 2017, quando Harry e Meghan ainda estavam namorando), e embora ambas estivessem saindo para fazer compras – na mesma rua – Kate foi em seu próprio Range Rover. A verdade é que Meghan e Kate simplesmente não se conheciam bem.

Embora alguns assessores afirmassem na época que “conversavam e mandavam mensagens regularmente”, na época do casamento de Harry e Meghan, as cunhadas haviam passado apenas algumas ocasiões juntas. No início de seu romance com Harry, Meghan esperava que Kate estendesse a mão e lhe dissesse sobre tudo o que uma pessoa de fora da empresa precisava saber, mas não foi assim que as coisas aconteceram. Meghan estava desapontada por ela e Kate não terem se unido à posição que compartilhavam, mas que não estava perdendo o sono por causa disso. De acordo com uma fonte, Kate sentiu que não tinham muito em comum “além do fato de morarem no Palácio de Kensington”.

A imprensa continuou a tecer suas críticas mais severas a Meghan. Houve uma história em que uma Kate “furiosa” interveio depois que Meghan “enganou” um membro de sua equipe. Dizia-se que era o membro da equipe do Palácio de Kensington, a vice-secretária de comunicações, Katrina McKeever, que havia deixado o palácio depois de cinco anos para explorar novas oportunidades.

Até o Palácio de Kensington não entendeu a história bizarra. McKeever saiu bem com os Sussexes, que lhe enviaram uma carta manuscrita e um enorme arranjo floral quando ela saiu. Ela achava que mulheres de cor como ela eram classificadas como exigentes ou agressivas. Era temporada aberta para Meghan, com muitos procurando tudo e qualquer coisa para criticar.

Duquesa diferente, disse um amigo próximo de Meghan. É com isso que as pessoas têm problemas. Ela é a pessoa mais fácil do mundo para se trabalhar. Certas pessoas simplesmente não gostam do fato de ela se destacar. Meghan ficou desapontada por ela e Kate não terem se unido à posição que compartilhavam.

Este é um script que se escreveu assim que se soube que uma atriz americana estava entrando na Família Real, acrescentou outro assessor.

Meghan sentiu como se algumas das histórias de comentários e tablóides fossem mais do que um choque cultural; eles eram sexistas e preconceituosos. Se um homem se levantava antes do amanhecer para trabalhar, era aplaudido por sua ética no trabalho. Se uma mulher fez isso, ela foi considerada difícil ou “uma cadela”.

O padrão duplo foi exacerbado quando se tratava de mulheres de cor bem-sucedidas, frequentemente rotuladas de exigentes ou agressivas. O racismo assume uma forma diferente no Reino Unido e na América, mas não há dúvidas sobre sua existência e como ela está enraizada.

Um tema importante do racismo no Reino Unido centra-se na questão de quem é autenticamente “britânico”. Pode ocorrer através de atos sutis de preconceito, micro-agressões como o funcionário do palácio que disse ao co-autor biracial essas palavras: “Eu nunca esperei que você falasse do jeito que você fala”, ou a manchete do jornal “Memorando para Meghan: nós, britânicos, preferimos a realeza verdadeira à realeza da moda”.

Enquanto a colunista criticava Meghan por seu editorial da Vogue, havia outra maneira de lê-la, que é ser britânica, nascida e criada no Reino Unido – e ser branca.

O fitting das damas de honra foi estressante, mas ninguém chorou. Haveram relatos de que, antes do casamento, Meghan havia deixado Kate chorando após um fitting da princesa Charlotte. “Kate tinha acabado de dar à luz o Príncipe Louis e estava se sentindo muito emocional”, uma fonte disse. Houve relatos de que reivindicações “rigorosas demandas” de Meghan fizeram Kate chorar.

Uma fonte, que estava no casamento em meados de maio, disse que a discussão nunca realmente aconteceu, disse que histórias sobre lágrimas foram “intrigantes” para aqueles que estavam presentes. “Algumas crianças não estavam cooperando e havia muita coisa acontecendo. Todos tentaram ajudar onde podiam, mas nunca é fácil com as crianças em fittings. Não havia lágrimas de ninguém. E no final, o encaixe foi bom.  Kate e Meghan estavam um pouco estressadas, mas haviam profissionais na sala, e haviam outras pessoas lá.

Os próximos a Meghan questionaram se alguém do palácio ou um ex-funcionário poderia estar por trás da história, e se perguntaram em voz alta por que os assessores se recusavam a comentar.  Estabeleça o registro aqui e ali: Existem pessoas, trabalhando com a família ou membros da família, que sabem que muitas dessas coisas não são verdadeiras e que não têm permissão para dizer algo assim. Uma história ridícula sobre Meg e Catherine e os vestidos das damas de honra, disse um confidente de confiança. Essa história foi ridícula e tão falsa.

Na época, um assessor do Palácio de Kensington disse apenas que as mulheres, que foram feridas pelas acusações, e eram “pessoas muito diferentes”. Vários assessores das famílias reais agora confirmam que não havia nada que deixasse a Duquesa de Cambridge em lágrimas.

O perfume da capela foi aprovado pelo palácio. Os difusores perfumados para o casamento na Capela de St George foram de fato aprovados por todas as partes. A imprensa continuou a tecer suas críticas mais severas a Meghan. Em uma história, seus exigentes purificadores de ar para borrifar em torno da “mofada” Capela de St George (o local de culto regular da Rainha, que contém o Royal Vault) para o dia do casamento, horrorizando os funcionários do Palácio de Buckingham. A verdade é que os discretos difusores de ar perfumado para a capela fornecida por Diptyque – bem como as velas que Kate escolheu para perfumar a Abadia de Westminster por suas núpcias de 2011 – foram aprovadas por todas as partes envolvidas.

 

O ínicio do último capítulo

Quando o Range Rover parou na entrada da Sandringham House, Harry estava nervoso. A propriedade onde a Rainha estava e com tantas lembranças de Natais ali que haviam sido feitas, era agora o cenário para a reunião mais importante de sua vida.

Foi também o mais difícil. Ele se viu mais em desacordo com sua família como nunca antes. Não foi uma decisão fácil enfrentar as regras milenares da monarquia, mas para Harry essa era a única opção para tornar as coisas certas para sua pequena família, disse uma fonte proxima ao casal.

Isso está o destruindo. Ele ama a Rainha, mas sua esposa se sente ofendida e ele adora seu filho. O mundo de Harry é Archie.

Harry estava encarando a Rainha, Charles e William pela primeira vez desde que ele e Meghan haviam lançado seus planos completos de se afastarem de seus papéis oficiais na Família Real para o mundo.  (Embora se esperasse que o príncipe Philip participasse da reunião, ele partiu para sua casa de campo localizada na propriedade pouco antes das discussões começarem.)

Nos dias em que Harry e Meghan lançaram seu site, sussexroyal.com, o receio do Palácio de Buckingham mudou. Resolver, reparando a situação e seguir o mais rápido possível. Enquanto o modelo híbrido de realeza que Harry e Meghan sugeriram representava um enorme desafio que poucos pensavam que poderia ser superado, uma fonte disse:

O drama e a divisão estão causando um dano maior.

Antes da reunião, os assessores haviam assegurado a Harry que a Rainha queria ajudar os Sussexes a encontrarem uma solução, mesmo que eles não conseguissem tudo o que desejavam. Apesar das garantias, Harry não tinha mais certeza em quem acreditar. Desde que se casaram, Harry e Meghan gostaram de dar seus próprios tiros.

“Harry e Meghan gostam de controlar sua narrativa”, disse uma fonte, razão pela qual originalmente concordar em curvar seu escritório ao Palácio de Buckingham, em vez de criar sua própria equipe independente, havia se mostrado uma grande decepção para eles. Harry e Meghan queriam criar sua própria casa em Windsor, o que significa que seu escritório seria composto por uma equipe própria, que seria separada de todas as outras, mas os altos funcionários rapidamente descartaram essa opção.

Os cortesãos seniores a quem Diana costumava se referir como “homens em ternos cinza” estavam preocupados com o fato de que o interesse global e a popularidade dos Sussexes precisavam ser controlados. Pouco tempo depois do casamento dos contos de fadas, Harry e Meghan já estavam levando a monarquia a novas alturas em todo o mundo.

À medida que a popularidade deles aumentava, também cresceram as dificuldades de Harry e Meghan para entender por que tão poucos dentro do palácio estavam atentos aos seus interesses. Eles foram um grande atrativo para a Família Real. De acordo com uma reportagem da imprensa que comparou a popularidade online dos Sussexes com os Cambridges de novembro de 2017 a janeiro de 2020, “as pesquisas relacionadas a Harry e Meghan foram responsáveis ​​por 83% da curiosidade do mundo nos dois casais”.

Os Sussexes haviam tornado a monarquia mais identificável com aqueles que nunca sentiram uma conexão antes. No entanto, haviam preocupações de que o casal fosse trazido à dobra; caso contrário, a instituição temia que sua popularidade eclipsasse a da Família Real.  Cada vez mais, Harry ficou frustrado por ele e Meghan frequentemente ficarem sentados atrás de outros membros da família.

Embora ambos respeitassem a hierarquia da instituição, era difícil quando eles queriam se concentrar em um projeto e era lhes dito que um membro da família mais graduado, seja o Príncipe William ou o Príncipe Charles, tinha uma iniciativa ou turnê anunciada ao mesmo tempo – então eles teriam que esperar. Durante meses, o casal tentou expor essas frustrações, mas as conversas não levaram a lugar algum.

Pior, havia apenas um punhado de pessoas trabalhando no palácio em que podiam confiar. Fora dessa equipe principal, nenhuma informação estava segura. Um amigo do casal se referiu à velha guarda como “as víboras”. Enquanto isso, um funcionário do palácio igualmente frustrado descreveu a equipe dos Sussexes como “a terceira roda estridente” do palácio.

Altamente emocional e ferozmente protetor de sua esposa e filho, Harry foi drenado pelas circunstâncias únicas de sua família, que, como uma fonte descrita, “não têm a oportunidade de operar como uma família de verdade”.  Embora a política faça parte de toda dinâmica familiar, eles estão em um nível totalmente diferente para William, Harry e o resto da realeza.

Toda conversa, todo assunto, todo desacordo pessoal, qualquer que seja, envolve o staff, disse a fonte dos assessores que invariavelmente enviam e recebem mensagens entre as famílias reais. Isso cria um ambiente realmente estranho que, na verdade, não permite que as pessoas resolvam as coisas por si mesmas.

Ninguém pode negar o fato de o casal estar emocionalmente exausto, se eles o provocaram ou foram vítimas de uma máquina impiedosa. “Eles se sentiram pressionados”, disse uma fonte. “Eles sentiram que estavam sozinhos.”  Para Harry, especialmente, tudo estava ficando demais.

A Rainha não merece o melhor?, gritava uma manchete de jornal, que o príncipe lia online.

Essas pessoas são apenas trolls pagos, disse ele mais tarde a um amigo. Nada além de trolls. E é nojento.

Rolando em seu iPhone, ele às vezes não conseguia parar de ler os comentários nos artigos.

“H&M me dão nojo.”

“Eles são uma vergonha para a Família Real.”

“O mundo seria um lugar melhor sem Harry e Meghan.”

O último comentário teve mais de 3.500 votos positivos.

Harry se arrependeu de abrir o link. Seu estômago embrulhava toda vez que ele via esse tipo de comentário. “É uma parte doentia da sociedade em que vivemos hoje e ninguém está fazendo nada a respeito”, continuou ele. “Onde está a positividade? Por que todos estão tão infelizes e com raiva?”

Não era apenas a imprensa ou trolls online chegando a Harry. Foi também a instituição da monarquia. Quase uma semana se passou sem que um aspecto de seus assuntos internos ou questões de discussões privadas fossem distorcidas e vazassem para a imprensa. Eles sentiram como se houvesse muito poucos membros da equipe do palácio em que pudessem confiar. O relacionamento de Harry com William, que estava tenso por um tempo, estava piorando.

À medida que o outono passava e as tensões com certas seções do palácio, Harry e Meghan decidiram que precisavam sair do país por um tempo. O Natal estava chegando, e passá-lo em Sandringham cercado por membros da Família Real não parecia um feriado.

O casal decidiu que, para a segunda quinzena de novembro e todo o mês de dezembro, eles se estabeleceriam no Canadá. Eles foram para uma propriedade de Vancouver, no valor de US$ 18 milhões, que seu amigo Ben Mulroney ajudou a garantir através do produtor musical David Foster.

Foster é amigo íntimo do investidor que havia colocado a propriedade à venda e estava disposto a deixá-la ao casal por um valor muito abaixo do valor de mercado. Com duas praias particulares em quatro acres de terra, era um refúgio para o casal em estado de choque.

A mãe de Meghan, Doria, os visitou no feriado de Ação de Graças. Longe dos cortesãos e de todas as coisas reais, eles podiam pensar por si mesmos. Eles examinaram os eventos desde o casamento e conversaram sobre como e se poderiam criar uma situação que ajudaria a um futuro melhor. “Eu não preciso ter aquele momento do filme em que saímos de um carro e acenamos para uma centena de fotógrafos antes de entrar em um prédio”, disse Harry a um amigo. “Deve ser apenas sobre o trabalho que está acontecendo lá dentro. Vamos nos concentrar no que realmente importa”.

Antes de deixar o Reino Unido, Harry conversara várias vezes com a avó e o pai e vários assessores importantes sobre a necessidade urgente de mudar as coisas para ele e sua esposa dentro da estrutura do palácio. Ele se sentiu imediatamente usado por sua popularidade, perseguido pela imprensa por causa do fascínio do público por essa nova geração de casais reais, e depreciado dentro dos muros da instituição por ser muito sensível e franco. Ele e Meghan não queriam se afastar da monarquia; antes, eles queriam encontrar um lugar feliz dentro dela.

Mas, com o passar das semanas, o casal percebeu que não podia voltar ao modo como as coisas estavam em casa.  Por mais difícil que a decisão tomada fosse, eles chegaram a uma conclusão: Harry e Meghan iriam se afastar de seus papéis como membros da realeza sênior – e se isolariam do acesso à concessão soberana. Apesar da mudança, eles ainda queriam cumprir seus deveres para com a Rainha. Essa era a única coisa que eles não queriam acabar – não apenas por causa do amor e respeito de Harry por sua avó, mas também porque Meghan sentia que havia desistido de tanto para levar sua vida por um caminho de serviço à monarquia. Ela não desiste quando se inscreve para uma tarefa.

Eles sabiam que haveriam obstáculos, como discussões sobre a segurança fornecida pela Polícia Metropolitana para “pessoas protegidas internacionalmente”. Mas eles estavam confiantes o suficiente para que, antes do natal, Harry mandasse um e-mail para sua avó e seu pai, dizendo que ele e Meghan haviam tomado a decisão de mudar a maneira como trabalhavam – dar um passo atrás e passar mais tempo no exterior. Ele não entrou em mais detalhes, preocupado que as notícias vazassem através de um membro da equipe. O resto, ele disse, eles discutiam pessoalmente.

Com ambos os membros da família informados, o escritório particular de Charles foi solicitado a agendar um horário para os dois conversassem a Rainha, que estava sediada em Sandringham para o feriado, assim que os Sussexes retornassem ao Reino Unido em 6 de janeiro. Sua viagem a Londres seria curta, mas Harry estava ansioso para garantir que, quando retornassem ao Canadá no final da semana, seu novo capítulo estivesse garantido. Harry estava certo ao se preocupar com vazamentos. Os detalhes do e-mail logo acabaram nas mãos de um repórter de tabloide que começou a perguntar sobre os planos do casal para passar mais tempo no Canadá. Mas essa era a menor das suas preocupações. Apesar de repetidos seguimentos no escritório de seu pai, ele não conseguiu garantir tempo com a Rainha. Segundo ele, ela não estaria disponível até 29 de janeiro. “Ele parecia estar sendo bloqueado”, disse uma fonte próxima ao príncipe.

Enquanto o voo da Air Canada fazia seu pouso de manhã cedo em Heathrow, e ainda sem compromisso de ver Sua Majestade, Harry e Meghan brincaram com a ideia de dirigir direto para ver a Rainha. Não querendo causar problemas para si mesmos (chegar sem aviso prévio traria irritação), o casal pediu uma reunião de equipe em sua casa, Frogmore Cottage. Com os assessores seniores, Harry e Meghan revelaram detalhes de seus planos para a equipe. Se a abordagem rápida deles estava certa ou não, Harry e Meghan estavam mais determinados do que nunca.

Nesse momento, eles sentiram que haviam abordado o assunto várias vezes com os membros da família no ano passado e estavam cansados ​​de não serem levados a sério, disse uma fonte próxima ao casal. Todos tiveram a chance de ajudar, mas ninguém o fez.

Poucas coisas permanecem em segredo entre as famílias reais e não demorou muito tempo depois do e-mail inicial de Harry para que os grandes planos dos Sussexes fossem o tópico de conversa entre a maioria dos assessores e membros da família. Preocupado em perder o controle, Harry contatou a avó para explicar suas preocupações e ela concordou em fazer uma declaração conjunta. O casal hesitou em envolver as outras famílias, sem saber se todos os envolvidos teriam suas melhores intenções, mas concordou que os assessores se encontrassem no dia seguinte e entrassem na mesma página.

Com um plano em prática, Harry e Meghan deram grandes sorrisos no dia seguinte, enquanto conversavam com dignitários em um compromisso com o alto comissário do Canadá no Reino Unido. Mas, em particular, ambos estavam nervosos com o que estava prestes a acontecer.  Eles haviam visto um rascunho do que o Palácio de Buckingham planejava divulgar em uma declaração que seguiria a deles e sua “falta de calor” era um sinal claro de que nem todos apoiavam sua decisão. Mas havia pouco tempo para habitar.

Poucas horas depois de deixarem a Canada House, uma história sobre seus planos de permanecer no Canadá foi divulgada. Os detalhes estavam faltando, mas estava claro que alguém dentro do palácio havia informado o jornal. Uma fonte real negou absolutamente a acusação, culpando o casal pelo vazamento, “porque eles estavam frustrados com o palácio nas conversações que estavam acontecendo … e queriam forçar a decisão, abrindo-a”, O casal nega esta afirmação.

Com as notícias divulgadas e as organizações de mídia entrando em contato com o palácio para comentar, uma declaração precisava ser emitida rapidamente. Em 8 de janeiro, o casal foi ao Instagram para compartilhar suas notícias com o mundo. Juntamente com o anúncio, eles lançaram o sussexroyal.com, que não era mais uma página de destino para sua nova fundação, mas um mapa do “novo modelo de trabalho” que eles esperavam adotar. Ofereceu clareza à sua decisão de serem financeiramente independentes, o que não era apenas para ter mais liberdade em seu trabalho, mas também para remover a justificativa dos tablóides de ter acesso a suas vidas. O site pegou todos, até sua equipe de comunicação, de surpresa.

Assessores e familiares sabiam que o casal queria dar um passo atrás, mas o site, que apresentava os detalhes de seu modelo meio-a-meio como se fosse um acordo, colocou a Rainha em uma posição difícil. Assessores perturbados do Palácio de Buckingham abandonaram sua declaração original e divulgaram um pequeno comunicado à imprensa 15 minutos depois que os Sussexes liberaram a deles: “As discussões com o Duque e a Duquesa de Sussex estão em um estágio inicial. Entendemos seu desejo de adotar uma abordagem diferente, mas estes são problemas complicados que levarão tempo para serem resolvidos”.  Os assessores, incluindo o secretário particular da rainha, Edward Young, ficaram furiosos. “Os escritórios particulares não gostam desse tipo de comportamento”, disse uma fonte familiarizada com as negociações.  “É profundamente doentio e indesejável.”

Mais inquietante, no entanto, foi a reação da família ao site que lançaram. “O elemento surpresa, desconhecido da Rainha, para os outros diretores que estão muito atentos a isso, com razão, foi profundamente perturbador”, segundo um membro sênior da família. Vários membros da família compartilharam que tanto a Rainha quanto o Príncipe Philip estavam “devastados”.

A família é muito privada e trazê-la ao domínio público, quando lhes foi dito para não ferir a Rainha, continuou a fonte. Estava explicado o que os Sussexes queriam em uma declaração sem consultar primeiro Sua Majestade – e ela é a chefe da instituição.

O palácio se esforçou para descobrir se todos os requisitos do manifesto do casal poderiam funcionar logisticamente, inclusive com a “futura autonomia financeira para trabalhar externamente”.  Isso era muito diferente da simples ideia de passar mais tempo no exterior que havia sido apresentado originalmente.  Havia questões de segurança e financiamento, implicações fiscais e vistos. Como eles poderiam legalmente ter empreendimentos comerciais e ainda representar a Rainha?  “Foi uma enorme dor de cabeça”, disse um assessor exasperado.  Até uma fonte próxima ao casal admitiu que, embora Harry e Meghan tenham pensado muito nessa imensa transição, eles também podem ser “impacientes e impulsivos”.  “Eles ficaram furiosos, de certa forma”, disse a fonte. “As reações em momentos individuais definitivamente não são as mesmas, um mês, algumas semanas, abaixo da linha.”

Apesar de sua tristeza com o pensamento de perder os Sussexes como membros da realeza, a Rainha percebeu que era necessário que o casal se separasse completamente da instituição.  Ninguém deve ser forçado a fazer algo que não quer fazer.  Mas se Harry pensasse que sua proposta pública resultaria na obtenção exata do que eles queriam”, ele estava muito enganado”, disse um cortesão sênior. “A Rainha entendeu as dificuldades que enfrentavam, mas as regras não se alteram para ninguém”. O palácio emitiu uma declaração declarando que uma solução para os pedidos de Harry e Meghan seria alcançada “dentro de dias, não semanas”. Após três dias de discussões entre as famílias reais e funcionários do governo, incluindo o governo canadense, a Rainha solicitou que Harry viajasse até Sandringham para encontrar com ela, Charles e William.

 

Omid Scobie e Carolyn Duran são os escritores do livro “Finding Freedom: Harry and Meghan and the Making of a Modern Royal Family.” Em entrevista para o The Times, Omid e Carolyn relatam todo o processo de criação do livro. Segundo Scobie, todas as histórias do livro no tem pelo menos duas fontes:

Não é tudo da perspectiva de Harry e Meghan, mas acho que pela primeira vez ouvimos o que está acontecendo em suas mentes.

Apesar do Mail on Sunday afirmar que Harry e Meghan concederam entrevistas para os autores, Omid e Carolyn afirmam que em nenhum momento tiveram uma conversa se quer com os Sussexes, informação essa que foi confirmada por representantes do casal esta semana. Omid afirma que não fez entrevistas com o casal é que o em torno deles é suficiente para ele saber as histórias e relatar os fatos:

O casal não leu uma página.

Durand por sua vez, diz que não tem certeza se os Sussexes lerão o livro quando for publicado:

Se  eles escolhem não ler, então eu certamente entenderei.

Carolyn e Omid planejam o livro a cerca de dois anos, desde o casamento de Harry e Meghan. Scobie relata quebrantes mesmo de alguém ler o livro, seu conteúdo foi desacreditado diversas vezes. Omid está convencido que cortesãos hostis do casal tem trabalhado duro para minar tudo que faça uma mínima ligação ao casal.

Estou nesse jogo há tempo suficiente para saber quem são essas pessoas. Isso me surpreende? Não. Isso me decepciona? Um pouco.

Para Scobie, os Sussex sofreram, não apenas de jornalistas e mídias sociais, mas dentro dos próprios palácios.

A Casa de Windsor tem muitas mansões e cada uma delas segue sua própria agenda. Você tem a Clarence House, o Palácio Kensington, o Palácio de Buckingham e os diferentes escritórios do Palácio de Buckingham. Eles são muito leais aos seus príncipes, mas isso geralmente significa jogar outros sob o ônibus. Digamos, por exemplo, hipoteticamente, que uma história negativa sobre o Príncipe Charles está prestes a aparecer nos jornais. Bem, talvez alguém que trabalhe para Charles possa falar sobre os Cambridges ou outro membro da Família Real, para manter essa história fora da imprensa. Há muita barganha nos bastidores. Eu acho que Harry e Meghan foram vítimas disso. Para os vazadores, é um jogo livre de riscos, já que a Família Real tradicionalmente não comenta ou reclama das notícias da imprensa. Harry e Meghan acreditavam que deveriam responder, mas foram informados que deveriam obedecer as regras.

Perguntando sobre o que realmente Meghan deveria ter feito de errado, Omid dá sua opinião:

Eu acho que existe, alguns casos. Acho que as mulheres da realeza são realmente difíceis. Você entra e joga o jogo ou perde, e acho que ela entrou e não queria jogar e se casou. Muitas pessoas tentam dizer que Meghan tomou as rédeas e convenceu Harry de que sua família é horrível, mas na verdade é Harry quem encontrou alguém que está o encorajado a encontrar essa coragem para dar um passo fora da bolha em que ele cresceu.

Carolyn e Omid afirmam que Meghan era chamada nos corredores do Palácio de “Duquesa Difícil”. Sua conduta de trabalho incomodava os cortesões. Se o Príncipe Charles enviasse um email para a equipe às 5 da manhã, ele seria elogiado por sua assiduidade, mas ela era americana e feminista. Havia coisas contra Meghan desde o início. Ao contrário de Kate Middleton, ela tinha idade suficiente para ter uma vida, uma carreira de destaque como atriz e, de fato, um divórcio antes de conhecer seu príncipe.

Eu acho que estava pronto para ser explorado por certos tablóides da maneira que fazem com qualquer figura pública hoje em dia, mas principalmente com mulheres. E mulheres da realeza! Quero dizer, elas provavelmente recebem o pior tratamento do mundo. E uma mulher negra?  Absolutamente. Ela era uma mulher biracial entrando na Casa de Windsor. Isso ia arrepiar as penas. Só precisamos olhar para a narrativa da Duquesa Difícil. O que é ‘difícil’? Difícil é ser insistente, agressiva. São todas as coisas que jogamos nas mulheres negras como sociedade, independentemente de qual seja sua real personalidade.

Um membro da equipe do BP disse uma vez que estava “surpreso” ao ouvir Scobie, que frequentou uma escola pública, ter uma boa pronúncia.

Eu posso entender o quão difícil deve ser para uma americana de raça mista entrar nessa casa e ser tratada como igual. Estou dizendo que os escritórios reais são racistas? Não, eu não estou. Estou dizendo que tive uma experiência com um membro em particular da casa real.

Se ele acredita que o racismo pautou a maneira como que Meghan foi e é tratada:

Eu diria que certamente existem pessoas que podem gostar de ver como elas veem o mundo.

O livro cita a brecha entre William e Harry, incluindo o dia que William questionou a Harry se Meghan era a pessoa certa para se casar.

Eu tenho minha própria perspectiva sobre isso e a perspectiva daqueles com quem conversamos, mas parece que William realmente queria ter certeza de que seu irmão estava tomando a decisão certa. Dito isso, não tenho certeza se Meghan foi recebida com os braços tão abertos quanto talvez as [ex-namoradas] Cressida [Bonas] ou Chelsy [Davy] foram. Eu acho que talvez porque ela era mais velha e ela veio com uma história e … eu acho que por ser americana. Eu certamente não gostaria de sugerir isso.

As “óticas” da última aparição pública da família na missa no dia da Commonwealth na Abadia de Westminster em março foram terríveis. Desprezar propositalmente sua cunhada ou seu cunhado no caso de Kate… acho que não deixou muito um bom gosto na boca do casal.

A explicação, segundo Omid, é que William estava (e continua) zangado com o anúncio unilateral dos Sussexes no Instagram em janeiro de que eles estavam voltando atrás como membros seniores da família real. O lockdown retardou qualquer cura entre os irmãos.

No entanto, durante um almoço particular entre Harry e a Rainha em março, ela deixou claro para o neto que ele e Meghan poderiam voltar a qualquer momento. Scobie acredita que isso não irá acontecer:

Mas Harry e Meghan estarão em um lugar onde eles quererão voltar? Eu duvido muito, porque acho que tudo eles planejam para eles gira em termos do novo capítulo que eles começaram.

Sobre um possível divórcio do casal, onde Harry voltaria a trabalhar para a realeza:

Não vejo isso, não. Acho que tendo resistido a esta tempestade, eles estão mais fortes do que nunca. Acho que eles têm batalhas pela frente. Acho que o que eles estão tentando fazer com esta situação com o que você sabe, ele está enfrentando o The Sun [e o Mirror por supostos hackers por telefone] e ela tem esse caso com a Associated Papers [por uma violação de privacidade] que será realmente um teste para eles.

Sobre toda a ruptura, Carolyn acredita que:

Eu não considero isso um fracasso. Acho que os membros da família real e Harry e Meghan estão tentando criar uma situação que funcione melhor para eles. Eu não diria que eles estão fadados ao fracasso. Eu não tenho certeza de que isso seja preciso. Acho que em cinco ou dez anos talvez possamos julgar com mais precisão a situação e se essa é a coisa certa para Harry e Meghan e a coisa certa para a família real. De uma perspectiva familiar e de uma perspectiva real, digo, perdemos um príncipe extremamente agradável, ativo e socialmente consciente para a América. Dois irmãos que estavam próximos não estão mais próximos e Harry não realiza mais tarefas reais.  Não é uma história de sucesso desse ponto de vista, é?

Ela completa:

Este casal que se casou com tanta esperança e muito a oferecer foi um pouco fracassado pela instituição e agora está fazendo suas próprias coisas, fazendo bem e prosperando. Infelizmente, sinto que é a família real que perdeu, porque os Sussexes como casal e Meghan como indivíduo representavam um nível de modernidade que não tínhamos visto na Casa de Windsor antes. Ela representou inclusão. Ela era representativa de um grupo demográfico diferente. Isso não existe mais.

 

Tradução & adaptação: Equipe Meghan Markle Brasil.

Reunidos em uma unica postagem todos as noticias que envolveram o Duque e a Duquesa de Sussex. O casal continua trabalhando nos bastidores nas causas que acreditam, enquanto o mundo enfrenta uma pandemia e eles decidem qual a melhor hora de voltar os holofotes.

12 de junho: Kate Stephens, CEO da Smart Works, falou em entrevista neste mês de junho sobre a patrona da instituição, Meghan Markle:

Ela nos visitou primeiro antes de se casar, quando ela estava conhecendo os setores de caridade do Reino Unido e eu acho que ela realmente se conectou com o que fazíamos e como fazíamos as coisas aqui. Ela viu o impacto que nós conseguíamos ter, nos termos tanto de roupas quanto de treinamento, ajudando mulheres. Eu acho que isso sempre fez parte da sua crença, então ela veio secretamente nos ver ao longo do ano e então, nós pedimos a ela que fosse nossa patrona e ela disse sim, o que foi incrível. Ela tem ótimas ideias e tem sido uma inspiração para nossas clientes acima de tudo. Sempre que ela vem nos visitar, ela se envolve em vestir e treinar as clientes e traz suas ideias pra mesa também. E ela ainda é absolutamente envolvida.

Desde janeiro de 2019 quando se tornou patrona da Smart Works,  Meghan vem se mostrando empenhada em dar todo o suporte necessário para que eles continuem funcionando a todo vapor. Além da criação da coleção capsula lançada em setembro passado, a Duquesa também os destacou na edição de setembro da British Vogue quando a mesma foi a primeira co-editora.

14 de junho: Meghan Markle enviou uma mensagem pras mulheres da Hubb Community Kitchen referente aos 3 anos do incêndio na torre:

Eu penso sobre quando eu as conheci e como vocês tinham se juntado por conta do que viveram em sua comunidade. E agora, o que vocês fazem é tão inspirador, vocês continuam devolvendo, continuam colocando o amor em ação. A cozinha Hubb é sobre isso… Nós sabemos que significa amor, mas vocês são o exemplo do amor em ação e esse é seu propósito. Tenho muito orgulho de vocês, Harry também, estamos enviando muito amor pra vocês hoje, eu sei que é um dia difícil, mas também é um onde vocês podem ver o quanto conquistaram nos últimos três anos e vocês continuam compartilhando e sendo um exemplo para os que estão ao seu redor.

Meghan conheceu as mulheres da cozinha Hubb antes de seu casamento com Harry e vem as apoiando desde então. A Duquesa de Sussex apoiou o livro de receitas que serviu para arrecadar fundos para a Hubb Community Kitchen. No livro foram escritas 50 receitas pelas mulheres que foram afetadas pelo incêndio da Torre Grenfell. Meghan foi responsável por escrever o prefecio do livro. ao longo desses três anos, Meghan, Harry e Doria, mãe de Meghan, apoiam continuamente a mulheres da cozinha Hubb.

21 de junho: Falando na cozinha Hubb, Harry e Meghan enviaram uma carta para a caridade Street Games para agradecer o apoio na entrega de refeições da Hubb Community Kitchen em Londres:

Querida Jane,

Nós queríamos escrever e expressar nossa gratidão ao time do StreetGames depois do apoio entregando as refeições feitas pela Cozinha Comunitária Hubb por Londres. Saber que o North Paddington Youth Club, Solidarity Sports e St. Matthews Project distribuiu centenas de refeições frescas por meio de suas conexões com jovens nos últimos meses é fantástico.

O impacto do COVID-19 é assustador e difícil para muitas pessoas de todo o mundo. Mesmo assim, são em tempos difíceis assim que o espírito de bondade com os outros e a comunidade prevalece.

Nós estamos muito tocados de testemunhar de longe a união das organizações que celebramos e nos importamos muito sobre. A compaixão e liderança de jovens ao redor da comunidade do StreetGames é vital e é a sua gentileza e altruísmo que inspira todos a ser melhores.

Essa carta vem com nossa sincera gratidão e melhores desejos para todos na StreetGsmes.

Harry e Meghan.

24 de junho: Harry e Meghan assinam com a Harry Walker Agency:

Segundo o Los Angeles Time, Harry e Meghan assinaram um contrato com a empresa Harry Walker Agency de Nova York, que será responsável por organizar palestras que o casal dará no futuro próximo. Harry e Meghan participarão de discussões moderadas e palestras com associações comerciais, corporações e fóruns da comunidade. Eles se concentrarão em questões sociais como raça, igualdade de gênero, questões ambientais e saúde mental.

A Harry Walker Agency estará encarregada de gerir as oportunidades do casal de falar em público e anunciar o retorno de Harry e Meghan as plataformas digitais, enquanto eles procuram promover a Archewell.

Harry e Meghan não tem nenhuma intenção ou planos de falar sobre o tempo que trabalhavam para a realeza, menos ainda sobre o funcionamento da Família Real. Harry e Meghan ao assinar com a Harry Walker Agency se junta a outros famosos como Michelle e Barack Obama, Hillary e Bill Clinton, Stacey Abrams, Oprah Winfrey e Jane Goodall que também são agenciados por essa empresa.

A Harry Walker Agency é uma agência de oradores líderes do mundo. Desde 1946, a empresa estabelece parcerias com planejadores de eventos em todo o mundo e os conecta às vozes mais importantes do mundo.

24 de junho: Archie Mountbatten-Windsor está processando a Splash News:

O filho de Harry e Meghan, Archie Harrison Mountbatten-Windsor está processando a Splash News, agência de fotos, por violar sua privacidade. O caso está tramitando no Supremo Tribunal do Reino Unido e o escritório que representa Archie é o Schillings. O caso foi apresentado nos tribunais no dia 25 de março.

Nos documentos legais, Meghan é referida como “amiga de litígio”. Isso é por Archie ser menor de idade. As fotos em questão foram tiradas em um passeio na floresta no Canadá em janeiro onde Meghan e Archie estavam acompanhados por seguranças.

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27 de junho: Os Sussex apoiam a campanha Stop Hate For Profit:

Meghan Markle e Príncipe Harry tem defendido nos bastidores a campanha #StopHateForProfit, que inclui um boicote ao Facebook. O boicote a plataforma consiste em uma briga da indústria com a rede social sobre a maneira com que eles moderam o conteúdo, principalmente o discurso de ódio.

Nas ultimas semanas, o Duque e a Duquesa de Sussex conversaram e incentivaram CEOs de todo mundo a se solidarizarem e se juntarem a grupos de direitos civis, tais eles como NAACP, Color of Change e Anti-Defamation League. O objetivo é que os CEOs comecem a pedir aos profissionais de marketing de suas empresas não comprem anúncios do Facebook.

Em outubro de 2019 obtivemos a informação de que a Duquesa de Sussex estava inciando um processo contra Associated Newspapers sob a alegação de que eles publicaram uma carta particular de Meghan para seu pai Thomas Markle, onde eles distorceram a situação e iniciaram uma campanha terrível de difamação contra a ex-atriz. Para contextualizar a todos, vamos dizer quem é Associated Newspapers.

A Associated Newspapers é uma editora nacional de jornais e sites no Reino Unido. A Associated Newspapers é proprietária do DailyMail, MailOnline , Mail on Sunday, Metro, Wowcher, Jobsite e Jobrapido. Em 01 de outubro, Harry divulgou uma carta aberta sobre a perseguição que sua esposa sobre de tabloides britânicos:

 

Declaração de Sua Alteza Real

Príncipe Harry, Duque de Sussex

01 OUTUBRO 2019

Como casal, acreditamos na liberdade de mídia e em relatórios objetivos e verdadeiros. Consideramos isso uma pedra angular da democracia e, no estado atual do mundo – em todos os níveis – nunca precisamos mais de uma mídia responsável.

Infelizmente, minha esposa se tornou uma das mais recentes vítimas de um tabloide britânico que faz campanhas contra indivíduos sem pensar nas consequências – uma campanha implacável que aumentou ao longo do ano passado, durante a gravidez e ao criar nosso filho recém-nascido.

Existe um custo humano para essa propaganda implacável, especificamente quando ela é conscientemente falsa e maliciosa, e, embora continuemos a ter uma cara corajosa – como muitos de vocês podem se identificar -, não posso começar a descrever o quão doloroso tem sido. Porque na era digital de hoje, as manufaturas da imprensa são reaproveitadas como verdade em todo o mundo. A cobertura de um dia não é mais o papel de rascunho de amanhã.

Até o momento, não conseguimos corrigir as deturpações contínuas – algo que esses meios de comunicação selecionados conheciam e, portanto, exploravam diariamente e às vezes a cada hora.

É por esse motivo que estamos adotando uma ação legal, um processo que já dura muitos meses. A cobertura positiva da semana passada dessas mesmas publicações expõe os padrões duplos deste pacote de imprensa específico que a difamava quase diariamente nos últimos nove meses; eles foram capazes de criar mentiras após mentiras às suas custas, simplesmente porque ela não era visível durante a licença de maternidade. Ela é a mesma mulher que era há um ano no dia do nosso casamento, assim como ela é a mesma mulher que você viu nesta turnê pela África.

Para essas mídias selecionadas, este é um jogo que não estamos dispostos a jogar desde o início. Sou testemunha silenciosa de seu sofrimento particular por muito tempo. Recuar e não fazer nada seria contrário a tudo em que acreditamos.

Essa ação legal específica depende de um incidente em um padrão longo e perturbador de comportamento da mídia tabloide britânica. O conteúdo de uma carta particular foi publicado ilegalmente de maneira intencionalmente destrutiva para manipular você, o leitor e promover a agenda divisória do grupo de mídia em questão. Além da publicação ilegal deste documento particular, eles propositadamente o enganaram ao omitir estrategicamente parágrafos selecionados, sentenças específicas e até palavras singulares para mascarar as mentiras que haviam perpetuado por mais de um ano.

Chega um momento em que a única coisa a fazer é enfrentar esse comportamento, porque destrói as pessoas e destrói vidas. Simplificando, é o assédio moral, que assusta e silencia as pessoas. Todos sabemos que isso não é aceitável, em nenhum nível. Não vamos e não podemos acreditar em um mundo onde não há responsabilidade por isso.

Embora essa ação possa não ser a mais segura, é a correta. Porque meu medo mais profundo é a história se repetindo. Vi o que acontece quando alguém que eu amo é comoditizado a ponto de não ser mais tratado ou visto como uma pessoa real. Perdi minha mãe e agora vejo minha esposa sendo vítima das mesmas forças poderosas.

Agradecemos ao público por seu apoio contínuo. É extremamente apreciado. Embora possa não parecer, realmente precisamos.

 

INFORMAÇÕES SOBRE MÍDIA

 

Sua Alteza Real, a Duquesa de Sussex, apresentou uma queixa contra a Associated Newspapers por uso indevido de informações privadas, violação de direitos autorais e violação da Data Protection Act 2018.

O processo na Divisão de Chancelaria do Supremo Tribunal refere-se à publicação ilegal de uma carta particular.

Um porta-voz legal da Schillings que representa a Duquesa de Sussex disse:

“Iniciamos um processo judicial contra o Mail on Sunday e sua empresa controladora Associated Newspapers, por causa da publicação intrusiva e ilegal de uma carta privada escrita pela Duquesa de Sussex, que faz parte de uma campanha desse grupo de mídia para publicar informações falsas e histórias deliberadamente depreciativas sobre ela e sobre o marido. Dada a recusa da Associated Newspapers em resolver esse problema de maneira satisfatória, instauramos um processo para corrigir essa violação de privacidade, violação de direitos autorais e a agenda de mídia mencionada anteriormente”.

O caso está sendo financiado em particular pelo Duque e pela Duquesa de Sussex. Na pendência de uma decisão do Tribunal, o produto de qualquer dano será doado a uma instituição de caridade anti-bullying.

Como relembramos tudo isso, vamos seguir aos acontecimentos dos últimos dias. Na noite de ontem, o Duque e a Duquesa de Sussex, através de seus representantes de comunicação, entraram em contato com grandes tabloides do Reino Unido que são The Sun, Daily Mail, Daily Mirror e Daily Express que fazem parte da Royal Rota para informá-los que Harry e Meghan nunca mais irão trabalhar com esses jornais e que só teriam contato com esses veículos quando for necessário e através de seus advogados.

No momento em que o Duque e a Duquesa de Sussex entram em um novo momento de vida e já não recebem mais nenhum apoio financeiro público, estamos escrevendo uma nova política de relações com a imprensa mais especificamente com a sua organização.

Como vocês, o Duque e a Duquesa acreditam que a imprensa livre é a rocha para qualquer democracia, particularmente em momentos de crise. Em sua melhor forma, essa imprensa coloca luz em coisas obscuras e contam histórias que de outra forma seriam esquecidas, e se posicionam pelo que acreditam ser certo, desafiando o poder e aqueles que abusam do sistema.

Dizem que o jornalismo é a obrigação da verdade. O Duque e a Duquesa acreditam de coração nisso.

É muito preocupante que uma parte da imprensa vem há muitos anos se isolando da responsabilidade pelo que escrevem e publicam – mesmo quando sabem que é conteúdo distorcido, falso e invasivo de forma fora da razão. Quando o poder é aproveitado sem responsabilidade, a confiança que colocamos nessa muito necessária indústria é reduzida.

Existe um preço humano sendo pago por essa maneira de dirigir um negócio e afeta todas as áreas da sociedade.

O Duque e a Duquesa de Sussex viram as vidas de pessoas que eles conhecem – e completos estranhos – serem completamente reviradas por nenhuma razão aparente além de aumentar as vendas de fofocas indecentes e suas propagandas.

Com isso dito, ontem que o Duque e a Duquesa de Sussex não irão mais engajar com a sua organização. Não haverá corroboração nem engajamento. Essa também é uma política sendo estabelecida com o seu time de comunicação, para proteger o time do outro lado da indústria que os leitores nunca vêem.

Essa política não é sobre evitar críticas. Não é para bloquear o público ou censurar reportagens que são apuradas. A imprensa tem todo direito de publicar sobre e ter suas opiniões sobre o Duque e a Duquesa, boa ou ruim. Mas isso não pode ser baseado em mentiras. Eles também querem ser bem claros: isso não é uma política para toda a imprensa.

O Duque e a Duquesa de Sussex estão ansiosos para trabalhar com jornalistas e com organizações de todo o mundo, engajar com imprensas de comunidades – locais e regionais – e jovens, novos na área para destacar causas e problemas que precisam urgentemente dessa atenção. E eles esperam para fazer o que puderem para dar oportunidades para a diversidade e pessoas que não tem suas vozes escutadas que são muito necessárias agora.

O que eles não vão fazer é se oferecer de moeda de troca para a economia de clickbaits e distorção.

Esperamos que essa nova política seja escutada e respeitada.

Essa nova política de relacionamento de Harry e Meghan com a mídia já era mais do que esperada por todos nós, visto que em seu primeiro comunicado sobre a saída, o casal se mostrou nitidamente descontente em ter que colaborar com esses veículos que tanto os difamam nesses últimos anos, visto que o The Sun, Daily Mail, Mirror e Express fazem parte da Royal Rota que detém informações em primeira mão de todos os trabalhos da realeza.

Tanto Meghan como Harry não aceitaram e não aceitarão que esses veículos façam relatórios positivos deles em troca de dar aos mesmos informações privilegiadas de suas vidas pessoais. Não é um caso sobre censurar a imprensa. Trata-se de não dar importância para aqueles que gratuitamente os odeiam e perseguem.

Na manha dessa segunda-feira 20, o The Guardian teve acesso a documentos anexados pelos advogados da Duquesa no processo que terá sua primeira audiência nessa sexta-feira. Em mais de 30 página, Meghan anexou documentos que comprovam que toda a narrativa criada de que ela deixou seu pai sem apoio na época de seu casamento era falsa. A Duquesa de Sussex está buscando indenização por suposto uso indevido de informações privadas, violação de direitos autorais e violação da lei de proteção de dados.

As mensagens de texto anexadas ao processo mostram como Meghan e Harry ofereceram apoio durante todo o momento a Thomas, além de serem bem claros com o pai da Duquesa ao dizerem que não estavam bravos com Thomas e que se preocupavam com sua saúde e segurança.

As principais alegações dos advogados de Meghan é que esses veículos perseguiram, humilharam e manipularam Thomas, mesmo com vários pedidos para que o pai da Duquesa fosse deixado em paz. Os tabloides também criaram uma disputa sem fim entre Meghan e Thomas, prejudicando assim o relacionamento entre pai e filha. Os jornais também foram formalmente acusados pela defesa de Meghan de criar situações onde ela foi colocada como vilã. Abaixo vamos destrinchar as mensagens de textos enviadas para Thomas Markle, tanto por Meghan como por Harry:

Meg e eu não estamos com raiva, só precisamos falar com você… falar com a imprensa VAI sair pela culatra, confie em mim, Tom. Só nós podemos ajudá-lo, como tentamos desde o primeiro dia. – Mensagem de texto do príncipe Harry para Thomas Markle

A Associated Newspapers afirma que queria somente esclarecer a situação em nome de Thomas Markle, mas os advogados de Meghan os acusam que eles somente tinham interesse comercial em benefício próprio.

Como é de conhecimento de todos, desde o anuncio do noivado de Harry e Meghan, Thomas Markle vinha sendo constantemente fotografado por paparazzi em momentos íntimos de seu dia-a-dia, como quando ele estava lendo noticias sobre a filha e seu noivo e quando ele estava provando ternos para o casamento real. Mais tarde soubemos pelo próprio Thomas que ele e sua filha Samantha entraram em contato com paparazzi para que o pai de Meghan fosse fotografado e assim pudesse ganhar dinheiro com a venda dessas fotos.

Os advogados de Meghan pontuam que foram as ações (ilegais) do réu que deram origem à reivindicação da requerente, e não conduta de seu pai. Eles continuam pontuando que toda essa perseguição publica foi o motivo com que Thomas não compareceu ao casamento de Harry e Meghan, pois se sentia muito envergonhado por toda narrativa criada pelos tabloides britânicos.

Segue uma serie de mensagens de texto destinadas a Thomas. Ressaltando que os tabloides acusaram Meghan de abandono, deixando seu pai doente sem respostas suas.

Tom, é Harry e eu vou ligar para você agora. Por favor, atenda, obrigado.

Tom, Harry de novo! Realmente preciso falar com você. Você não precisa se desculpar, entendemos as circunstâncias, mas “tornar público” só vai piorar a situação.

Se você ama Meg e quer consertar as coisas, por favor, me ligue, porque há duas outras opções que não envolvem você ter que falar com a mídia, que por acaso criou toda essa situação.

Então, por favor, me ligue para que eu possa explicar. Meg e eu não estamos com raiva, só precisamos falar com você. Obrigado.

Ah, se falar com a imprensa sair pela culatra, confie em mim, Tom. Somente nós podemos ajudá-lo, como tentamos desde o primeiro dia.

Em meio a todo esse caos, Thomas foi hospitalizado e Meghan novamente acusada de ter deixado seu pai sozinho em um hospital sem prestar socorro ao mesmo. O documento legal explica que, em vez de falar com sua filha, Thomas Markle emitiu uma declaração pública através do site de fofocas dos EUA TMZ, dizendo que ele havia ido ao hospital por ter sofrido um ataque cardíaco, e essa foi a primeira vez que ela soube de sua condição. Abaixo, segue as mensagens de Meghan para Thomas:

Estive em contato com você o fim de semana inteiro, mas você não atende nenhuma das nossas ligações ou responde a nenhuma mensagem de texto… Muito preocupado com sua saúde e segurança e tomou todas as medidas para protegê-lo, mas não tenho certeza do que mais podemos fazer se você não responder … Precisa de ajuda? Podemos enviar a equipe de segurança novamente? Lamento saber que você está no hospital, mas preciso que você entre em contato conosco … Em que hospital você está?

Harry e eu tomamos uma decisão hoje mais cedo e estamos enviando os mesmos seguranças que você recusou neste fim de semana para estar presente no local para garantir que você esteja seguro… eles estarão lá à sua disposição assim que possível. conforme você precisar.

Por favor, ligue o mais rápido possível… tudo isso é incrivelmente preocupante, mas sua saúde é mais importante.

Em uma resposta única no dia 15 de maio de 2018, Thomas diz a Meghan que apreciava a oferta, mas não se sentia em perigo e se recuperaria em um motel, após ficar poucos dias no hospital.

Em outro indicio, os advogados da Duquesa dizem uma mensagem emotiva atribuída a Thomas Markle que serviu de “prova” para validar vários artigos que atacaram claramente Harry e Meghan, incluindo as criticas pesadas de Piers Morgan que é colunista de Mail on Sunday, não pode ter sido escrita para o pai de Meghan. Como o casal desconfiou que a mensagem não seria de Thomas, através do celular de Meghan, Harry enviou outra mensagem para seu sogro:

 Tom, é o Harry, por favor, atenda seu telefone. Eu preciso saber que na verdade é você, porque não soa como você.

Essa mensagem jamais foi respondida. Como já citamos, Meghan alega que a carta enviada em particular para seu pai é de sua autoria e que ela jamais deveria ser publicada sem seu consentimento. A Associated Newspapers e o Mail on Sunday alegam que o conteúdo da carta não era privado ou confidencial, evidentemente ou absolutamente. Além de se apoiarem em um artigo da revista americana People de 18 de fevereiro de 2019, onde cinco amigos da Duquesa de Sussex saíram em defesa da mesma. Os amigos que não tiveram suas identidades reveladas até hoje, defenderam publicamente Meghan que naquele momento estava gravida de 6 meses de seu filho Archie e vinha sendo muito perseguida por esses tabloides. Segundos os réus, quem estava por trás do artigo era Meghan e isso valida a publicação da carta por eles. Vale lembrar que o artigo da People foi publicado 5 meses depois dos tabloides publicarem a carta.

A Duquesa de Sussex nega expressamente qualquer conhecimento prévio da entrevista da People – e diz que as palavras e a forma com que a carta foi exposta ao público estavam erradas. Seus advogados apontam que, se ela estivesse envolvida na história, as referências teriam sido precisas. Em alegação anexada no processo, a defesa de Meghan diz que:

Como ela descobriu mais tarde, após visitas para vê-la em Londres no início de 2019, alguns de seu círculo íntimo de amigos ficaram extremamente preocupados com os ataques agressivos a ela na mídia e com o impacto palpável e profundo que esse estava tendo sobre ela, especialmente porque ela era vulnerável e estava muito grávida na época.

Como resultado, uma de suas amigas mais próximas decidiu que elas deveriam ajudar organizando entrevistas anônimas a essa revista americana cujo editor era um amigo antigo dela, no qual eles poderiam explicar como era realmente a reclamante (em oposição ao retrato dos tabloides faziam dela).

Em particular, a requerente não sabia que suas amigas fariam qualquer referência à carta ou seu conteúdo, a intenção de enviá-la ou a resposta que seu pai enviou, nem ela jamais concordaria em que isso acontecesse.

Em sua defesa, o Mail on Sunday argumenta que o direito da Duquesa à privacidade em suas comunicações e vida familiar sob a Lei de Direitos Humanos de 1988 não deve se aplicar, em parte porque ela é rica e é membro da família real britânica.

A Associated Newspapers também diz que as cartas não devem ser consideradas privadas, a menos que contenham “os sentimentos mais profundos ou pessoais do autor” – das manchates usadas pelos jornais ter sido “Meghan de coração quebrado em carta comovente ao pai distante”.

Além disso, os réus afirmam que a Duquesa não poderia ter uma “expectativa razoável” em relação à privacidade porque não pediu expressamente ao pai para não divulgar a carta e porque ela a escreveu ordenadamente à mão, sem erros de ortografia, o que sugere o editor que deve ter sido destinado ao mundo em geral para ler.

A Associated Newspapers continua reivindicando um interesse legítimo em reproduzir a carta de Meghan Markle porque sua existência foi mencionada na passagem por amigos dela durante uma entrevista “longa” da revista americana People; uma entrevista que a Duquesa disse que não sabia que havia sido dada.

Eles também alegam que não procuraram comentários ou aprovação da Duquesa antes da publicação – como geralmente é considerada uma boa prática jornalística – da carta, pois acreditava que suas palavras eram “legais” e seus relatórios também “objetivos” para arriscar qualquer coisa que pudesse ” interferir seriamente nisso”.

Para a defesa de Meghan:

É indiscutível que a carta era claramente privada tanto em termos de seu conteúdo (como continha os pensamentos mais profundos e pessoais da reclamante sobre seu relacionamento com o pai) como no método em que esses pensamentos eram comunicados, independentemente de quão bem eles foram apresentados ou do fato de uma cópia da comunicação ter sido retida por ela.

Além disso, o direito à privacidade da reclamante não é proporcional nem ditado pela quantidade (percebida) de dinheiro ou privilégio que ela possui, nem pode ser por uma questão de lei.

 

A defesa de Meghan alega que seu pai foi manipulado e intimidado pelo jornalista do Mail Online Peter Sheridan em uma entrevista que durou várias horas publicada em 28 de julho de 2018. A defesa conta com o apoio do Thomas.

Como o Sr. Thomas Markle afirma nesta carta (contradizendo assim uma série de afirmações falsas na defesa, como o réu está bem ciente):

No dia seguinte [Peter Sheridan] anunciou e se gabou de ter uma entrevista de 9 horas. Ele disse algumas coisas que eu disse com confiança, mas 85% eram mentiras e besteiras! Liguei para ele e disse que ele era um ladrão, um mentiroso e um covarde, e iriamos acertas as contas!

Eu não queria ou pretendia dar uma entrevista a ele e certamente não faria 9 horas de graça!

Quando me perguntaram se tentei pedir dinheiro emprestado, três dias antes do casamento? Eu disse: “Não, não o fiz, mas sei que ela teria me ajudado se eu pedisse”. Fiz um comentário sobre Tom Jr [seu filho] não me dava, “nem um centavo furado”, e eles mudaram para o pai de Meghan reclamando que seus filhos não lhe pagariam um centavo!! Esse comentário veio da entrevista de 9 horas de Peter Sheridan ….

Eu nunca disse nada sobre sua avó, nunca!! Eu sei que você cuidou dela, não sei de onde isso vem! Compreendo que você sempre se preocupou com minha saúde e estava tentando me ajudar.

O fato é que esse processo ainda está começando e temos um bom caminho pela frente. Uma audiência preliminar na sexta-feira, 24 de abril, que será realizada remotamente, tratará de um pedido da Associated Newspapers para eliminar partes do caso de Meghan Markle antes de um julgamento completo do caso.

 

Fontes: The Guardian e Byline Investigates.

No início do mês, mais precisamente no dia 10, o Duque e a Duquesa de Sussex em seus papeis de presidente e vice-presidente da The Queen Commonwealth Trust, divulgaram vídeos sobre uma roda de conversas com jovens lideres da QCC. A conversa girou em torno de saúde mental, os desafios globais, a promoção de mudanças positivas e a importância de apoiar lideranças jovens.

Ao lado do consultor da QCT Kenny Mafidon, os Sussexes se reuniram com seus jovens lideres: Esther Marshall, Izzy Obeng, Victor Ugo, Kiran Kaur e Amna Akhtar. É de conhecimento de todos o quanto a Commonwealth é importante para o casal e mesmo após deixar seus cargos dentro da empresa, Harry e Meghan com toda certeza manterão fortes seus papeis e projetos dentro de todos os países da Commonwealth. Esperamos ouvir em breve projetos do casal e esperamos receber algo que envolva os jovens da Commonwealth. Foi possível identificar que Meghan usou um vestido midi plissado assimétrico da marca britânica Preen by Thornton Bregazzi.

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Fazendo um exercício mental diante de todos os comunicados publicados por Harry para defender sua esposa Meghan, enquanto ainda eram namorados o Duque de Sussex citou o fato da mídia britânica estar a todo o momento procurando pessoas do ciclo íntimo de Meghan para que os mesmos vendessem historias, muitas delas falsas, sobre a então atriz. Certa de cinco dias atrás, o ator Simon Rex revelou que tabloides britânicos ofereceram altas quantias em dinheiro para que ele mentisse sobre seu envolvimento com Meghan Markle. O antigo VJ da MTV de 45 anos explicou em um episódio recente do podcast “Hollywood Raw” que a imprensa do Reino Unido ofereceu mais de 70 mil dólares para que ele exagerasse nos detalhes de sua amizade com a atriz aposentada de 38 anos depois de ter sido rotulado como um de seus ex-namorados.

Nada aconteceu. Nós nunca nem nos beijamos. Foi só uma saída nada romântica. Ela era alguém que eu tinha conhecido em um seriado de TV e fomos almoçar. Isso foi tudo.

Markle e Rex se conheceram enquanto trabalhavam em uma série que durou pouco chamada Cuts em 2005 que explorava os desafios que os empregados de uma barbearia, um negócio de família enfrentava em Baltimore. Antes de Meghan se casar com o Príncipe Harry em maio de 2018, um grande número de tabloides britânicos especulou sobre sua vida amorosa, incluindo Rex como um de seus inúmeros namorados. The Sun publicou uma matéria que a estrela arruinou suas chances com sua antiga parceira de cena quando ela descobriu sobre seu passado como ator de filmes adultos. Segundo Simon:

Quando a notícia saiu, vários tabloides me ofereceram muito dinheiro para mentir que nós teríamos transado. Eu disse não a muito dinheiro porque eu não me senti bem para mentir e mexer com a porra da família real.

O Covid-19 está sendo sem dúvidas a maior pandemia dos últimos anos. Popularmente conhecido como cononavírus, o Covid-19 é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19). Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1...

Para se prevenir do contagio você precisa: Lavar as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar aglomerações se estiver ou não doente, manter os ambientes bem ventilados e não compartilhar objetos pessoais. Essas são orientações do Ministério da Saúde do Brasil.

Esperamos que vocês e suas famílias estejam bem e saudáveis. E lembrem-se sempre: FIQUE EM CASA! Proteja sua saúde e das pessoas a sua volta.

A Família Real foi afetada nesse momento, como toda e qualquer família ao redor do mundo. A Clarence House informou no dia 18/03 que está com suas operações reduzidas e pede para que quem escreveu tenha paciência para receber sua resposta ou que avise caso a mesma não seja necessária.

Lembre-se de que, devido às restrições operacionais causadas pelas medidas do Coronavírus, nossa capacidade de lidar com correspondência está atualmente reduzida e nossa capacidade de responder a cartas e cartões levará mais tempo do que o habitual, isso se aplica à correspondência para Príncipe de Gales, Duquesa da Cornualha, Duque e Duquesa de Cambridge e Duque e Duquesa de Sussex. Como resultado, estamos perguntando se os correspondentes ajudariam, considerando se a comunicação é necessária ou se ela pode esperar até que a situação seja resolvida.

Outra notícia em decorrência ao COVID-19 foi o adiamento do Invictus Games que aconteceria em maio na cidade de Haia nos Países Baixos. Como fundador da competição e da fundação, a presença do Duque de Sussex era mais que confirmada, assim como a da Duquesa. A presença do pequeno Archie foi bastante ventilada. Os jogos foram remarcados para o período de maio e junho de 2021. Em um vídeo compartilhado pela Invictus Games Foundation, Harry em sua casa no Canadá falou sobre a decisão tomada:

Esta decisão foi a opção mais sensata e segura para todos vocês e suas famílias, bem como todos os demais envolvidos nesses jogos. Lamento que não possamos fornecer isso para vocês. Por favor, cuidem de si mesmos. Por favor, cuidem de suas famílias e cuidem uns dos outros.

Ontem foi confirmado que o Príncipe Charles testou positivo para COVID-19 após apresentar alguns sintomas da doença. A Duquesa de Cornualha testou negativo, mesmo estando em constante contato com o marido.

O Príncipe de Gales testou positivo para o coronavírus. Ele tem apresentado sintomas leves, mas permanece saudável e trabalha em casa nos últimos dias, como de costume. A Duquesa da Cornualha também foi testada, mas não possui o vírus. De acordo com as orientações médicas e do governo, o Príncipe e a Duquesa estão se auto-isolando em sua casa na Escócia. Os testes foram realizados pelo NHS em Aberdeenshire, onde atendiam aos critérios exigidos para o teste. Não é possível determinar de quem o Príncipe pegou o vírus devido ao alto número de compromissos que ele realizou em seu papel público nas últimas semanas.

Mesmo antes desse anuncio, em seu instagram oficial, os Sussexes compartilharem informações sobre como proceder em questão ao vírus em diversos momentos.

Ao redor do mundo, a resposta de todas as pessoas que estão caminhando na vida é a de proteger e cuidar das suas comunidades e elas têm sido inspiradoras. E ainda mais as dos corajosos e dedicados trabalhadores na área da saúde que estão na linha de frente arriscando a própria saúde para curar e lutar contra a COVID-19. Onde quer que você esteja no mundo, estamos muito gratos.

A todos nós, a melhor forma de ajudar esses profissionais é termos certeza que não vamos dificultar o seu trabalho espalhando mais ainda a doença. Não importa onde você está, a Organização Mundial da Saúde divulgou algumas orientações que podem ajudar. Você já deve ter visto isso antes, mas eles são importantes agora como eram antes.

Mais uma vez esperamos que vocês estejam em segurança e desejamos melhoras ao Príncipe de Gales e todas as outras pessoas do mundo infectadas.

NOTA OFICIAL DO DUQUE E DA DUQUESA DE SUSSEX:

Temos o prazer de poder compartilhar agora com você uma atualização de muitos detalhes acordados em uma reunião da Família Real em janeiro de 2020, que descreve os novos papéis do Duque e da Duquesa de Sussex, entrando em vigor na primavera de 2020. Esperávamos poderá compartilhar esses detalhes com você mais cedo (para atenuar qualquer confusão e subsequentes declarações incorretas), mas os fatos abaixo devem ajudar a fornecer alguns esclarecimentos sobre essa transição e as etapas para o futuro.

CONFORME ACORDADO E ESTABELECIDO EM JANEIRO DE 2020:

– Concorda-se que o início do papel revisado do Duque e da Duquesa de Sussex entrará em vigor na primavera de 2020 e passará por uma revisão de 12 meses.

– A Família Real respeita e entende o desejo do Duque e da Duquesa de Sussex de viver uma vida mais independente em família, removendo a suposta justificativa de “interesse público” para a invasão da mídia em suas vidas. Eles continuam sendo uma parte valiosa da família de Sua Majestade.

– O Duque e a Duquesa de Sussex tornam-se membros da Família Real com financiamento privado, com permissão para obter sua própria renda e a capacidade de perseguir seus próprios interesses de caridade.

– A preferência do Duque e da duquesa de Sussex era continuar a representar e apoiar Sua Majestade a Rainha, embora em uma capacidade mais limitada, embora não se beneficiasse do Sovereign Grant.

– Embora haja precedentes para outros membros com título de nobreza da Família Real procurarem emprego fora da instituição, para o Duque e a Duquesa de Sussex, um período de revisão de 12 meses foi estabelecido.

– De acordo com o contrato, o Duque e a Duquesa de Sussex entendem que são obrigados a se afastar dos deveres reais e não assumir deveres representativos em nome de Sua Majestade, a Rainha.

– Conforme acordado e estabelecido em janeiro, o Duque e a Duquesa de Sussex manterão seu prefixo “HRH”, permanecendo formalmente conhecido como Sua Alteza Real, o Duque de Sussex e Sua Alteza Real, a Duquesa de Sussex. O Duque e a Duquesa de Sussex não usarão mais ativamente seus estilos de HRH, pois não serão mais membros trabalhadores da família a partir da primavera de 2020.

– Como neto de Sua Majestade e segundo filho do Príncipe de Gales, Príncipe Harry, o Duque de Sussex permanece em sexto na fila do trono da Monarquia Britânica e da Ordem de Precedência.

– Foi acordado que o Duque e a Duquesa não poderão mais cumprir formalmente os “deveres oficiais” da Rainha ou representar a Commonwealth, mas terão, no entanto, permissão para manter seus patrocínios (incluindo aqueles classificados como patrocínios reais”).

– Concorda-se que o Duque e a Duquesa de Sussex continuarão a exigir segurança efetiva para protegê-los e a seu filho. Isso se baseia no perfil público do Duque em virtude de nascer na Família Real, em seu serviço militar, no perfil independente da Duquesa e no nível compartilhado de ameaças e riscos documentado especificamente nos últimos anos. Nenhum detalhe adicional pode ser compartilhado, pois essas informações são classificadas por razões de segurança.

– Em relação às forças armadas, o Duque de Sussex manterá o posto de major e as fileiras honorárias de tenente-comandante e líder de esquadrão. Durante esse período de revisão de 12 meses, as nomeações militares oficiais do Duque não serão usadas como presente do Soberano. Nenhuma nova nomeação será feita para preencher essas funções antes que a revisão de 12 meses dos novos arranjos seja concluída.

– Enquanto estiver de acordo com o contrato, o Duque não desempenhará nenhum dever oficial associado a essas funções, dada sua dedicação à comunidade militar e dez anos de serviço, ele continuará, é claro, seu apoio inabalável à comunidade militar em uma capacidade não oficial. Como fundador dos Invictus Games, o Duque continuará orgulhosamente apoiando a comunidade militar em todo o mundo através da Invictus Games Foundation e do The Endeavor Fund.

– Com base no desejo do Duque e da Duquesa de Sussex de ter um papel reduzido como membro da Família Real foi decidido em janeiro que seu Escritório Institucional teria que ser fechado, dado o principal mecanismo de financiamento para esse escritório oficial no Palácio de Buckingham vem de Sua Alteza Real O Príncipe de GalesO Duque e a Duquesa compartilharam essas notícias pessoalmente com sua equipe em janeiro, depois que souberam da decisão e trabalharam em estreita colaboração com sua equipe para garantir uma transição suave para cada um deles.

– Durante o último mês e meio, o Duque e a Duquesa permaneceram ativamente envolvidos nesse processo, que tem sido entristecedor para o Duque e a Duquesa e sua equipe leal, dada a proximidade de Duas Altezas Reais e de sua equipe dedicada.

– Como o Duque e a Duquesa não serão mais considerados trabalhadores em tempo integral da Família Real, foi acordado que o uso da palavra ‘Royal’ precisaria ser revisto no que se refere às organizações a elas associadas nesse novo aspecto. Mais detalhes sobre isso abaixo.

DETALHES ADICIONAIS:

– Conforme compartilhado no início de janeiro neste site, O Duque e a Duquesa de Sussex não planejam iniciar uma ‘fundação’, mas pretendem desenvolver uma nova maneira de efetuar mudanças e complementar os esforços feitos por tantas fundações excelentes em todo o mundo.

– A criação dessa entidade sem fins lucrativos será um acréscimo ao trabalho orientado por causa com o qual eles permanecem profundamente comprometidos. Embora o Duque e a Duquesa estejam focados nos planos para estabelecer uma nova organização sem fins lucrativos, dadas às regras específicas do governo do Reino Unido em torno do uso da palavra ‘Royal’, foi acordado que a organização sem fins lucrativos não utilizará o nome ‘ Sussex Royal ‘ou qualquer outra iteração de’ Royal ‘.

– Pelo motivo acima, os pedidos de marcas registradas que foram arquivados como medidas de proteção e que refletiam as mesmas solicitações de marcas registradas padrão feitas para a Fundação Real do Duque e a Duquesa de Cambridge, foram removidos.

– Embora não haja nenhuma jurisdição da Monarquia ou do Gabinete sobre o uso da palavra ‘Royal’ no exterior, o Duque e a Duquesa de Sussex não pretendem usar ‘Sussex Royal’ ou qualquer iteração da palavra ‘Royal’ em qualquer território (dentro do Reino Unido ou não) quando a transição ocorrer na primavera de 2020.

– Como o Duque e a Duquesa de Sussex continuam desenvolvendo sua organização sem fins lucrativos e planejando seu futuro, esperamos que você use este site como fonte de informações factuais. Na primavera de 2020, seus canais digitais serão atualizados à medida que introduzirem a próxima fase emocionante para você.

O Duque e a Duquesa de Sussex aguardam ansiosamente a oportunidade de compartilhar mais com você e agradecer muito seu apoio!

Para juízo de valor, a primavera do hemisfério norte se inicia em 20 de março, contudo, os novos papéis dos Sussexes entrarão em vigor após o dia 31 de março, ou seja, a partir do 01 de abril, Harry e Meghan tornarão membros financeiramente independentes da Família Real Britânica.

O que se destaca em todo esse contexto primeiramente é a parte de que o Duque e a Duquesa desde janeiro já haviam deixado claro para seus funcionários que o escritório seria fechado e que foi triste para o casal ter que se desligar de pessoas que tão bem contribuíram para um bom trabalho, além de se tornarem aliados fieis do Duque e da Duquesa. Não ficou claro, entretanto se todo o time foi realocado ou demito, e se por acaso algum se tornará funcionário da entidade de caridade dos Sussexes. Entretanto deveremos saber sobre isso quando a entidade for lançada.

O Duque de Sussex manterá sua colocação como major do exercito e suas nomeações honorárias de tenente-comandante e líder de esquadrão. As duas últimas foram nomeações da Rainha, e seguindo o acordo estabelecido, Harry não participará de nenhum evento oficial referente a essas nomeações e no próximo ano quando o acordo for revisado, provavelmente Harry perderá as nomeações honorárias. Contudo ele segue com seu apoio e projetos ligados aos militares.

Os Sussexes também deixaram bastante claro que não pretendem lançar uma fundação de caridade, e sim, uma entidade sem fins lucrativos. Partindo do inicios da polemicas referente ao uso do nome Royal na possível “fundação”, o acordo feito deixa bastante claro que o Duque e a Duquesa não usarão Royal nem Sussex Royal em seus veículos oficiais de informação, ou seja, sua entidade de caridade não levará o Royal em seu nome e o username do instagram até hoje conhecido como SussexRoyal será mudado a qualquer instante a partir do dia 01 de abril.

A marca Sussex Royal anteriormente registrada pelo casal com fim de proteger o nome também será liberada nas próximas semanas. O Duque e a Duquesa não pretendiam lançar nenhum produto com esse nome, eles somente o protegeram assim como os Cambridges fizeram com a marca The Royal Foundation.

Voltando ao tópico fundação de caridade e entidade sem fins lucrativos, vamos tentar esclarecer a diferença das duas para que enfim você possa entender o que é pretendido pelo Duque e a Duquesa de Sussex, deixando claro que pode haver variações no conceito dependendo do país:

Entidade sem fins lucrativos é toda união de pessoas, promovida com um fim determinado, seja de ordem beneficente, literária, científica, artística, recreativa, desportiva ou política, que não tenha finalidade lucrativa. Sua finalidade pode ser altruística – como uma associação beneficente que atende a uma comunidade sem restrições qualificadas – ou não altruística, no sentido de que se restringe a um grupo seleto e homogêneo de associados.

Fundação é a instituição que se forma ou se funda pela constituição de um patrimônio para servir a certo fim de utilidade pública ou atuar em benefício da sociedade. As fundações se caracterizam por seus fins de caridade ou beneficentes (seu objetivo principal), e pelo fato de ocorrer, com a sua instituição, uma personalidade patrimonial. Isso quer dizer que, diferente das associações, onde o núcleo central é o indivíduo, nas fundações o núcleo central é o patrimônio.

De qualquer forma, os moldes com que eles trabalharão serão anunciados pelos próprios nas próximas semanas. Gostaríamos de deixar leituras interessantes para vocês de alguns jornalistas que não fazem duplo juízo de valor.

Alan Rusbridger escreveu um artigo no The Guardian sobre como a realeza é perseguida pela mídia britânica e dá uma excelente visão das coisas que aconteceram com os Sussexes.

Já no Buzzfeed, Ellie Hall de maneira sucinta nos deixa pensar sobre as razões que levam que todas as manchetes da realeza ser ligada a Harry e Meghan (de forma negativa, diga-se de passagem), além de fazer questionamentos pertinentes sobre os vazamentos de informações do Duque e da Duquesa vindos do Palácio.

Pegando todos de surpresa, o Duque e a Duquesa de Sussex anunciaram que estão se afastando do cargo de Working Royals, pois desejam alcançar sua independência financeira, mas, contudo seguem apoiando irrestritamente a Rainha, o Príncipe de Gales e o Duque de Cambridge.

Working Royal é aquele membro da realeza que realiza compromissos em nome da Rainha e de seu governo em toda a Commonwealth. Harry deixou o exercito em 2015 e desde então vem trabalhando em nome da Rainha e desde o casamento em maio de 2018, Meghan também era uma working royal.

Em novo site lançado ontem, os Sussexes comunicaram que estão se afastando das funções neste ano:

Após muitos meses de reflexão e discussões internas, optamos por fazer uma transição este ano, começando a desempenhar um novo papel progressivo dentro desta instituição. Pretendemos dar um passo atrás como membros “seniores” da Família Real e trabalhar para nos tornar financeiramente independentes, continuando a apoiar totalmente Sua Majestade a Rainha. É com seu encorajamento, principalmente nos últimos anos, que nos sentimos preparados para fazer esse ajuste. Agora, planejamos equilibrar nosso tempo entre o Reino Unido e a América do Norte, continuando a honrar nosso dever para com a Rainha, a Commonwealth e nossos patrocínios. Esse equilíbrio geográfico nos permitirá apreciar nosso filho com a tradição real em que ele nasceu além de proporcionar à nossa família o espaço para se concentrar no próximo capítulo, incluindo o lançamento de nossa nova entidade beneficente. Esperamos ansiosamente compartilhar todos os detalhes deste emocionante próximo passo no devido tempo, enquanto continuamos a colaborar com Sua Majestade, a Rainha, o Príncipe de Gales, o Duque de Cambridge e todas as partes relevantes. Até lá, aceite nossos mais profundos agradecimentos por seu apoio contínuo.
– Suas Altezas Reais, O Duque e a Duquesa de Sussex.

Navegando pelo site, conseguimos entender os motivos pelos quais eles desistiram do trabalho e ter uma pequena ideia do que irá acontecer daqui pela frente. Desde que saíram da The Royal Foundation, o duque e a duquesa de Sussex vem trabalhando para lançar sua própria entidade de caridade e noticias davam conta que a mesma seria lançada no inicio de 2020, o que foi confirmado pelo casal em seu site oficial:

Em 2020, o Duque e a Duquesa de Sussex planejam moldar sua entidade de caridade para responder a essas necessidades que exigem solução rápida. Depois de considerar cuidadosamente vários modelos de fundação e pesquisar o incrível trabalho de muitas fundações conhecidas e menos conhecidas, o Duque e a Duquesa estão trabalhando ativamente para criar algo diferente – uma entidade de caridade que não apenas ajudará a complementar esses esforços, mas também avançar as soluções que o mundo mais precisa. Eles esperam compartilhar mais com vocês no devido tempo. Suas Altezas Reais apoiam muitas causas principais, tanto em conjunto quanto de forma independente. Eles continuarão a priorizar essas causas, juntamente com os patrocínios separados que fazem parte de seu dever orgulhoso com a monarquia.

Em todo este contexto, fica claro que seus títulos não serão removidos, visto que não é preciso ser um working royal para ter estilo e título da realeza. vários questionamentos foram levantados e tentaremos esclarecer todas as perguntas, segundo as respostas que eles deixaram em seu site oficial.

 

Porque eles decidiram ser financeiramente independentes?

Suas Altezas Reais desejam obter uma renda financeira profissional, que não é possível obter devido à estrutura de trabalho que eles estão condicionados. Harry e Meghan acreditam que este novo modelo de trabalho permitirá que essa autonomia aconteça e que mesmo assim, eles continuarão cumprindo deveres em nome da Rainha Elizabeth II.  O Duque e a Duquesa decidiram que não usarão mais recursos do Sovereign Grant, mesmo que somente 5% de suas despesas sejam pagas pelo Sovereign Grant.

 

De onde vem à renda que paga as despesas do Duque e da Duquesa de Sussex e o que é o Sovereign Grant?

O Sovereign Grant é o mecanismo de financiamento anual da monarquia que cobre o trabalho da Família Real em apoio a Rainha, incluindo despesas para manter residências e espaços de trabalho oficiais. Nessa troca, a Rainha entrega as receitas do Crown Estate e, em troca, uma parte desses fundos públicos é concedida ao Soberano/Rainha para despesas oficiais da Família Real.

Sovereign Grant cobre apenas 5% dos custos do Duque e da Duquesa e a renda é usada a especificamente para as despesas do escritório oficial. E como já sabemos, eles estão oficialmente recusando essa ajuda a partir deste ano. 95% do financiamento recebido pelas despesas do Gabinete vêm da renda alocada pelo Príncipe de Gales, gerado através do Ducado da Cornualha. Charles financia os escritórios de seus filhos, desde antes do casamento de ambos, quando Harry e William passaram a apoiar a Rainha.

Para saber mais sobre o Sovereign Grant clique AQUI.

Para saber mais sobre o Ducado da Cornualha clique AQUI.

Também foi esclarecido mais uma vez como ocorreu a reforma na Frogmore Cottage, residência do Duque e da Duquesa de Sussex. Frogmore Cottage é identificado como Grade 2 no Windsor Home Park foi financiado por Sua Majestade a Rainha através do Sovereign Grant, pois é de responsabilidade do Monarca manter a manutenção dos castelos, palácios e edificios históricos. Segundo o que é escrito no site, os moveis, utensílios e assessórios de decoração da Frogmore Cottage, que é propriedade do monarca, foram pagos com dinheiro particular do Duque e da Duquesa de Sussex.

Eles também sanaram as duvidas do porque se mudaram de Nottingham Cottage, que fica nos terrenos do Palácio de Kensington. Segundo Harry e Meghan, Nottingham Cottage não podia acomodar sua família em crescimento. Foi pensada uma mudança para o Apartamento 1 no Palácio de Kesington, onde uma reforma obrigatória deveria ser feita e ela custaria £4 milhões, e isso incluía a remoção de amianto que havia/ há no Apartamento 1. A reforma ficaria pronta no quarto trimeste de 2020, ou seja, mais de um ano depois do nascimento de Archie. Assim, a Rainha ofereceu o uso da Frogmore Cottage, que naquele momento já passava por reformas obrigatórias e as mesmas se encerrariam antes do nascimento do primeiro filho do casal. A reforma da Frogmore Cottage custou 50% menos do que a reforma do Apartamento I, ou seja, £2 milhões. O casal então escolheu se mudar para Windsor.

Sobre onde será a residência oficial dos Sussexes, ele informam que com a permissão da Rainha, sua residência oficial continua sendo a Frogmore Cottage que é propriedade de Sua Majestade, a Rainha. Como eles pretendem continuar apoiando a Rainha e a monarquia, eles precisam de um lugar para chamar de lar enquanto estiverem no Reino Unido.

 

Como as viagens serão pagas? e os seguranças, eles pagarão?

Como é de conhecimento geral, as viagens privadas do casal são pagas pelos próprios, com suas rendas privadas. Eles informam que sempre utilizarão voos comerciais, trens locais e veículos de baixo consumo de combustível tanto para suas viagens pessoas, como aquelas que serão realizadas a pedido do Escritório de Relações Exteriores e da Commonwealth (FCO), exceto quando usar esses meios trazer risco para a segurança de Suas Altezas Reais.

Sobre as visitas oficiais, eles deixaram bastante claro como essas viagens acontecem. O Escritório de Relações Exteriores e da Commonwealth que “convoca” o royal, além de determinar a duração e a localização da viagem. Essas visitas são pagas pelo Sovereign Grant e quando apropriado, pelo país anfitrião. Entende-se que assim, quando for solicitado que eles façam alguma visita oficial a um país, o Sovereign Grant arcará com os custos, assim como acontece com todos os outros membros da realeza.

Sobre a segurança do casal real e de seu filho, foi dito que:

Nenhuma discriminação dos custos de segurança está disponível, pois a divulgação de tais informações pode comprometer a integridade desses acordos e afetar a segurança das pessoas protegidas. É política estabelecida há muito tempo para não comentar as medidas de proteção e seus custos relacionados para membros da Família Real ou suas residências.

Agora sobre a mídia e sua cobertura, eles foram bem enfáticos quando a como seguirão daqui para frente, quando se desligarem por completo do Sovereign Grant.

A Royal Rota foi criada há quatro décadas e é um sistema onde somente a mídia do Reino Unido tem acesso interno exclusivo aos compromissos oficiais dos membros da Família Real. Dentro desse sistema, os correspondentes reais britânicos tem a oportunidade de cobrir com exclusividade o trabalho da realeza e através deles, a mídia de todo o mundo tem acesso deste mesmo trabalho. Harry e Meghan consideram esse sistema ultrapassado, principalmente por estarmos na era digital. Fazem parte da Rota meios de comunicação com The Sun e The Daily Mail, que estão sendo processados pelo Duque e a Duquesa por diversas alegações.

A nova abordagem dos Sussexes quer envolver em seus compromissos, mídias especializadas nos assuntos abordados, jovens jornalistas promissores, creditar meios de comunicação confiáveis que darão o verdadeiro destaque ao evento e logicamente, manter seus canais de comunicação oficiais sempre atualizados.

Em seu site oficial, o Duque e a Duquesa deixaram claro o quanto se sentem incomodados com o fato dos correspondentes reais do Reino Unidos serem considerados fontes confiáveis tanto em relação ao trabalho, quando a de suas vidas pessoais, o que para eles, impulsiona a cobertura de historias falsas ao redor do mundo. Fica compreendido o quanto eles se sentem afetados pela cobertura fora do comum que suas vidas pessoais tem sofrido.

Harry e Meghan citam meios dos quais confiam como Time Magazine, National Geographic, The Daily Telegraph e British Vogue. eles acreditam que a mídia é livre mas que precisa ser justa e que eles como uma família, prezam por sua privacidade.

Em determinado momento, eles citam a barganha de fotos e informações que é feita com a Royal Rota. Eles falam que é esperado em algumas ocasiões enviem fotos inéditas para o The Rota (que são tabloides do Reino Unido) simultaneamente. Isso permite que esses veículos criem publicações e os coloque como primeira pagina de jornais/site, lucrando em cima de suas imagens, algo que Harry e Meghan não concordam e segundo eles, quando essas fotos não são liberadas, as repercussões na mídia são grandes e duram dias/semanas. O Duque e a Duquesa acreditam e gostam de compartilhar momentos pessoais com o público, mas querem fazer isso diretamente através de mídia social, sem passar pelo Royal Rota antes dos membros do público.

Após a divulgação da nota e de todos terem conhecimento do conteúdo do site, o mundo reagiu a essa repentina noticia. As coisas precisam ser claras. O casal NÃO está se separando da Família Real, eles somente querem adotar outro meio de trabalho. Harry e Meghan NÃO perderão seus títulos. Harry e Archie NÃO sairão da linha de sucessão. Os Sussexes continuarão SIM a participar dos eventos da família e apoiar a monarquia. O Palácio de Buckingham enviou um comunicado sobre o anuncio do Duque e da Duquesa que deixou a situação ainda mais estranha:

As discussões com o Duque e a Duquesa de Sussex estão em um estágio inicial. Entendemos seu desejo de adotar uma abordagem diferente, mas essas são questões complicadas que levarão tempo para serem resolvidas.

Alguns confiáveis correspondentes reais no mesmo instante dizendo que o Palácio sabia sim dos planos, tanto que no dia anterior ao anuncio, foi vazado de dentro do Palacio para o The Sun os planos de Harry e Meghan. Segundo o jornalista Omid Scobie, esses planos do casal vêm sendo discutidos com assessores do Palácio por meses e que não era uma surpresa para nenhum escritório e ninguém da família.  Segundo fontes os Sussexes não queriam que a informação tivesse chegado à imprensa e que quando houve o vazamento para o The Sun eles se sentiram encurralados:

Era um caso de agir agora ou perder o controle de algo em que haviam passado muito tempo trabalhando.

Precisa-se deixar claro que somente pessoas de confiança em todos os escritórios sabiam dos planos do Duque e da Duquesa de Sussex. Segundo um assessor do Palácio, a resposta dramática não condizia com o real entendimento da situação:

Ninguém está ‘incandescente de raiva’ e ninguém vai punir ninguém. A velocidade com a qual isso agora precisa ser tratado não é ideal, mas os planos em si não são um problema. Isso não é uma ‘crise’, é um caso de ajudar o casal a atingir seu objetivo.

O Palácio de Buckingham acredita que todos os lados chegarão em um acordo satisfatório e quem em poucos dias toda a questão será resolvida. Sabe-se que ontem a Rainha, Charles e William orientaram seus funcionários a encontrar soluções viáveis tanto com os funcionários dos Sussex como com os governos e que Harry esteve inserido em todos os passos dados. Acredita-se que hoje Meghan retornou para a cidade de Victoria no Canadá onde deixaram Archie aos cuidados de uma babá e de uma das melhores amigas de Meghan, Jessica Mulroney.

Eles estão se sentindo confiantes. Harry e Meghan estão cientes de que serão criticados, talvez até difamados, por assumir o controle de suas vidas, mas criar um futuro positivo para si e sua família sempre foi sua prioridade.

Mais detalhes serão revelados posteriormente.