No último dia 20 estreou na Apple TV a serie documental de saúde mental que o príncipe Harry além de ser uma das estrelas, foi um dos produtores executivos, ao lado de Oprah Winfrey e outros nomes. The Me You Can’t See é baseado em diversos relatos de lutas de saúde mental de todos os convidados, desde o momento que eles entenderam que precisavam de ajuda, até a maneira com que eles estão hoje com todos seus problemas.

Os relatos apresentados são extremamente fortes e aconselhamos a todos assistirem aos mesmos, somente se você não tiver nenhum gatilho relacionado a abuso sexual, drogas, TOC, etc. Nos concentramos somente nos relatos do Harry que envolvem a Meghan e no Archie. A serie documental mostra com fidelidade as lutas pessoais dos personagens envolvidos e vale a pena assistir.

Diga em voz alta

O relato de Harry começa com ele admitindo que nunca pensou em buscar terapia em toda sua vida e que há somente quatro anos ele se trata regularmente. O ambiente que ele estava inserido não o encorajava a fazer terapia. A perda de sua mãe (Diana, Princesa de Gales) e todos os acontecimentos após morte da mesma, despertaram nele diversos gatilhos e ansiedade. O fato de Harry nunca ter lidado particularmente com seu luto, já que toda sua dor foi exporta para o mundo todo, e viver dentro de uma instituição que não valoriza a saúde mental como tanto pregam, fez com que ele buscasse alivio em bebidas alcoólicas e drogas.

Perdi minha mãe quando tinha 12 anos, pouco antes do meu aniversário. Eu não queria viver. Compartilhar o luto da morte da minha mãe com o mundo. Para mim o que mais me lembro é o som dos cascos dos cavalos passando pelo Mall. A essa altura, nós dois (Harry e William) estávamos em choque. Era como se eu estivesse fora do meu corpo e caminhando, apenas fazendo o que era esperado de mim. Mostrando um décimo da emoção que todos os outros estavam demonstrando.

Harry narra todas suas dificuldades dentro do papel que ele precisava exercer dentro da Família Real e como ele sempre dizia sim para todos os pedidos, mesmo que ele não estivesse bem para desempenhar qualquer que fosse o papel. O Duque também relembra que seus melhores momentos naquele tempo, foram seus anos no exército, onde ele era somente o Harry e tinha uma vida normal.

Eu estava disposto a beber, estava disposto a usar drogas, estava disposto a tentar e fazer as coisas que me faziam sentir menos como estava. Mas aos poucos fui percebendo que, ok, eu estava bebendo de segunda a sexta, mas provavelmente beberia o equivalente a uma semana em uma sexta ou sábado à noite. Eu me pegava bebendo, não porque estava gostando, mas porque estava tentando mascarar alguma coisa.

O Duque de Sussex deixa em clara ênfase de que é preciso que ciclos se quebrem, que as pessoas consigam chegar até a raiz do problema e não deixar com que o sofrimento acometa mais pessoas.

Se você passou por algo, isso não significa que seus filhos ou todas as outras pessoas tenham que passar pela mesma coisa que você.

Pedindo ajuda

Harry então entra na parte da importância da rede de apoio e de como a chegada de Meghan em sua vida o fez acordar para o fato de que ele precisaria enfrentar seu passado e buscar ajuda profissional.

Mas foi conhecer e ficar com Meghan, sabia que sem fazer terapia, e me curar, eu ia perder essa mulher com quem me via passando o resto da vida.

Houve muito aprendizado no começo da nossa relação. Ela ficou chocada ao chegar aos bastidores da instituição, da família real britânica. Quando ela disse eu procurar ajuda, foi em reação à uma briga. E nessa briga, sem saber disso, voltei a ser o Harry de 12 anos.

Foi o começo de um aprendizado. Vi que vivia numa bolha dentro dessa família, dessa instituição. Estava meio preso num processo de pensando ou mentalidade. Oito dias após nossa relação se tornar pública, falaram que ela (Meghan) veio de Compton, num tom racista. E que seu DNA exótico engrossaria o sangue real. Éramos seguidos, fotografados, caçados, assediados. O som das câmeras e os flashes fizeram meu sangue ferver. Me irrita. Me leva ao que houve a minha mãe e o que vivi quando criança.

Mas chegou a um novo patamar com a mídia tradicional e as plataformas de mídia social. Eu me sentia indefeso. Pensei que a família ajudaria, mas a todo pedido, solicitação, aviso, o que fosse, só havia silêncio total, abandono total. Por quatro anos, tentamos que desse certo. Fizemos tudo que podíamos para ficar lá e continuar com o papel e o trabalho. Mas Meghan vivia poucas e boas. As pessoas viram as fofos da gente apertando as mãos ao entrar no Royal Albert Hall em Londres, pro evento de caridade. Ela estava no sexto mês de gravidez. O que as pessoas não sabem é que, mais cedo naquela noite, Meghan decidiu me contar os pensamentos suicidas e os detalhes práticos de como acabaria com sua vida. O mais assustador foi a clareza do pensamento. Ela não tinha pirado. Não estava louca. Não se automedicava, com remédios ou álcool. Ela estava totalmente sã. Porém, no silêncio da noite, tais pensamentos a despertavam. O que impedia de levar a cabo, era o fato de ser injusto comigo. Depositado que aconteceu com a minha mãe, ter de enfrentar a perda de outra mulher da minha vida com um bebê dentro dela, nosso bebê.

Tenho vergonha de como lidei com isso. Por causa do sistema em que vivíamos, das responsabilidades e dos deveres, trocamos um carinho… e tivemos de ir nós trocar, entrar em um comboio com escolta policial e ir ao Royal Albert Hall pro evento. Sai para uma muralha de câmeras e fingi que tudo estava bem. Não existia a opção de desistir. De dizer que a gente não ia. Imagine só as especulações que surgiriam. Enquanto minha esposa e eu estávamos nas cadeiras de mãos dadas, quando a luz apagou, Meghan começou a chorar. Senti pena dela e raiva de mim mesmo por estarmos presos naquilo. Sentia vergonha de ficar tão ruim e de procurar minha família. Porque, sinceramente, como muitos da minha idade diriam, sei que minha família não dará o que preciso.

E daí tive um filho, em quem eu preferia me focar unicamente em vez de, ao olhar em seus olhos, me perguntar se minha esposa terminaria como minha mãe e teria de cuidar dele sozinho. Esse foi um dos grandes motivos para partirmos. Sentir-se preso e controlado por meio do medo, pela mídia e pelo sistema em si… que nunca encorajou que se abordasse esse tipo de trauma. Mas sei que agora não serei intimidado a fazer silêncio.

Descobrindo o que funciona

Harry neste ponto da série documental faz um paralelo entre a história de sua mãe e esposa e o quanto Meghan, mesmo com pensamentos suicidas, quis poupá-lo de mais perda. Harry enfatiza mais um vez que a decisão de não trabalhar mais para a monarquia, foi uma decisão sua.

Então, quadro anos atrás, só depois de conhecer Meg…você iniciou o processo de tentar descobrir isso. Não tinha tentando antes? Não. E rapidamente decidi que, para essa relação funcionar, eu teria que lidar com meu passado. Porque havia raiva ali. E não era raiva dela, era apenas raiva. E ela reconheceu. Ela viu.

Para mim, a terapia me equipou amparava-se capaz de fazer qualquer coisa. Por isso estou aqui agora. Por isso minha esposa está aqui agora. Essa sensação de estar preso dentro da família é… não havia opção de sair. Por fim, quando tomei essa decisão por minha família, ainda disseram que eu não podia. O quão ruim tem que ficar até que eu possa fazer isso? Ela ia se matar. Não deveria ter que chegar a isso. Eu tenho algum arrependimento? Sim. Meu maior arrependimento é não ter assumido uma posição mais precoce com minha esposa ao denunciar o racismo quando o fiz. A história se repetia. Minha mãe foi perseguida até a morte enquanto tinha um relacionamento com alguém que não era branco. E agora veja o que aconteceu. Quer falar sobre a história se repetir? Não vão parar até que ela morra.

Foi um gatilho enorme…poder perder outra mulher da minha vida. A lista está crescendo. E tudo volta as mesmas pessoas, o mesmo modelo de negócios, a mesma indústria. Meu pai, quando eu era mais novo, ele dizia para William e eu: “foi assim para mim, então será assim para vocês”. Isso não faz sentido. Só porque você sofreu, não significa que seus filhos tenham que sofrer. É o contrário. Se você sofreu, faça tudo que puder para que as experiências negativas que você teve… você possa concertar para seus filhos.

Optamos em colocar nossa saúde mental em primeiro lugar. É o que estamos fazendo é o que continuaremos a fazer. Não se trata de quebrar o ciclo? Não se trata de garantir que a história não se repita?

Este sou eu 

No último episódio, Harry faz revelações de como foram os dias pré-entrevista para Oprah e como a vida dele está neste momento.

Porém, antes da entrevista com a Oprah ser transmitida, por causa de manchetes e do esforço conjunto da firma (monarquia) e da mídia para difamá-la, fui acordado no meio da noite pelo o seu (Meghan) choro sobre o seu travesseiro, porque ela não queria me acordar, pois o meu fardo já estava enorme. Isso é de partir o coração. Eu a abracei. Nós conversamos. Ela chorou muito. Sem terapia e sem dedicação, não suportaríamos isso. Em toda a oportunidade, as forças lutam contra nós e tentam nos impossibilitar. Esperava estar nessa situação tão de pressa? Não. Fizemos um bom trabalho. E não me arrependo. É incrivelmente triste, mas não me arrependo de nada. Porque agora estou como deveria estar há quatro anos.

Estou mais à vontade comigo mesmo. Não tenho mais ataques de pânico. Aprendi mais sobre mim do que nos últimos quatro anos, do que nos 32 anos anteriores. Agradeço a minha esposa por isso. Temos um menino lindo, que nos mantém ocupados, correndo. Ele nos faz sorrir todos os dias e isso é ótimo. Temos dois cachorros. E uma menininha a caminho. Não tenho dúvidas de que minha mãe estaria orgulhosa de mim. Tenho a vida que ela queria ter. Tenho a vida que ela queria que tivéssemos. Não apenas sei que ela sente orgulho de mim, como sei que ela me ajudou a chegar até aqui. Nunca senti tanto a presença dela como no último ano. Queria que conhecesse a Meghan. Queria que estivesse aqui pelo o Archie. Tenho uma foto no quarto dele, uma das primeiras palavras ditas por ele, além de ‘mamãe’ e ‘papai’ foi ‘vovó’, ‘vovó Diana’. É a coisa mais fofa. Só que me deixa triste ao mesmo tempo. Pois ela deveria estar aqui. Estou curando essa parte da minha vida. Com uma clareza de perspectiva que nunca julguei que teria. Ainda sou a mesma pessoa, apenas me tornei uma versão melhor. Sinto que era pra ser assim.

A série documental é realmente um bom debate sobre saúde mental. Vale a pena assistir e conhecer histórias de outros nomes da mídia. Vale a pena ressaltar, que se você precisar de ajuda, entre em contato com CVV – Centro de Valorização da Vida que atende voluntariamente e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas, todos os dias. Ligue 188 caso precise de ajuda. Se você conhece alguém que precisa de ajuda, não feche os olhos: essa pessoa precisa de você.

Clique na imagem para assistir ‘The Me You Can’t See’

Antes de iniciar a postagem dos trechos do livro Finding Freedom: Harry and Meghan and the Making of a Modern Royal Family, que será lançado em 11 de agosto por Omid Scobie e Carolyn Durant, gostaríamos de deixar uma coisa clara desde o ínicio:

Por trás desse site, existem pessoas reais, com suas proprias opiniões, mas que não se sobrepõem a ética de trabalho adotada para esse veículo. Existem diversas outras biografias de Meghan lançadas nos ultimos anos e após ler cada uma, decidimos que não são conteúdos justos e que devariamos a esses autores esse tipo de visibilidade. Esses trechos exclusivos estão sendo aqui postados, pois vimos até aqui, um conteúdo junto, onde os defeitos e qualidades de Harry e Meghan foram expostos, mas sem tentar arrastá-los para a lama. Esses são os relatórios justos que Harry e Meghan sempre acreditara. Sem mais delongas e em uma ordem cronologica dos fatos públicos, seguem os trechos.

 

O conflito entre Meghan, Thomas Markle & impresa:

Meghan enviou uma última mensagem de texto para seu pai Thomas Markle na noite anterior ao casamento com Harry. Uma discussão sobre fotos, um susto de saúde e mensagens sem resposta: por que Thomas Markle perdeu o casamento de sua própria filha.

Enquanto Harry e Meghan estavam se divertindo em seu noivado em novembro de 2017, um jornal publicou um artigo sobre seu pai, Thomas Markle, que estava se juntando há meses. A história mostrava fotos de sua casa no topo de um penhasco de 90 metros em Rosarito Beach, uma pacata cidade mexicana com vista para o oceano pacífico, e tinha detalhes de sua vida, como o ford escape vermelho ou o volvo prateado que ele dirigia até o walmart local para estocar mantimentos ou na unidade de armazenamento onde ele se gabava com o proprietário sobre a filha que estava na televisão.

Mas não havia citações, quando um repórter o abordava, ele respondia com a linha preparada por ele pelas autoridades do palácio:

Não posso falar por respeito à minha família.

Depois que o artigo saiu com a localização de sua casa, Thomas Markle teve que lidar com constantes intrusões de repórteres e fotógrafos. No decorrer de várias ligações telefônicas, Harry e Meghan disseram que ele deveria fazer o possível para ignorar toda a imprensa. No final, ele não escutou. Com sua outra filha, Samantha – irmã, 17 anos mais velha que ela, que conseguiu uma parte do acordo de Meghan no processo – Thomas pegou uma ideia de um fotógrafo, Jeff Rayner, posar para algumas fotos: lendo um livro sobre a história britânica em uma cafeteria, visitando um cibercafé para ler as últimas notícias sobre a filha e o futuro genro e outras configurações.

As fotos foram veiculadas em todo o mundo, mas pouco ajudaram sua imagem pública. De fato, a pessoa que eles pareciam ajudar era Rayner, que depositou pelo menos US$ 130.000 em suas vendas pela agência fotográfica. Thomas levou 30%.

Apenas uma semana antes de Thomas comparecer ao casamento de Harry e Meghan no Castelo de Windsor em maio de 2018, o palácio soube que um tablóide de domingo pretendia publicar informações que exporiam os quadros “sinceros” como falsos. Por instrução de Harry, a equipe de comunicação do palácio, em consulta com a equipe jurídica, começou a trabalhar em uma estratégia para interromper a publicação da história embaraçosa.

Primeiro, porém, Meghan precisava ouvir diretamente do pai o que havia acontecido. De acordo com um confidente de confiança que estava com Meghan quando os eventos se desenrolaram, ela disse ao pai:

Pai, precisamos saber se isso é verdade ou não, porque minha equipe tentará parar essa história – se você me disser é falso.

Se eles fazerem isso, estão se esforçando para protegê-lo, pai”, disse Meghan por telefone.  “Você está me dizendo que está sendo vítima, certo?

Ele mentiu para Meghan.

“É claro”, ele prometeu, não admitindo que havia participado da montagem das fotos. Toda vez que ela ligava para ele, ela falava:

Pai, eu te amo. Eu só quero que você saiba que eu te amo. Tudo está bem. Apenas chegue aqui. Nós vamos ter o casamento. Nós vamos comemorar. Não se preocupe com nada disso. Vamos deixar isso para trás, disse a fonte.

Você quer acreditar no melhor, certo? a fonte continuou. Eu a ouvi dizer:

Meu pai nunca procurou isso. Eu realmente acredito que ele é a vítima, e agora me sinto triste porque acredito que ele foi totalmente corrompido.

Antes de Meghan desligar o telefone do pai, ela lembrou que um carro chegaria à sua porta no dia seguinte para levá-lo para Los Angeles. De lá, ele faria a viagem transatlântica a Londres, onde todos os acordos haviam sido tratados. Ele seria acompanhado de porta a porta, com carros com motorista, segurança pessoal e um guia para responder a qualquer pergunta. Não precisaria se preocupar com nada.

Enquanto isso, a equipe de comunicação do Palácio de Kensington fez todo o possível para impedir que o plano mal concebido de Thomas explodisse, colaborando com ele para emitir um relatório com a Independent Press Standards Organization e um aviso aos editores de jornais do Reino Unido sobre a situação. Mas sem sucesso: na manhã seguinte a Meghan telefonar para o pai, as manchetes diziam: “O pai de Meghan fez fotos com os paparazzi”. 

As capturas de tela das câmeras de circuito fechado deixaram claro que ele havia encenado cada uma delas. Harry e Meghan haviam dito ao pai que ele deveria fazer o possível para ignorar toda a imprensa.

Meghan ficou arrasada e decepcionada com o pai, mas ela também estava preocupada com o bem-estar dele. Thomas não demonstrou o melhor julgamento, com certeza. Mas o casamento estava a apenas uma semana. Ela estava desesperada para levá-lo a Londres, onde ele seria protegido da imprensa por escoltas do palácio e oficiais de proteção. Ela ligou para o pai imediatamente, mas ele não respondeu. Ela ligou de novo. E de novo e de novo. Deixava sempre uma versão da mesma mensagem:

Pai, eu ainda te amo. Nada mudou.  Nós vamos levá-lo em segurança para Londres.  Estou enviando um carro para vir buscá-lo.

Apesar da enxurrada de mensagens de voz e mensagens de texto de Meghan, seu pai não apenas se recusou a entrar no carro que estava esperando no aeroporto; ele não respondeu a uma única mensagem da filha. “Meu Deus, meu telefone”, disse Meghan a uma amiga, explicando que ela ligara para o pai pelo menos 20 vezes. “Suponho que ele esteja recebendo minhas mensagens”, acrescentou, preocupada. Em vez de saber alguma coisa com certeza, ela e Harry foram atualizados sobre os planos de seu pai (quer ele fosse ou não no casamento) através dos tablóides e sites de fofoca.

Ele entrou em contato com o site de entretenimento americano TMZ para defender seu caso, explicando que estava tentando “reformular” sua imagem depois de ser “emboscado” pelos fotógrafos. Mas, para poupar a filha e a Família Real de mais vergonha, ele não compareceu mais ao casamento.  Enquanto em público o palácio mantinha uma fachada silenciosa e estóica, atrás de portas fechadas havia recriminações e raiva.

Tendo se separado de assessores e de sua filha, Thomas estava alimentando a imprensa com um fluxo aparentemente interminável de declarações sem sentido. Os cortesãos do palácio estavam esperando minuto a minuto pela próxima bomba cair.

“Foi muito, muito difícil”, disse um assessor sobre a resposta do palácio à situação de Thomas Markle.  É muito fácil culpar o palácio, mas, meu Deus, eu não vi nenhuma situação parecida – onde você tem uma mulher se casando com um príncipe, e o pai da bela jovem está a 8.000 milhas de distância e apenas não jogando bola, e não apenas não jogando bola, mas ele gosta de jogos tolos.

Thomas afirmou que Harry, furioso, ligou para ele e sussurrou: “Se você tivesse me ouvido, isso nunca teria acontecido”. Mas essa conversa não ocorreu.  Em outra reviravolta dramática, apenas um dia depois de dizer que não estava participando do casamento, Thomas disse a repórteres que não podia imaginar perder um evento tão histórico.

Meghan, ferida, ordenou às autoridades do Palácio de Kensington que divulgassem uma declaração que ela mesma escreveu sobre o incidente, chamando-o de “um assunto profundamente pessoal” e solicitando sua privacidade enquanto eles resolviam o problema. Enquanto ela não queria que o drama da sua família fosse exibido tão publicamente, ela se sentiu forçada a tomar algum tipo de ação.

Apesar do comportamento do pai, ela ficou arrasada com o pensamento de ele não estar lá para o casamento.

Por mais que estivesse ferida e humilhada, ela queria que ele estivesse lá e estivesse disposto a seguir em frente, disse um amigo próximo. Além disso, ela estava preocupada com ele: ela honestamente não tinha certeza se ele estava realmente bem. Seu comportamento era bizarro.

Seu terno e sapatos personalizados estavam esperando no alfaiate Oliver Brown em Chelsea, sudoeste de Londres, e Harry havia pedido a um veterano militar para acompanhar o pai de Meghan. “O tratamento que a mãe de Meghan, Doria, recebeu quando ela chegou aqui está exatamente o que foi planejado para Thomas”, acrescentou um assessor sênior, observando que ele seria colocado em um hotel e receberia um oficial e assistente de proteção durante sua estadia.

Com apenas quatro dias antes do casamento, Meghan recebeu notícias mais devastadoras de seu pai – novamente através de um site de fofocas sobre celebridades. Colocando a culpa firmemente aos pés da imprensa, Thomas afirmou que o estresse o havia causado um ataque cardíaco.  Seus médicos o aconselharam que ele precisava de cirurgia apenas dois dias antes de sua filha fazer os votos, para eliminar um bloqueio, reparar os danos e implantar vários stents. Com falta de algum tipo de recuperação milagrosa, ele disse que não estaria em condições de voar pelo atlântico e, portanto, não compareceria ao casamento real.

Preocupada, Meghan tentou mandar uma mensagem para Thomas:

Estive em contato com você o fim de semana inteiro, mas você não atende nenhuma das nossas ligações nem responde a nenhum texto.

Estou muito preocupada com sua saúde e segurança e tomei todas as medidas para protegê-lo, mas não sei o que mais podemos fazer se você não responder…

Precisa de ajuda? Podemos enviar a equipe de segurança novamente?

Lamento saber que você está no hospital, mas preciso que você entre em contato… Em que hospital você está?

Dez minutos depois, ela seguiu com outro.

Harry e eu tomamos uma decisão hoje cedo e estamos enviando os mesmos seguranças que você recusou neste fim de semana para estar presente no local para garantir que você está seguro… eles estarão lá à sua disposição assim que você precisar. Por favor, ligue o mais rápido possível. Tudo isso é incrivelmente preocupante, mas sua saúde é mais importante , escreveu ela.

Naquela noite, Thomas enviou uma resposta curta para dizer que apreciava a oferta de segurança, mas não sentia nenhum perigo. Em vez disso, escreveu ele, ele se recuperaria em um motel.

Meghan pediu detalhes, mas não respondeu. Nenhuma palavra sobre o assunto foi dita quando Meghan trouxe Doria para conhecer a Rainha e o Príncipe Philip no início do dia, mas a situação ainda a deixou envergonhada com o drama público durante o chá da tarde no Castelo de Windsor.

Meghan colocou parte da culpa em si mesma.  Depois de passar o último ano e meio sob os holofotes, ela entendeu como era a pressão da mídia.

Ele é vulnerável, disse ela a um amigo. Ele foi atraído. Muitos jornalistas de tabloides o persuadiram e pagaram. Não sei se ele realmente teve uma chance.

Harry também culpou a mídia por toda a situação. “A pressão que ele sofreu por seis meses antes de finalmente quebrar e começar a participar”, disse um cortesão sênior sobre pai de Meghan, “é disso que Harry está com raiva”.

Um indivíduo próximo ao casal resumiu o seguinte:

Existe uma espécie de intrusão agressiva e uma hostilidade imprudente e irresponsável às ações da mídia que é profundamente prejudicial. Não acho que os paparazzi sejam os mesmos. Mas o tipo cruel de malevolência de algumas seções da mídia, é malévola, é genuinamente ruim. O que eles fizeram com o pai dela, tirou-o de sua vida privada e forçou-o a se abrir, acenando cheques para ele, é absolutamente terrível.

Ele queria morar em particular. Ele continuaria morando em particular. Ele estaria no casamento se a mídia o deixasse em paz como lhes era pedido. E não há argumento de interesse público que desculpe intrometer-se na vida privada de Thomas Markle.

“Se não fosse Harry, Doria e seus amigos, Meghan diz que não teria passado por isso”, disse uma amiga. Na noite anterior ao casamento, ela enviou ao pai uma última mensagem. Ele não respondeu. Sentada em um banho mais tarde naquela noite, em um facetime com uma amiga, a futura noiva disse que havia deixado uma mensagem final para o pai, acrescentando: “Não posso ficar sentada a noite toda, pressionando enviar”.

 

Ínicio da tensão entre William e Harry & Duquesas em duelo

Meghan esperava que Kate fosse até ela. Não foi isso que aconteceu. Os dois príncipes haviam sido inseparáveis, mas quando o relacionamento de Harry com Meghan se transformou em casamento, uma brecha entre os casais reais tornou-se evidente para todos. Neste trecho de Finding Freedom, os amigos dos Sussexes revelam a verdadeira mágoa por trás dos contos de ‘Duquesas em delo’.

Nenhum local de trabalho é perfeito. No mundo rarefeito da monarquia, a pressão pode ser insana. Tais eram as políticas internas entre o Palácio de Buckingham, a Clarence House e o Palácio de Kensington que até os observadores da realeza começaram a rir quando parecia que as famílias estavam agendando eventos e postagens de mídia social no mesmo dia para se superar.

Sempre houve competitividade entre as famílias, admite um assessor sênior. Isso nunca vai mudar.

Dificilmente poderia ter sido uma surpresa que vazamentos estivessem acontecendo. Um cortesão se gabou em particular com amigos sobre sua capacidade de colocar uma história, positiva ou negativa, em qualquer publicação com um clique dos dedos e outro disse a um respeitado editor de jornal que ele poderia “lidar com qualquer coisa depois de aguentar uma das birras de Meghan”. A equipe descreveu a atmosfera dentro das três famílias como competitiva, infeliz e completa. A responsabilidade pelo problema não descansa completamente com os funcionários da casa – parte disso veio dos próprios príncipes. A brecha havia começado quando o Duque de Cambridge questionou o ritmo em que o relacionamento de seu irmão com Meghan estava indo.

Harry feliz e contente é raro, então vê-lo praticamente pulando foi uma delícia, disse uma fonte ainda em contato regular com os irmãos.  Mas, ao mesmo tempo, William sempre sentiu que precisava cuidar de Harry, não como um futuro monarca, mas como um irmão mais velho. Durante toda a vida adulta, ele sentiu que deveria ficar de olho em Harry e garantir que não estivesse com problemas e em um bom caminho.

Quando Meghan e Harry estavam namorando, William, tendo encontrado Meghan apenas algumas vezes, queria ter certeza de que a atriz americana tinha as intenções certas.

Afinal, são dois irmãos que passaram a vida inteira com pessoas tentando tirar proveito deles, disse a fonte. Os dois desenvolveram um radar para detectar esse tipo de pessoa, mas como William não sabia muito sobre Meghan, ele queria ter certeza de que Harry não fosse pego de surpresa pela luxúria.

Alguns membros da equipe estavam sussurrando palavras de alarme no ouvido do Duque de Cambridge.  Meghan era totalmente estranha a esse grupo de conselheiros, que às vezes podia ser ainda mais conservador do que a instituição que eles estavam.

Esse foi o cenário quando William se sentou com seu irmão para discutir seu relacionamento com Meghan. “Não sinta que precisa se apressar”, disse William a Harry, segundo fontes. “Demore o tempo que precisar para conhecer essa garota.”

Nessas duas últimas palavras, “essa garota”, Harry ouviu o tom esnobe que era um anátema para sua abordagem do mundo. Durante seus 10 anos de carreira nas forças armadas, fora da bolha real, ele aprendeu a não fazer julgamentos rápidos sobre as pessoas com base em seu sotaque, educação, etnia, classe ou profissão. Além disso, para remover Meghan da equação, Harry estava cansado da dinâmica que havia se estabelecido entre ele e seu irmão mais velho. Chegara um momento em que Harry não sentia mais como se precisasse ser cuidado. Havia uma linha tênue entre cuidar e condescender. Só porque ele viveu sua vida de maneira diferente do irmão, não queria dizer que ele estava fazendo errado.

William pode ter sentido que ele estava agindo com preocupação, mas Harry ficou ofendido porque seu irmão mais velho ainda o tratava como se ele fosse imaturo.

Harry estava chateado, disse outra fonte. Ele ficou irritado que seu irmão perguntasse uma coisa dessas. Alguns achavam que era uma reação exagerada. Mas então, isso os resume como pessoas – William, o calmo e racional, e Harry, que não pode deixar de levar as coisas longe demais pessoalmente.

“Harry tem um coração de ouro, mas é incrivelmente sensível”, disse um amigo de longa data da família. Embora outro amigo acrescentasse: “Harry podia ver através das palavras de William. Ele estava sendo esnobe. Harry ficou surpreso, até com raiva, apesar do fato de William estar simplesmente cuidando de seu irmão”.

Ele realmente não conhecia Meghan ainda. William estava preocupado com o fato de Harry ter se isolado de muitos de seus velhos amigos. “Mas talvez ele simplesmente não quisesse aceitar que Harry crescera e se tornou homem”, disse uma fonte.

Pelo menos dois outros membros da família também se preocuparam com o ritmo em que o relacionamento de Harry se movia. Meghan muitas vezes havia sido tema de conversas e fofocas entre eles. Quando ela chegou à vida do príncipe, uma realeza sênior se referiu à atriz americana como “dançarina de Harry”. Outra contou a um assessor: “Ela vem com muita bagagem”. Um cortesão de alto escalão foi ouvido dizendo a uma colega: “Há algo nela em que não confio”.

Harry estava ciente das conversas, disse um amigo próximo dele.

Ele é extremamente protetor com Meghan. Ele entende que muitas pessoas são contra eles e fará todo o possível para mantê-la segura e longe de se machucar – mesmo que isso signifique distanciar-se dessas pessoas. Harry não se importava com o que sua família pensava ou dizia. Nada atrapalharia sua felicidade, disse uma fonte próxima a Harry e Meghan. Ele sabia que Meghan era ideal para ele. O amor deles era real e os sentimentos um pelo outro eram genuínos. Todo o resto era barulho.

Nos meses seguintes que William conversou com Harry sobre o relacionamento, os dois quase não falaram. Os irmãos passaram de sempre arranjando tempo um para o outro á passando quase nenhum tempo juntos. Harry sempre adorou dar uma passada no palácio para ver George e Charlotte, trazendo presentes que incluíam um utilitário esportivo elétrico para o sobrinho e um triciclo para a sobrinha. Mas essas visitas haviam parado virtualmente no verão de 2017. De fato, Harry passou menos tempo com o Príncipe Louis do que os outros por causa da crescente tensão entre ele e seu irmão após o nascimento de Louis, em 23 de abril de 2018.  O distanciamento veio de ambas as direções.

Harry passou menos tempo indo ver as crianças, mas os convites de William e Kate foram os primeiros a cessar. Embora não fosse necessariamente sua responsabilidade, Kate fez pouco para diminuir a divisão. Ela é ferozmente leal ao marido e à família dele. Depois que Harry e Meghan se casaram, a diferença entre os irmãos aumentou. Os sentimentos de William e Kate pareciam óbvios para os Sussexes naquele verão e além. Dentre todos os amigos e familiares Harry e Meghan hospedados em sua casa em Oxfordshire entre maio de 2018 e março de 2019, os Cambridges não os visitaram. “O convite foi feito”, disse uma fonte.

Não é surpresa que a Duquesa de Sussex tenha passado momentos difíceis na Casa de Windsor. O príncipe mais jovem certa vez disse a um amigo que ele tinha uma imagem de casamento e de passar tempo com William e Kate, os dois casais juntos,  seus filhos seriam melhores amigos. O atrito entre os irmãos era uma das várias razões pelas quais Harry queria estabelecer sua família em Windsor.

Ele queria se afastar do aquário que era o Palácio Kensington, disse uma fonte. Estar cercado por funcionários e familiares. Ele estava em um ponto de sua vida em que estava trabalhando com seu irmão, fazendo a fundação com seu irmão e vivendo com ele. Os assessores de alto escalão das três famílias reais ficaram tão alarmados com a cobertura da imprensa e as especulações nas mídias sociais sobre uma brecha entre os irmãos e suas esposas que começaram a discutir abertamente o impacto que poderia ter na monarquia se as coisas não fossem acertadas.

‘O Duque e a Duquesa de Sussex se mudarão para Frogmore Cottage, na propriedade de Windsor, no início do próximo ano, enquanto se preparam para a chegada de seu primeiro filho’, anunciou o palácio em novembro de 2018 sua nova casa, a poucos passos do Castelo de Windsor e a poucos metros da Frogmore House, onde eles realizaram a recepção do casamento e a sessão de fotos de noivado. ‘Windsor é um lugar muito especial para Suas Altezas Reais e agradece que sua residência oficial seja na propriedade’. Frogmore era perfeito para Harry e Meghan, dada a sua conexão com Windsor – mas não era o vizinho de William, Kate e seus filhos. Isso foi o suficiente para desencadear a narrativa de “Duquesas em duelo” que decolou dois dias depois.

Frogmore Cottage, na propriedade de Windsor, parecia a primeira casa de família perfeita. Alarmante. Recusar-se a tratar de rumores incorretos apenas os reforçou. Tradicionalmente, o palácio não faz comentários quando se trata de rumores, mas os Sussexes não acham que o palácio temesse violar as regras, para corrigir uma história sobre membros da família de alto escalão. (Caso em questão: em julho de 2019, um porta-voz negou as alegações de uma clínica de cosméticos de que Kate tinha tido o “baby Botox”.)

Harry e Meghan ficaram frustrados com essa abordagem. Meghan concordava com a avaliação de que as Duquesas não eram melhores amigas. O relacionamento delas não progrediu muito desde que ela era a namorada de Harry. Embora Meghan pudesse ter entendido a cautela de Kate em estabelecer uma amizade significativa, elas ainda não ficaram mais próximos quando ela era uma colega de trabalho sênior da Família Real e esposa do irmão de William. Flores para o aniversário dela eram agradáveis, mas Meghan preferia que Kate a procurasse nos momentos mais difíceis com imprensa.

Mas elas não estavam em guerra uma com a outra também. Houveram momentos embaraçosos, como o dia em que as mulheres se cruzaram no Palácio Kensington (no início de 2017, quando Harry e Meghan ainda estavam namorando), e embora ambas estivessem saindo para fazer compras – na mesma rua – Kate foi em seu próprio Range Rover. A verdade é que Meghan e Kate simplesmente não se conheciam bem.

Embora alguns assessores afirmassem na época que “conversavam e mandavam mensagens regularmente”, na época do casamento de Harry e Meghan, as cunhadas haviam passado apenas algumas ocasiões juntas. No início de seu romance com Harry, Meghan esperava que Kate estendesse a mão e lhe dissesse sobre tudo o que uma pessoa de fora da empresa precisava saber, mas não foi assim que as coisas aconteceram. Meghan estava desapontada por ela e Kate não terem se unido à posição que compartilhavam, mas que não estava perdendo o sono por causa disso. De acordo com uma fonte, Kate sentiu que não tinham muito em comum “além do fato de morarem no Palácio de Kensington”.

A imprensa continuou a tecer suas críticas mais severas a Meghan. Houve uma história em que uma Kate “furiosa” interveio depois que Meghan “enganou” um membro de sua equipe. Dizia-se que era o membro da equipe do Palácio de Kensington, a vice-secretária de comunicações, Katrina McKeever, que havia deixado o palácio depois de cinco anos para explorar novas oportunidades.

Até o Palácio de Kensington não entendeu a história bizarra. McKeever saiu bem com os Sussexes, que lhe enviaram uma carta manuscrita e um enorme arranjo floral quando ela saiu. Ela achava que mulheres de cor como ela eram classificadas como exigentes ou agressivas. Era temporada aberta para Meghan, com muitos procurando tudo e qualquer coisa para criticar.

Duquesa diferente, disse um amigo próximo de Meghan. É com isso que as pessoas têm problemas. Ela é a pessoa mais fácil do mundo para se trabalhar. Certas pessoas simplesmente não gostam do fato de ela se destacar. Meghan ficou desapontada por ela e Kate não terem se unido à posição que compartilhavam.

Este é um script que se escreveu assim que se soube que uma atriz americana estava entrando na Família Real, acrescentou outro assessor.

Meghan sentiu como se algumas das histórias de comentários e tablóides fossem mais do que um choque cultural; eles eram sexistas e preconceituosos. Se um homem se levantava antes do amanhecer para trabalhar, era aplaudido por sua ética no trabalho. Se uma mulher fez isso, ela foi considerada difícil ou “uma cadela”.

O padrão duplo foi exacerbado quando se tratava de mulheres de cor bem-sucedidas, frequentemente rotuladas de exigentes ou agressivas. O racismo assume uma forma diferente no Reino Unido e na América, mas não há dúvidas sobre sua existência e como ela está enraizada.

Um tema importante do racismo no Reino Unido centra-se na questão de quem é autenticamente “britânico”. Pode ocorrer através de atos sutis de preconceito, micro-agressões como o funcionário do palácio que disse ao co-autor biracial essas palavras: “Eu nunca esperei que você falasse do jeito que você fala”, ou a manchete do jornal “Memorando para Meghan: nós, britânicos, preferimos a realeza verdadeira à realeza da moda”.

Enquanto a colunista criticava Meghan por seu editorial da Vogue, havia outra maneira de lê-la, que é ser britânica, nascida e criada no Reino Unido – e ser branca.

O fitting das damas de honra foi estressante, mas ninguém chorou. Haveram relatos de que, antes do casamento, Meghan havia deixado Kate chorando após um fitting da princesa Charlotte. “Kate tinha acabado de dar à luz o Príncipe Louis e estava se sentindo muito emocional”, uma fonte disse. Houve relatos de que reivindicações “rigorosas demandas” de Meghan fizeram Kate chorar.

Uma fonte, que estava no casamento em meados de maio, disse que a discussão nunca realmente aconteceu, disse que histórias sobre lágrimas foram “intrigantes” para aqueles que estavam presentes. “Algumas crianças não estavam cooperando e havia muita coisa acontecendo. Todos tentaram ajudar onde podiam, mas nunca é fácil com as crianças em fittings. Não havia lágrimas de ninguém. E no final, o encaixe foi bom.  Kate e Meghan estavam um pouco estressadas, mas haviam profissionais na sala, e haviam outras pessoas lá.

Os próximos a Meghan questionaram se alguém do palácio ou um ex-funcionário poderia estar por trás da história, e se perguntaram em voz alta por que os assessores se recusavam a comentar.  Estabeleça o registro aqui e ali: Existem pessoas, trabalhando com a família ou membros da família, que sabem que muitas dessas coisas não são verdadeiras e que não têm permissão para dizer algo assim. Uma história ridícula sobre Meg e Catherine e os vestidos das damas de honra, disse um confidente de confiança. Essa história foi ridícula e tão falsa.

Na época, um assessor do Palácio de Kensington disse apenas que as mulheres, que foram feridas pelas acusações, e eram “pessoas muito diferentes”. Vários assessores das famílias reais agora confirmam que não havia nada que deixasse a Duquesa de Cambridge em lágrimas.

O perfume da capela foi aprovado pelo palácio. Os difusores perfumados para o casamento na Capela de St George foram de fato aprovados por todas as partes. A imprensa continuou a tecer suas críticas mais severas a Meghan. Em uma história, seus exigentes purificadores de ar para borrifar em torno da “mofada” Capela de St George (o local de culto regular da Rainha, que contém o Royal Vault) para o dia do casamento, horrorizando os funcionários do Palácio de Buckingham. A verdade é que os discretos difusores de ar perfumado para a capela fornecida por Diptyque – bem como as velas que Kate escolheu para perfumar a Abadia de Westminster por suas núpcias de 2011 – foram aprovadas por todas as partes envolvidas.

 

O ínicio do último capítulo

Quando o Range Rover parou na entrada da Sandringham House, Harry estava nervoso. A propriedade onde a Rainha estava e com tantas lembranças de Natais ali que haviam sido feitas, era agora o cenário para a reunião mais importante de sua vida.

Foi também o mais difícil. Ele se viu mais em desacordo com sua família como nunca antes. Não foi uma decisão fácil enfrentar as regras milenares da monarquia, mas para Harry essa era a única opção para tornar as coisas certas para sua pequena família, disse uma fonte proxima ao casal.

Isso está o destruindo. Ele ama a Rainha, mas sua esposa se sente ofendida e ele adora seu filho. O mundo de Harry é Archie.

Harry estava encarando a Rainha, Charles e William pela primeira vez desde que ele e Meghan haviam lançado seus planos completos de se afastarem de seus papéis oficiais na Família Real para o mundo.  (Embora se esperasse que o príncipe Philip participasse da reunião, ele partiu para sua casa de campo localizada na propriedade pouco antes das discussões começarem.)

Nos dias em que Harry e Meghan lançaram seu site, sussexroyal.com, o receio do Palácio de Buckingham mudou. Resolver, reparando a situação e seguir o mais rápido possível. Enquanto o modelo híbrido de realeza que Harry e Meghan sugeriram representava um enorme desafio que poucos pensavam que poderia ser superado, uma fonte disse:

O drama e a divisão estão causando um dano maior.

Antes da reunião, os assessores haviam assegurado a Harry que a Rainha queria ajudar os Sussexes a encontrarem uma solução, mesmo que eles não conseguissem tudo o que desejavam. Apesar das garantias, Harry não tinha mais certeza em quem acreditar. Desde que se casaram, Harry e Meghan gostaram de dar seus próprios tiros.

“Harry e Meghan gostam de controlar sua narrativa”, disse uma fonte, razão pela qual originalmente concordar em curvar seu escritório ao Palácio de Buckingham, em vez de criar sua própria equipe independente, havia se mostrado uma grande decepção para eles. Harry e Meghan queriam criar sua própria casa em Windsor, o que significa que seu escritório seria composto por uma equipe própria, que seria separada de todas as outras, mas os altos funcionários rapidamente descartaram essa opção.

Os cortesãos seniores a quem Diana costumava se referir como “homens em ternos cinza” estavam preocupados com o fato de que o interesse global e a popularidade dos Sussexes precisavam ser controlados. Pouco tempo depois do casamento dos contos de fadas, Harry e Meghan já estavam levando a monarquia a novas alturas em todo o mundo.

À medida que a popularidade deles aumentava, também cresceram as dificuldades de Harry e Meghan para entender por que tão poucos dentro do palácio estavam atentos aos seus interesses. Eles foram um grande atrativo para a Família Real. De acordo com uma reportagem da imprensa que comparou a popularidade online dos Sussexes com os Cambridges de novembro de 2017 a janeiro de 2020, “as pesquisas relacionadas a Harry e Meghan foram responsáveis ​​por 83% da curiosidade do mundo nos dois casais”.

Os Sussexes haviam tornado a monarquia mais identificável com aqueles que nunca sentiram uma conexão antes. No entanto, haviam preocupações de que o casal fosse trazido à dobra; caso contrário, a instituição temia que sua popularidade eclipsasse a da Família Real.  Cada vez mais, Harry ficou frustrado por ele e Meghan frequentemente ficarem sentados atrás de outros membros da família.

Embora ambos respeitassem a hierarquia da instituição, era difícil quando eles queriam se concentrar em um projeto e era lhes dito que um membro da família mais graduado, seja o Príncipe William ou o Príncipe Charles, tinha uma iniciativa ou turnê anunciada ao mesmo tempo – então eles teriam que esperar. Durante meses, o casal tentou expor essas frustrações, mas as conversas não levaram a lugar algum.

Pior, havia apenas um punhado de pessoas trabalhando no palácio em que podiam confiar. Fora dessa equipe principal, nenhuma informação estava segura. Um amigo do casal se referiu à velha guarda como “as víboras”. Enquanto isso, um funcionário do palácio igualmente frustrado descreveu a equipe dos Sussexes como “a terceira roda estridente” do palácio.

Altamente emocional e ferozmente protetor de sua esposa e filho, Harry foi drenado pelas circunstâncias únicas de sua família, que, como uma fonte descrita, “não têm a oportunidade de operar como uma família de verdade”.  Embora a política faça parte de toda dinâmica familiar, eles estão em um nível totalmente diferente para William, Harry e o resto da realeza.

Toda conversa, todo assunto, todo desacordo pessoal, qualquer que seja, envolve o staff, disse a fonte dos assessores que invariavelmente enviam e recebem mensagens entre as famílias reais. Isso cria um ambiente realmente estranho que, na verdade, não permite que as pessoas resolvam as coisas por si mesmas.

Ninguém pode negar o fato de o casal estar emocionalmente exausto, se eles o provocaram ou foram vítimas de uma máquina impiedosa. “Eles se sentiram pressionados”, disse uma fonte. “Eles sentiram que estavam sozinhos.”  Para Harry, especialmente, tudo estava ficando demais.

A Rainha não merece o melhor?, gritava uma manchete de jornal, que o príncipe lia online.

Essas pessoas são apenas trolls pagos, disse ele mais tarde a um amigo. Nada além de trolls. E é nojento.

Rolando em seu iPhone, ele às vezes não conseguia parar de ler os comentários nos artigos.

“H&M me dão nojo.”

“Eles são uma vergonha para a Família Real.”

“O mundo seria um lugar melhor sem Harry e Meghan.”

O último comentário teve mais de 3.500 votos positivos.

Harry se arrependeu de abrir o link. Seu estômago embrulhava toda vez que ele via esse tipo de comentário. “É uma parte doentia da sociedade em que vivemos hoje e ninguém está fazendo nada a respeito”, continuou ele. “Onde está a positividade? Por que todos estão tão infelizes e com raiva?”

Não era apenas a imprensa ou trolls online chegando a Harry. Foi também a instituição da monarquia. Quase uma semana se passou sem que um aspecto de seus assuntos internos ou questões de discussões privadas fossem distorcidas e vazassem para a imprensa. Eles sentiram como se houvesse muito poucos membros da equipe do palácio em que pudessem confiar. O relacionamento de Harry com William, que estava tenso por um tempo, estava piorando.

À medida que o outono passava e as tensões com certas seções do palácio, Harry e Meghan decidiram que precisavam sair do país por um tempo. O Natal estava chegando, e passá-lo em Sandringham cercado por membros da Família Real não parecia um feriado.

O casal decidiu que, para a segunda quinzena de novembro e todo o mês de dezembro, eles se estabeleceriam no Canadá. Eles foram para uma propriedade de Vancouver, no valor de US$ 18 milhões, que seu amigo Ben Mulroney ajudou a garantir através do produtor musical David Foster.

Foster é amigo íntimo do investidor que havia colocado a propriedade à venda e estava disposto a deixá-la ao casal por um valor muito abaixo do valor de mercado. Com duas praias particulares em quatro acres de terra, era um refúgio para o casal em estado de choque.

A mãe de Meghan, Doria, os visitou no feriado de Ação de Graças. Longe dos cortesãos e de todas as coisas reais, eles podiam pensar por si mesmos. Eles examinaram os eventos desde o casamento e conversaram sobre como e se poderiam criar uma situação que ajudaria a um futuro melhor. “Eu não preciso ter aquele momento do filme em que saímos de um carro e acenamos para uma centena de fotógrafos antes de entrar em um prédio”, disse Harry a um amigo. “Deve ser apenas sobre o trabalho que está acontecendo lá dentro. Vamos nos concentrar no que realmente importa”.

Antes de deixar o Reino Unido, Harry conversara várias vezes com a avó e o pai e vários assessores importantes sobre a necessidade urgente de mudar as coisas para ele e sua esposa dentro da estrutura do palácio. Ele se sentiu imediatamente usado por sua popularidade, perseguido pela imprensa por causa do fascínio do público por essa nova geração de casais reais, e depreciado dentro dos muros da instituição por ser muito sensível e franco. Ele e Meghan não queriam se afastar da monarquia; antes, eles queriam encontrar um lugar feliz dentro dela.

Mas, com o passar das semanas, o casal percebeu que não podia voltar ao modo como as coisas estavam em casa.  Por mais difícil que a decisão tomada fosse, eles chegaram a uma conclusão: Harry e Meghan iriam se afastar de seus papéis como membros da realeza sênior – e se isolariam do acesso à concessão soberana. Apesar da mudança, eles ainda queriam cumprir seus deveres para com a Rainha. Essa era a única coisa que eles não queriam acabar – não apenas por causa do amor e respeito de Harry por sua avó, mas também porque Meghan sentia que havia desistido de tanto para levar sua vida por um caminho de serviço à monarquia. Ela não desiste quando se inscreve para uma tarefa.

Eles sabiam que haveriam obstáculos, como discussões sobre a segurança fornecida pela Polícia Metropolitana para “pessoas protegidas internacionalmente”. Mas eles estavam confiantes o suficiente para que, antes do natal, Harry mandasse um e-mail para sua avó e seu pai, dizendo que ele e Meghan haviam tomado a decisão de mudar a maneira como trabalhavam – dar um passo atrás e passar mais tempo no exterior. Ele não entrou em mais detalhes, preocupado que as notícias vazassem através de um membro da equipe. O resto, ele disse, eles discutiam pessoalmente.

Com ambos os membros da família informados, o escritório particular de Charles foi solicitado a agendar um horário para os dois conversassem a Rainha, que estava sediada em Sandringham para o feriado, assim que os Sussexes retornassem ao Reino Unido em 6 de janeiro. Sua viagem a Londres seria curta, mas Harry estava ansioso para garantir que, quando retornassem ao Canadá no final da semana, seu novo capítulo estivesse garantido. Harry estava certo ao se preocupar com vazamentos. Os detalhes do e-mail logo acabaram nas mãos de um repórter de tabloide que começou a perguntar sobre os planos do casal para passar mais tempo no Canadá. Mas essa era a menor das suas preocupações. Apesar de repetidos seguimentos no escritório de seu pai, ele não conseguiu garantir tempo com a Rainha. Segundo ele, ela não estaria disponível até 29 de janeiro. “Ele parecia estar sendo bloqueado”, disse uma fonte próxima ao príncipe.

Enquanto o voo da Air Canada fazia seu pouso de manhã cedo em Heathrow, e ainda sem compromisso de ver Sua Majestade, Harry e Meghan brincaram com a ideia de dirigir direto para ver a Rainha. Não querendo causar problemas para si mesmos (chegar sem aviso prévio traria irritação), o casal pediu uma reunião de equipe em sua casa, Frogmore Cottage. Com os assessores seniores, Harry e Meghan revelaram detalhes de seus planos para a equipe. Se a abordagem rápida deles estava certa ou não, Harry e Meghan estavam mais determinados do que nunca.

Nesse momento, eles sentiram que haviam abordado o assunto várias vezes com os membros da família no ano passado e estavam cansados ​​de não serem levados a sério, disse uma fonte próxima ao casal. Todos tiveram a chance de ajudar, mas ninguém o fez.

Poucas coisas permanecem em segredo entre as famílias reais e não demorou muito tempo depois do e-mail inicial de Harry para que os grandes planos dos Sussexes fossem o tópico de conversa entre a maioria dos assessores e membros da família. Preocupado em perder o controle, Harry contatou a avó para explicar suas preocupações e ela concordou em fazer uma declaração conjunta. O casal hesitou em envolver as outras famílias, sem saber se todos os envolvidos teriam suas melhores intenções, mas concordou que os assessores se encontrassem no dia seguinte e entrassem na mesma página.

Com um plano em prática, Harry e Meghan deram grandes sorrisos no dia seguinte, enquanto conversavam com dignitários em um compromisso com o alto comissário do Canadá no Reino Unido. Mas, em particular, ambos estavam nervosos com o que estava prestes a acontecer.  Eles haviam visto um rascunho do que o Palácio de Buckingham planejava divulgar em uma declaração que seguiria a deles e sua “falta de calor” era um sinal claro de que nem todos apoiavam sua decisão. Mas havia pouco tempo para habitar.

Poucas horas depois de deixarem a Canada House, uma história sobre seus planos de permanecer no Canadá foi divulgada. Os detalhes estavam faltando, mas estava claro que alguém dentro do palácio havia informado o jornal. Uma fonte real negou absolutamente a acusação, culpando o casal pelo vazamento, “porque eles estavam frustrados com o palácio nas conversações que estavam acontecendo … e queriam forçar a decisão, abrindo-a”, O casal nega esta afirmação.

Com as notícias divulgadas e as organizações de mídia entrando em contato com o palácio para comentar, uma declaração precisava ser emitida rapidamente. Em 8 de janeiro, o casal foi ao Instagram para compartilhar suas notícias com o mundo. Juntamente com o anúncio, eles lançaram o sussexroyal.com, que não era mais uma página de destino para sua nova fundação, mas um mapa do “novo modelo de trabalho” que eles esperavam adotar. Ofereceu clareza à sua decisão de serem financeiramente independentes, o que não era apenas para ter mais liberdade em seu trabalho, mas também para remover a justificativa dos tablóides de ter acesso a suas vidas. O site pegou todos, até sua equipe de comunicação, de surpresa.

Assessores e familiares sabiam que o casal queria dar um passo atrás, mas o site, que apresentava os detalhes de seu modelo meio-a-meio como se fosse um acordo, colocou a Rainha em uma posição difícil. Assessores perturbados do Palácio de Buckingham abandonaram sua declaração original e divulgaram um pequeno comunicado à imprensa 15 minutos depois que os Sussexes liberaram a deles: “As discussões com o Duque e a Duquesa de Sussex estão em um estágio inicial. Entendemos seu desejo de adotar uma abordagem diferente, mas estes são problemas complicados que levarão tempo para serem resolvidos”.  Os assessores, incluindo o secretário particular da rainha, Edward Young, ficaram furiosos. “Os escritórios particulares não gostam desse tipo de comportamento”, disse uma fonte familiarizada com as negociações.  “É profundamente doentio e indesejável.”

Mais inquietante, no entanto, foi a reação da família ao site que lançaram. “O elemento surpresa, desconhecido da Rainha, para os outros diretores que estão muito atentos a isso, com razão, foi profundamente perturbador”, segundo um membro sênior da família. Vários membros da família compartilharam que tanto a Rainha quanto o Príncipe Philip estavam “devastados”.

A família é muito privada e trazê-la ao domínio público, quando lhes foi dito para não ferir a Rainha, continuou a fonte. Estava explicado o que os Sussexes queriam em uma declaração sem consultar primeiro Sua Majestade – e ela é a chefe da instituição.

O palácio se esforçou para descobrir se todos os requisitos do manifesto do casal poderiam funcionar logisticamente, inclusive com a “futura autonomia financeira para trabalhar externamente”.  Isso era muito diferente da simples ideia de passar mais tempo no exterior que havia sido apresentado originalmente.  Havia questões de segurança e financiamento, implicações fiscais e vistos. Como eles poderiam legalmente ter empreendimentos comerciais e ainda representar a Rainha?  “Foi uma enorme dor de cabeça”, disse um assessor exasperado.  Até uma fonte próxima ao casal admitiu que, embora Harry e Meghan tenham pensado muito nessa imensa transição, eles também podem ser “impacientes e impulsivos”.  “Eles ficaram furiosos, de certa forma”, disse a fonte. “As reações em momentos individuais definitivamente não são as mesmas, um mês, algumas semanas, abaixo da linha.”

Apesar de sua tristeza com o pensamento de perder os Sussexes como membros da realeza, a Rainha percebeu que era necessário que o casal se separasse completamente da instituição.  Ninguém deve ser forçado a fazer algo que não quer fazer.  Mas se Harry pensasse que sua proposta pública resultaria na obtenção exata do que eles queriam”, ele estava muito enganado”, disse um cortesão sênior. “A Rainha entendeu as dificuldades que enfrentavam, mas as regras não se alteram para ninguém”. O palácio emitiu uma declaração declarando que uma solução para os pedidos de Harry e Meghan seria alcançada “dentro de dias, não semanas”. Após três dias de discussões entre as famílias reais e funcionários do governo, incluindo o governo canadense, a Rainha solicitou que Harry viajasse até Sandringham para encontrar com ela, Charles e William.

 

Hoje é o dia da transição do Duque e da Duquesa de Sussex. A partir do primeiro dia de abril eles deixarão de ser membros que trabalham para a Família Real, para membros da Família Real financeiramente independentes. Apesar do momento delicado que o mundo está vivendo com a disseminação do COVID-19, os Sussexes sabem que precisam fazer declarações para encerrar esse capítulo e começar uma vida nova. Em uma postagem no instagram ainda denominado SussexRoyal, Harry e Meghan deixaram uma mensagem de despedida para todos.

 

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As we can all feel, the world at this moment seems extraordinarily fragile. Yet we are confident that every human being has the potential and opportunity to make a difference—as seen now across the globe, in our families, our communities and those on the front line—together we can lift each other up to realise the fullness of that promise. What’s most important right now is the health and wellbeing of everyone across the globe and finding solutions for the many issues that have presented themselves as a result of this pandemic. As we all find the part we are to play in this global shift and changing of habits, we are focusing this new chapter to understand how we can best contribute. While you may not see us here, the work continues. Thank you to this community – for the support, the inspiration and the shared commitment to the good in the world. We look forward to reconnecting with you soon. You’ve been great! Until then, please take good care of yourselves, and of one another. Harry and Meghan

Uma publicação compartilhada por The Duke and Duchess of Sussex (@sussexroyal) em

Como todos podemos sentir, o mundo agora está extremamente frágil. Mesmo assim, estamos confiantes que todos os seres humanos tem potencial e habilidade pra fazer diferença – como visto ao redor do globo, nas nossas famílias, comunidades e aqueles que estão na linha de frente – juntos podemos fortalecer uns aos outros pra chegarmos ao todo dessa promessa.

O que é mais importante no momento é a saúde e o bem estar de todos ao redor do globo e encontrar soluções para inúmeros problemas que se apresentaram como resultado dessa pandemia.

Assim como encontrar a parte que nos temos nessa mudança de pensamento global e mudança de comportamento, estamos focando nesse momento no que podemos fazer para contribuir.

Ainda que vocês não nos vejam aqui, o trabalho continua.

Obrigada a essa comunidade – pelo apoio, inspiração e pelo compromisso de bondade no mundo. Nós esperamos para podermos nos reconectar com todos vocês em breve. Vocês foram ótimos!

Até lá, cuidem de vocês mesmos e uns dos outros.

Harry e Meghan.

Vale ressaltar que durante as horas que antecederam as palavras finais, o instagram do casal desativou finalmente todos os comentários de suas postagens. Não é surpresa para ninguém que acompanha Harry e Meghan que sua conta todos os dias recebia ataques de robôs e haters.

Espera-se que a partir de amanhã, quando eles se tornam independentes, haja uma mudança em seus veículos de comunicação. Com o não uso da palavra Royal pelo Duque e a Duquesa, o username do instagram e a URL de seu site devem mudar a qualquer momento.

Um porta-voz de Harry e Meghan esclareceu algumas coisas que são importantes nesse inicio de caminhada. Como o Duque e a Duquesa já haviam informado em janeiro, os planos para a Sussex Royal Foundation foram abortados e a partir de então, o casal se concentra na criação de uma organização sem fins lucrativos. A Travalyst que é um projeto de ecoturismo de Harry continua sendo uma organização sem fins lucrativos, mas agora é uma organização independente do Reino Unido. O Duque pretende com seus parceiros, ajudar na recuperação global através de sua iniciativa de turismo sustentável. Foi ressaltado como já sabíamos que eles apesar de possuir o estilo de Sua Alteza Real, não farão uso do mesmo e seus patrocínios dos tempos de working royals permanecerão com o casal.

Os curadores da Sussex Royal Foundation têm sido um recurso inestimável para o Duque e a Duquesa, fornecendo orientações essenciais. O Duque e a Duquesa são incrivelmente gratos pelo apoio e conselho dos curadores nos últimos meses.

Através de uma matéria mentirosa do Daily Mail novamente se ascendeu uma conversa sobre a segurança do casal que neste momento está vivendo em Los Angeles nos Estados Unidos, terra natal de Meghan. O presidente do EUA em seu perfil no twitter disse que eles não pagariam pela segurança do Sussexes que prontamente disseram que isso se quer foi cogitado por eles:

O Duque e a Duquesa de Sussex não têm planos de pedir ao governo dos EUA recursos de segurança. Acordos de segurança com financiamento privado foram feitos. Para sua segurança e a de quem os protege, nenhum outro comentário ou orientação será fornecido. Os  relatórios dos tablóides e especulações sobre medidas de segurança interferem na capacidade operacional e agregam risco a todos aqueles que recebem proteção, aqueles que os estão protegendo e potencialmente para os membros do público.

Partimos agora para as colocações novas de Harry e Meghan. O casal entende o nível que a pandemia do COVID-19 está no mundo e nos próximos meses presentem trabalhar particularmente com as instituições que apoiam, além de focar totalmente em sua família. Foi dito também que eles usarão esse tempo de isolamento social para desenvolver com mais afinco sua organização sem fins lucrativos.

Falando na organização, foi confirmado pelo porta-voz do casal que Catherine St-Laurent foi contratada para ocupar o cargo de diretora executiva do casal e da equipe que eles estão formando. O último emprego de Catherine foi na Bill e Melinda Gates Foundation, onde ela mantinha o mesmo cargo. St-Laurente também fez um excelente trabalhando a frente da Privotal Ventures e esse currículo impressionante conquistou Harry e Meghan que estão mais que entusiasmados em tê-la com eles.

Estamos orgulhosos de ter Catherine St-Laurent neste próximo capítulo conosco. Sua liderança e seu histórico comprovado de trabalho em duas organizações que têm um tremendo impacto no mundo – a Fundação Bill & Melinda Gates e a Pivotal Ventures – fazem dela um ativo incrível e estamos entusiasmados por tê-la em nossa equipe.

Todos sabemos sobre os problemas com a mídia que Harry e Meghan tiveram e a partir de abril, uma empresa foi contratada para gerenciar essa relação. A escolhida pelo Duque e a Duquesa foi a Sunshine Sachs Consultants que está com sua sede localizada em Nova York, mas com filiais em várias cidades, incluindo Los Angeles e lidará com a mídia norte américa e mundial. Já no Reino Unido e nos países da Commonweath, o antigo assessor de comunicação da Royal Foundation, James Holt, fará a comunicação do casal.

Outra coisa importante que foi deixada bastante clara foi que, nenhum outro representante de comunicação da Família Real poderá falar em nome dos Sussexes. Isso inclui porta-vozes do palácio, representantes dos escritórios reais e muito menos fontes reais. Toda e qualquer resposta só poderá ser respondida pela Sunshine Sachs Consultants e James Holt. Vale lembrar que daqui um ano uma nova revisão de trabalho será feita se baseando no acordo feito pela Família Real e os Sussexes.

O fim de uma era de ouro real: o editor-geral Omid Scobie se junta à Duquesa de Sussex para um dia emocional e final no Palácio de Buckingham.

Era para ser um dia tranquilo de folga no campo até que meu telefone ficasse frenetico – o zumbido staccato que dei para a correspondência do palácio quase o enviando da mesa. “Sua Alteza Real, o Príncipe Henry de Gales e Meghan Markle estão noivos, vão se casar”, o e-mail de 27 de novembro de 2017 foi lido, seguido de uma nota convidando os correspondentes da realeza a se unirem ao casal para uma sessão fotográfica especial para marcar a ocasião. Algumas regras de trânsito podem ter sido dobradas para fazer a 80 milhas de Oxfordshire até o Palácio Kensington – no trafego – mas valeu a pena. De pé junto ao lago afundado coberto de lírios, Harry compartilhou sua alegria por finalmente “encontrar minha companheira”, foi o começo perfeito para um capítulo que finalmente traria a família real ao século XXI.

Ao longo dos meses e anos que se seguiram, acompanhei de perto o trabalho do Duque e da Duquesa de Sussex, conheci melhor o casal através de seus esforços humanitários, compromissos e visitas ao exterior. Sua ética de trabalho de alta energia e paixão pela justiça social atraíram para a cena uma nova e mais diversificada demografia de observador real. Enquanto jovem e correspondente real biracial, a mudança foi emocionante. E à medida que sua popularidade crescia em todo o mundo, também cresceu uma nova era de ouro para a Casa de Windsor.

Nunca esperei que, menos de dois anos e meio depois, estivesse em um dos salões de estado no Palácio de Buckingham, enquanto a Duquesa de Sussex emocionalmente se despedia de entes queridos, com seu voo para “casa” no Canadá saindo em questão de horas. Mas então, nem o casal esperava. Depois de começar o ano com uma proposta formal de mudar para cargos reais de meio período e trazer alguma privacidade e segurança necessárias à vida familiar, as esperanças de Harry e Meghan foram rapidamente frustradas por uma instituição aparentemente incapaz de aceitar a mudança como opção viável, (embora alguns membros da realeza em toda a Europa – e até outros membros da família real britânica – tenham conseguido equilibrar os deveres com a coroa e as carreiras individuais).

Dizer que eles foram esmagados é um eufemismo. É uma decisão que o casal ainda acha que não é necessária, mas também não foi uma surpresa, dada a falta de apoio que receberam, pois foram incansavelmente atacados por seções da imprensa britânica com mentiras quase diárias e comentários odiosos. Embora a cobertura recente dos tabloides tenha feito parecer que o lance meio a meio fora dos Sussex era sobre querer tudo, a realidade era um casal que ficou sem outra escolha a não ser criar sua própria mudança depois de ser deixado para defender contra circunstâncias impossíveis. Eles sabiam que algo tinha que mudar, mas também não queriam parar de apoiar a Rainha. Não se pode deixar de pensar que as coisas poderiam ter sido diferentes se um ou dois membros da família os defendessem nos tempos mais sombrios.

Apesar da dor e das dificuldades nos bastidores, o trabalho continua sendo uma prioridade para a Duquesa, que está animada por levar seus quatro patrocínios reais para o novo capítulo dos Sussexes. É também a razão pela qual eu estava no Palácio de Buckingham na segunda-feira, tendo sido convidado ao lado de dois outros jornalistas para cobrir o compromisso final de Meghan como realeza sênior: conhecer 23 estudantes que receberam bolsas de estudos da Association of Commonwealth Universities (ACU). Como patrona real, esse é um papel que Meghan continuará a priorizar, mesmo depois de voltar oficialmente em 31 de março, especialmente devido à sua posição como vice-presidente do Queen’s Commonwealth Trust. De fato, o tempo de Meghan na prestigiada Northwestern University de Illinois, onde se formou em relações internacionais e teatro, foi o que a atraiu para a ACU em primeiro lugar.

O valor e a importância do ensino superior é o motivo pelo qual ele deve ser acessível a todos, independentemente da sua formação, diz ela.

Conversando com os estudiosos, a Duquesa está ansiosa para saber mais sobre como seus estudos contribuirão para enfrentar os muitos desafios que nosso mundo enfrenta hoje. Enquanto ela conversava com os alunos, fica claro que ela já fez sua pesquisa sobre por que cada convidado foi convidado. É inspirador ver alguém tão preparado para esses compromissos, em vez de apenas aparecer para as fotografias. Mas Meghan não conhece outra maneira de fazê-lo.

Eu acho que é tão importante realmente se envolver com as pessoas, explica ela. Eu me preocupo com essas coisas!

O programa de bolsas da ACU recebe cerca de 900 estudantes financiados para estudar no Reino Unido todos os anos, e os convidados para a reunião de segunda-feira representam 11 países da Commonwealth no total. Halima Ali, advogada do Quênia que atualmente estuda mestrado em direito de energia e recursos naturais na Universidade Queen Mary de Londres, diz que o papel de Meghan como patrona é extremamente importante.

Para a Commonwealth e também para os países da África, diz ela, vê-la, seu interesse, sua participação, significa muito para nós.

Meghan pareceu particularmente impressionada ao conversar com Archana Kaliyaraj Selva Kumar, uma estudante de química da Universidade de Oxford, que dedicou grande parte de seu tempo a usar sua pesquisa para criar uma nova bateria de armazenamento de energia sustentável que pode ajudar comunidades de volta à Índia sem energia elétrica. Ela também é uma defensora de ajudar mais mulheres a entrar na ciência.

Que exemplo incrível você é, Meghan diz a ela. “E ver é acreditar. Outros te veem e… ver alguém naquele espaço é tão inspirador.

Durante uma conversa com uma aluna de doutorado do Quênia, os olhos de Meghan brilharam quando surge o assunto das viagens sustentáveis.

Isso é algo pelo qual meu marido é incrivelmente apaixonado, diz ela à estudante da Sheffield Hallam University. Durante nossas viagens ao Botsuana e a diferentes partes da África, vimos a ligação entre o turismo e quanto dinheiro está saindo do país, em vez de voltar para as comunidades. Tem que haver uma relação simbiótica.

Para suas próprias viagens com Harry, Meghan prefere se mover de uma maneira que lhes permita integrar-se com os habitantes locais.

Quando vamos ao Botsuana, pegamos uma mochila e montamos uma barraca!” Meghan ri. “Não é muito, mas é assim que gostamos!

De pé ao lado da sala, vejo a secretária geral da ACU Joanna Newman olhando orgulhosa. Ela conheceu bem a Duquesa de seus inúmeros compromissos e reuniões na ACU, e está animada com o fato de o relacionamento deles continuar longo no futuro.

Ela tem sido um amplificador fantástico de mensagens da ACU para um público muito mais amplo que nós“, ela me disse, acrescentando que seu patrocínio deu cobertura à ACU em lugares que nunca poderiam ter alcançado antes, incluindo a Harper’s BAZAAR. Ela chama Meghan de porta-voz poderosa, lembrando como ela iniciou conversas públicas sobre a falta de professores negros e até a pobreza da época.

As manchetes não foram sobre o que o nosso cliente está vestindo ou o compromisso oficial começou neste momento e terminou naquele momento e havia uma xícara de chá no meio, é sobre por que estamos fazendo o que fazemos e por que a ACU existe. Ela tem sido uma verdadeira defensora do trabalho que as universidades fazem.

A reunião da ACU acontece no final do que os assessores dos Sussexes apelidaram de “turnê de despedida” para Harry e Meghan – uma chance de amarrar pontas soltas no palácio enquanto assumia uma série de compromissos reais da realeza. O itinerário foi embalado, começando quando encontrei o Duque de Sussex, em Edimburgo, Escócia, em 26 de fevereiro, quando sua iniciativa de viagens sustentáveis, Travalyst, entrou em sua próxima fase de desenvolvimento. O ambicioso projeto será um componente-chave do portfólio filantrópico dos Sussexes e ficou extremamente claro o quão importante é a causa para Harry, que participa regularmente de reuniões nos bastidores. Conversando com ele pessoalmente recentemente, fiquei impressionado com o conhecimento que ele se tornou nesse campo. Suas muitas viagens ao Botsuana inspiraram o início da iniciativa há mais de um ano.

Reunindo-se após cinco dias de intervalo, a chegada espetacular de Harry e Meghan ao Endeavor Fund Awards serviu como um lembrete de sua capacidade de chamar a atenção do mundo. “Nada a ver aqui, apenas Meghan Markle mostrando a porra durante sua última rodada de deveres reais“, escreveu um usuário do Twitter, quando as fotos do casal radiantes sob o guarda-chuva se tornaram virais em todo o mundo. Dentro da cerimônia, o foco estava firmemente nos veteranos sendo homenageados, todos falando muito bem do Duque, ou capitão Wales, como ele é mais conhecido na comunidade de veteranos, e esse trabalho dentro da comunidade. É essa missão de apoiar militares que viu Harry se comprometer a continuar apoiando a comunidade em sua nova vida real não-trabalhadora, não apenas no Reino Unido, mas também na América do Norte. A primeira tarefa? Aproximando o trabalho do Endeavor Fund e dos Invictus Games, que ele ajudou a estabelecer. O compromisso de Harry ao longo da vida é o motivo pelo qual o Mountbatten Festival of Music, no sábado, foi um momento particularmente difícil, vestindo seu uniforme de Capitão-General da Marinha Real pela última vez. Desistir de seus deveres reais resultou no fim de suas honras militares – uma pílula particularmente difícil de engolir e algo que tem sido tão difícil para sua esposa testemunhar. E uma fonte próxima ao casal me diz, que é um ferimento que levará tempo para Harry curar.

A aparição surpresa de Meghan em uma escola no leste de Londres para o Dia Internacional da Mulher e compromissos tradicionais da realeza, como Harry abrindo um imersivo museu britânico de automobilismo ao lado de Lewis Hamilton (“Não há nada melhor do que abrir oficialmente um prédio muito aberto”, brincou o Duque sobre a Silverstone Experience, que abriu suas portas em outubro de 2019), completou o que foi uma montanha-russa de uma visita de despedida para os Sussexes. Dar continuidade ao trabalho sempre foi o que Harry e Meghan fizeram, mas por trás dos sorrisos das fotos tem um casal vulnerável que ainda está sofrendo muito.

De volta ao Palácio de Buckingham, os estudantes da ACU agora estão a caminho da Abadia de Westminster e Harry entra silenciosamente pela porta para dizer olá, a realidade – e as emoções – finalmente se instalam quando eu dou um abraço de despedida em Meghan. Ela está voltando para o Canadá no último vôo comercial do dia, ansiosa por estar de volta à Ilha de Vancouver para estar lá quando Archie acordar. Para um casal que sempre quis se concentrar em seu trabalho e trazer o bem ao mundo, parece um final desnecessariamente cruel para suas vidas reais. Forçados a desistir de papéis dos quais são incrivelmente orgulhosos, depois de sacrificar tanto para chegar lá.

Nesse ponto, a grande sala de estar está quase vazia e as lágrimas que a Duquesa estava bravamente segurando são livres para fluir entre rostos familiares. Quando ela abraça parte da equipe leal que ela provavelmente não verá novamente, não posso deixar de me sentir triste pelos membros dedicados da equipe cujos esforços incansáveis ​​- promover o trabalho do casal, lançar projetos de referência e lidar com o cotidiano quase diário crises provocadas por mentiras dos tablóides – chegaram a um fim abrupto. Comparada a outras famílias reais, era uma operação menor, com menos recursos do que os escritórios mais sofisticados da Clarence House e do Palácio de Kensington, mas no curto espaço de um ano desde a criação, a equipe Sussex se tornou como uma família, olhando pelo casal o máximo que podiam.

Embora as próximas semanas e meses apresentem novos desafios para os Sussexes, o casal realmente sente uma empolgação com o que está por vir, o que inclui a liberdade de trabalhar em um ritmo que lhes convenha, não mais sobrecarregado por protocolo ou ameaçados por agendas tóxicas. E apesar de muita especulação (incorreta) sobre empreendimentos comerciais específicos que eles possam empreender, Harry e Meghan estão ansiosos para ficar presos em seu trabalho, que ainda girará em torno de seus esforços humanitários e ajudará a ampliar as vozes dos jovens ao redor do mundo em uma ampla gama de questões.

O terreno pode ser um pouco diferente, mas suas prioridades são exatamente as mesmas de antes, diz uma fonte bem posicionada. Manter a família, e o mais importante, Archie, seguro é o que fará tudo isso valer a pena.

Fonte: Harper’s BAZAAR.

Tradução e adaptação: Meghan Markle Brasil.

 

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Earlier this week The Duchess of Sussex, in her role as Patron of the Association of Commonwealth Universities (ACU), met with the bright minds from across the Commonwealth to hear about their commitment to tackling the global challenges we all face. The Duchess spoke with Scholars studying and researching important areas surrounding; cleaning up plastic pollution in our oceans, helping to build more sustainable cities, improving health outcomes for citizens, and supporting decent work and economic growth. Paving the way as the next generation of leaders, these inspirational scholars, are spread far across the Commonwealth from Malawi to Malaysia, Ghana to Sri Lanka – all of whom will use the skills and knowledge they gain while studying in the UK to make a difference when they return to their home countries. The Duchess, who also attended university with support of a scholarship, is a strong advocate of accessible education for all. As the Royal Patron of The Association of Commonwealth Universities (@The_ACU_Official) since January 2019, The Duchess has met and engaged with students, academics, and staff from ACU member universities across the Commonwealth to learn more about the vital work they do to address global challenges. As President and Vice President of The @Queens_Commonwealth_Trust, The Duke and Duchess thank all those who are working to give access to education for all.

Uma publicação compartilhada por The Duke and Duchess of Sussex (@sussexroyal) em

No início dessa semana, a Duquesa de Sussex, no seu papel como patrona da ACU se encontrou com brilhantes mentes de lugares da Commonwealth para falar sobre seu compromisso para combater os desafios globais que todos enfrentamos.

A Duquesa falou com estudiosos e pesquisadores nas áreas de importância como limpeza de plástico dos nossos oceanos, construção de cidades mais sustentáveis, melhorar condições de saúde dos cidadãos e apoiar trabalho decente e crescimento econômico.

Fazendo o caminho para a geração futura de líderes, esses inspiradores estudiosos estão espalhados por toda a Commonwealth, do Malauí a Malásia, de Gana ao Sri Lanka – todos que vão usar suas habilidades e conhecimentos que ganham estudando no Reino Unido para fazer a diferença quando voltarem para suas terras natais.

A Duquesa, que também estudou na universidade com apoio de bolsa escolar, é ativista do direito de todos ao acesso a educação. Como patrona real da ACU, desde Janeiro de 2019, ela tem encontrado e conversado com estudantes, acadêmicos e equipe dos membros da ACU ao redor da Commonwealth para aprender mais do trabalho vital que fazem para lidar com os desafios globais.

Como Presidente e Vice Presidente, o Duque e a Duquesa de Sussex agradecem o empenho de todos que trabalham pelo acesso de todos a educação.

 

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NOTA OFICIAL DO DUQUE E DA DUQUESA DE SUSSEX:

Temos o prazer de poder compartilhar agora com você uma atualização de muitos detalhes acordados em uma reunião da Família Real em janeiro de 2020, que descreve os novos papéis do Duque e da Duquesa de Sussex, entrando em vigor na primavera de 2020. Esperávamos poderá compartilhar esses detalhes com você mais cedo (para atenuar qualquer confusão e subsequentes declarações incorretas), mas os fatos abaixo devem ajudar a fornecer alguns esclarecimentos sobre essa transição e as etapas para o futuro.

CONFORME ACORDADO E ESTABELECIDO EM JANEIRO DE 2020:

– Concorda-se que o início do papel revisado do Duque e da Duquesa de Sussex entrará em vigor na primavera de 2020 e passará por uma revisão de 12 meses.

– A Família Real respeita e entende o desejo do Duque e da Duquesa de Sussex de viver uma vida mais independente em família, removendo a suposta justificativa de “interesse público” para a invasão da mídia em suas vidas. Eles continuam sendo uma parte valiosa da família de Sua Majestade.

– O Duque e a Duquesa de Sussex tornam-se membros da Família Real com financiamento privado, com permissão para obter sua própria renda e a capacidade de perseguir seus próprios interesses de caridade.

– A preferência do Duque e da duquesa de Sussex era continuar a representar e apoiar Sua Majestade a Rainha, embora em uma capacidade mais limitada, embora não se beneficiasse do Sovereign Grant.

– Embora haja precedentes para outros membros com título de nobreza da Família Real procurarem emprego fora da instituição, para o Duque e a Duquesa de Sussex, um período de revisão de 12 meses foi estabelecido.

– De acordo com o contrato, o Duque e a Duquesa de Sussex entendem que são obrigados a se afastar dos deveres reais e não assumir deveres representativos em nome de Sua Majestade, a Rainha.

– Conforme acordado e estabelecido em janeiro, o Duque e a Duquesa de Sussex manterão seu prefixo “HRH”, permanecendo formalmente conhecido como Sua Alteza Real, o Duque de Sussex e Sua Alteza Real, a Duquesa de Sussex. O Duque e a Duquesa de Sussex não usarão mais ativamente seus estilos de HRH, pois não serão mais membros trabalhadores da família a partir da primavera de 2020.

– Como neto de Sua Majestade e segundo filho do Príncipe de Gales, Príncipe Harry, o Duque de Sussex permanece em sexto na fila do trono da Monarquia Britânica e da Ordem de Precedência.

– Foi acordado que o Duque e a Duquesa não poderão mais cumprir formalmente os “deveres oficiais” da Rainha ou representar a Commonwealth, mas terão, no entanto, permissão para manter seus patrocínios (incluindo aqueles classificados como patrocínios reais”).

– Concorda-se que o Duque e a Duquesa de Sussex continuarão a exigir segurança efetiva para protegê-los e a seu filho. Isso se baseia no perfil público do Duque em virtude de nascer na Família Real, em seu serviço militar, no perfil independente da Duquesa e no nível compartilhado de ameaças e riscos documentado especificamente nos últimos anos. Nenhum detalhe adicional pode ser compartilhado, pois essas informações são classificadas por razões de segurança.

– Em relação às forças armadas, o Duque de Sussex manterá o posto de major e as fileiras honorárias de tenente-comandante e líder de esquadrão. Durante esse período de revisão de 12 meses, as nomeações militares oficiais do Duque não serão usadas como presente do Soberano. Nenhuma nova nomeação será feita para preencher essas funções antes que a revisão de 12 meses dos novos arranjos seja concluída.

– Enquanto estiver de acordo com o contrato, o Duque não desempenhará nenhum dever oficial associado a essas funções, dada sua dedicação à comunidade militar e dez anos de serviço, ele continuará, é claro, seu apoio inabalável à comunidade militar em uma capacidade não oficial. Como fundador dos Invictus Games, o Duque continuará orgulhosamente apoiando a comunidade militar em todo o mundo através da Invictus Games Foundation e do The Endeavor Fund.

– Com base no desejo do Duque e da Duquesa de Sussex de ter um papel reduzido como membro da Família Real foi decidido em janeiro que seu Escritório Institucional teria que ser fechado, dado o principal mecanismo de financiamento para esse escritório oficial no Palácio de Buckingham vem de Sua Alteza Real O Príncipe de GalesO Duque e a Duquesa compartilharam essas notícias pessoalmente com sua equipe em janeiro, depois que souberam da decisão e trabalharam em estreita colaboração com sua equipe para garantir uma transição suave para cada um deles.

– Durante o último mês e meio, o Duque e a Duquesa permaneceram ativamente envolvidos nesse processo, que tem sido entristecedor para o Duque e a Duquesa e sua equipe leal, dada a proximidade de Duas Altezas Reais e de sua equipe dedicada.

– Como o Duque e a Duquesa não serão mais considerados trabalhadores em tempo integral da Família Real, foi acordado que o uso da palavra ‘Royal’ precisaria ser revisto no que se refere às organizações a elas associadas nesse novo aspecto. Mais detalhes sobre isso abaixo.

DETALHES ADICIONAIS:

– Conforme compartilhado no início de janeiro neste site, O Duque e a Duquesa de Sussex não planejam iniciar uma ‘fundação’, mas pretendem desenvolver uma nova maneira de efetuar mudanças e complementar os esforços feitos por tantas fundações excelentes em todo o mundo.

– A criação dessa entidade sem fins lucrativos será um acréscimo ao trabalho orientado por causa com o qual eles permanecem profundamente comprometidos. Embora o Duque e a Duquesa estejam focados nos planos para estabelecer uma nova organização sem fins lucrativos, dadas às regras específicas do governo do Reino Unido em torno do uso da palavra ‘Royal’, foi acordado que a organização sem fins lucrativos não utilizará o nome ‘ Sussex Royal ‘ou qualquer outra iteração de’ Royal ‘.

– Pelo motivo acima, os pedidos de marcas registradas que foram arquivados como medidas de proteção e que refletiam as mesmas solicitações de marcas registradas padrão feitas para a Fundação Real do Duque e a Duquesa de Cambridge, foram removidos.

– Embora não haja nenhuma jurisdição da Monarquia ou do Gabinete sobre o uso da palavra ‘Royal’ no exterior, o Duque e a Duquesa de Sussex não pretendem usar ‘Sussex Royal’ ou qualquer iteração da palavra ‘Royal’ em qualquer território (dentro do Reino Unido ou não) quando a transição ocorrer na primavera de 2020.

– Como o Duque e a Duquesa de Sussex continuam desenvolvendo sua organização sem fins lucrativos e planejando seu futuro, esperamos que você use este site como fonte de informações factuais. Na primavera de 2020, seus canais digitais serão atualizados à medida que introduzirem a próxima fase emocionante para você.

O Duque e a Duquesa de Sussex aguardam ansiosamente a oportunidade de compartilhar mais com você e agradecer muito seu apoio!

Para juízo de valor, a primavera do hemisfério norte se inicia em 20 de março, contudo, os novos papéis dos Sussexes entrarão em vigor após o dia 31 de março, ou seja, a partir do 01 de abril, Harry e Meghan tornarão membros financeiramente independentes da Família Real Britânica.

O que se destaca em todo esse contexto primeiramente é a parte de que o Duque e a Duquesa desde janeiro já haviam deixado claro para seus funcionários que o escritório seria fechado e que foi triste para o casal ter que se desligar de pessoas que tão bem contribuíram para um bom trabalho, além de se tornarem aliados fieis do Duque e da Duquesa. Não ficou claro, entretanto se todo o time foi realocado ou demito, e se por acaso algum se tornará funcionário da entidade de caridade dos Sussexes. Entretanto deveremos saber sobre isso quando a entidade for lançada.

O Duque de Sussex manterá sua colocação como major do exercito e suas nomeações honorárias de tenente-comandante e líder de esquadrão. As duas últimas foram nomeações da Rainha, e seguindo o acordo estabelecido, Harry não participará de nenhum evento oficial referente a essas nomeações e no próximo ano quando o acordo for revisado, provavelmente Harry perderá as nomeações honorárias. Contudo ele segue com seu apoio e projetos ligados aos militares.

Os Sussexes também deixaram bastante claro que não pretendem lançar uma fundação de caridade, e sim, uma entidade sem fins lucrativos. Partindo do inicios da polemicas referente ao uso do nome Royal na possível “fundação”, o acordo feito deixa bastante claro que o Duque e a Duquesa não usarão Royal nem Sussex Royal em seus veículos oficiais de informação, ou seja, sua entidade de caridade não levará o Royal em seu nome e o username do instagram até hoje conhecido como SussexRoyal será mudado a qualquer instante a partir do dia 01 de abril.

A marca Sussex Royal anteriormente registrada pelo casal com fim de proteger o nome também será liberada nas próximas semanas. O Duque e a Duquesa não pretendiam lançar nenhum produto com esse nome, eles somente o protegeram assim como os Cambridges fizeram com a marca The Royal Foundation.

Voltando ao tópico fundação de caridade e entidade sem fins lucrativos, vamos tentar esclarecer a diferença das duas para que enfim você possa entender o que é pretendido pelo Duque e a Duquesa de Sussex, deixando claro que pode haver variações no conceito dependendo do país:

Entidade sem fins lucrativos é toda união de pessoas, promovida com um fim determinado, seja de ordem beneficente, literária, científica, artística, recreativa, desportiva ou política, que não tenha finalidade lucrativa. Sua finalidade pode ser altruística – como uma associação beneficente que atende a uma comunidade sem restrições qualificadas – ou não altruística, no sentido de que se restringe a um grupo seleto e homogêneo de associados.

Fundação é a instituição que se forma ou se funda pela constituição de um patrimônio para servir a certo fim de utilidade pública ou atuar em benefício da sociedade. As fundações se caracterizam por seus fins de caridade ou beneficentes (seu objetivo principal), e pelo fato de ocorrer, com a sua instituição, uma personalidade patrimonial. Isso quer dizer que, diferente das associações, onde o núcleo central é o indivíduo, nas fundações o núcleo central é o patrimônio.

De qualquer forma, os moldes com que eles trabalharão serão anunciados pelos próprios nas próximas semanas. Gostaríamos de deixar leituras interessantes para vocês de alguns jornalistas que não fazem duplo juízo de valor.

Alan Rusbridger escreveu um artigo no The Guardian sobre como a realeza é perseguida pela mídia britânica e dá uma excelente visão das coisas que aconteceram com os Sussexes.

Já no Buzzfeed, Ellie Hall de maneira sucinta nos deixa pensar sobre as razões que levam que todas as manchetes da realeza ser ligada a Harry e Meghan (de forma negativa, diga-se de passagem), além de fazer questionamentos pertinentes sobre os vazamentos de informações do Duque e da Duquesa vindos do Palácio.

Pegando todos de surpresa, o Duque e a Duquesa de Sussex anunciaram que estão se afastando do cargo de Working Royals, pois desejam alcançar sua independência financeira, mas, contudo seguem apoiando irrestritamente a Rainha, o Príncipe de Gales e o Duque de Cambridge.

Working Royal é aquele membro da realeza que realiza compromissos em nome da Rainha e de seu governo em toda a Commonwealth. Harry deixou o exercito em 2015 e desde então vem trabalhando em nome da Rainha e desde o casamento em maio de 2018, Meghan também era uma working royal.

Em novo site lançado ontem, os Sussexes comunicaram que estão se afastando das funções neste ano:

Após muitos meses de reflexão e discussões internas, optamos por fazer uma transição este ano, começando a desempenhar um novo papel progressivo dentro desta instituição. Pretendemos dar um passo atrás como membros “seniores” da Família Real e trabalhar para nos tornar financeiramente independentes, continuando a apoiar totalmente Sua Majestade a Rainha. É com seu encorajamento, principalmente nos últimos anos, que nos sentimos preparados para fazer esse ajuste. Agora, planejamos equilibrar nosso tempo entre o Reino Unido e a América do Norte, continuando a honrar nosso dever para com a Rainha, a Commonwealth e nossos patrocínios. Esse equilíbrio geográfico nos permitirá apreciar nosso filho com a tradição real em que ele nasceu além de proporcionar à nossa família o espaço para se concentrar no próximo capítulo, incluindo o lançamento de nossa nova entidade beneficente. Esperamos ansiosamente compartilhar todos os detalhes deste emocionante próximo passo no devido tempo, enquanto continuamos a colaborar com Sua Majestade, a Rainha, o Príncipe de Gales, o Duque de Cambridge e todas as partes relevantes. Até lá, aceite nossos mais profundos agradecimentos por seu apoio contínuo.
– Suas Altezas Reais, O Duque e a Duquesa de Sussex.

Navegando pelo site, conseguimos entender os motivos pelos quais eles desistiram do trabalho e ter uma pequena ideia do que irá acontecer daqui pela frente. Desde que saíram da The Royal Foundation, o duque e a duquesa de Sussex vem trabalhando para lançar sua própria entidade de caridade e noticias davam conta que a mesma seria lançada no inicio de 2020, o que foi confirmado pelo casal em seu site oficial:

Em 2020, o Duque e a Duquesa de Sussex planejam moldar sua entidade de caridade para responder a essas necessidades que exigem solução rápida. Depois de considerar cuidadosamente vários modelos de fundação e pesquisar o incrível trabalho de muitas fundações conhecidas e menos conhecidas, o Duque e a Duquesa estão trabalhando ativamente para criar algo diferente – uma entidade de caridade que não apenas ajudará a complementar esses esforços, mas também avançar as soluções que o mundo mais precisa. Eles esperam compartilhar mais com vocês no devido tempo. Suas Altezas Reais apoiam muitas causas principais, tanto em conjunto quanto de forma independente. Eles continuarão a priorizar essas causas, juntamente com os patrocínios separados que fazem parte de seu dever orgulhoso com a monarquia.

Em todo este contexto, fica claro que seus títulos não serão removidos, visto que não é preciso ser um working royal para ter estilo e título da realeza. vários questionamentos foram levantados e tentaremos esclarecer todas as perguntas, segundo as respostas que eles deixaram em seu site oficial.

 

Porque eles decidiram ser financeiramente independentes?

Suas Altezas Reais desejam obter uma renda financeira profissional, que não é possível obter devido à estrutura de trabalho que eles estão condicionados. Harry e Meghan acreditam que este novo modelo de trabalho permitirá que essa autonomia aconteça e que mesmo assim, eles continuarão cumprindo deveres em nome da Rainha Elizabeth II.  O Duque e a Duquesa decidiram que não usarão mais recursos do Sovereign Grant, mesmo que somente 5% de suas despesas sejam pagas pelo Sovereign Grant.

 

De onde vem à renda que paga as despesas do Duque e da Duquesa de Sussex e o que é o Sovereign Grant?

O Sovereign Grant é o mecanismo de financiamento anual da monarquia que cobre o trabalho da Família Real em apoio a Rainha, incluindo despesas para manter residências e espaços de trabalho oficiais. Nessa troca, a Rainha entrega as receitas do Crown Estate e, em troca, uma parte desses fundos públicos é concedida ao Soberano/Rainha para despesas oficiais da Família Real.

Sovereign Grant cobre apenas 5% dos custos do Duque e da Duquesa e a renda é usada a especificamente para as despesas do escritório oficial. E como já sabemos, eles estão oficialmente recusando essa ajuda a partir deste ano. 95% do financiamento recebido pelas despesas do Gabinete vêm da renda alocada pelo Príncipe de Gales, gerado através do Ducado da Cornualha. Charles financia os escritórios de seus filhos, desde antes do casamento de ambos, quando Harry e William passaram a apoiar a Rainha.

Para saber mais sobre o Sovereign Grant clique AQUI.

Para saber mais sobre o Ducado da Cornualha clique AQUI.

Também foi esclarecido mais uma vez como ocorreu a reforma na Frogmore Cottage, residência do Duque e da Duquesa de Sussex. Frogmore Cottage é identificado como Grade 2 no Windsor Home Park foi financiado por Sua Majestade a Rainha através do Sovereign Grant, pois é de responsabilidade do Monarca manter a manutenção dos castelos, palácios e edificios históricos. Segundo o que é escrito no site, os moveis, utensílios e assessórios de decoração da Frogmore Cottage, que é propriedade do monarca, foram pagos com dinheiro particular do Duque e da Duquesa de Sussex.

Eles também sanaram as duvidas do porque se mudaram de Nottingham Cottage, que fica nos terrenos do Palácio de Kensington. Segundo Harry e Meghan, Nottingham Cottage não podia acomodar sua família em crescimento. Foi pensada uma mudança para o Apartamento 1 no Palácio de Kesington, onde uma reforma obrigatória deveria ser feita e ela custaria £4 milhões, e isso incluía a remoção de amianto que havia/ há no Apartamento 1. A reforma ficaria pronta no quarto trimeste de 2020, ou seja, mais de um ano depois do nascimento de Archie. Assim, a Rainha ofereceu o uso da Frogmore Cottage, que naquele momento já passava por reformas obrigatórias e as mesmas se encerrariam antes do nascimento do primeiro filho do casal. A reforma da Frogmore Cottage custou 50% menos do que a reforma do Apartamento I, ou seja, £2 milhões. O casal então escolheu se mudar para Windsor.

Sobre onde será a residência oficial dos Sussexes, ele informam que com a permissão da Rainha, sua residência oficial continua sendo a Frogmore Cottage que é propriedade de Sua Majestade, a Rainha. Como eles pretendem continuar apoiando a Rainha e a monarquia, eles precisam de um lugar para chamar de lar enquanto estiverem no Reino Unido.

 

Como as viagens serão pagas? e os seguranças, eles pagarão?

Como é de conhecimento geral, as viagens privadas do casal são pagas pelos próprios, com suas rendas privadas. Eles informam que sempre utilizarão voos comerciais, trens locais e veículos de baixo consumo de combustível tanto para suas viagens pessoas, como aquelas que serão realizadas a pedido do Escritório de Relações Exteriores e da Commonwealth (FCO), exceto quando usar esses meios trazer risco para a segurança de Suas Altezas Reais.

Sobre as visitas oficiais, eles deixaram bastante claro como essas viagens acontecem. O Escritório de Relações Exteriores e da Commonwealth que “convoca” o royal, além de determinar a duração e a localização da viagem. Essas visitas são pagas pelo Sovereign Grant e quando apropriado, pelo país anfitrião. Entende-se que assim, quando for solicitado que eles façam alguma visita oficial a um país, o Sovereign Grant arcará com os custos, assim como acontece com todos os outros membros da realeza.

Sobre a segurança do casal real e de seu filho, foi dito que:

Nenhuma discriminação dos custos de segurança está disponível, pois a divulgação de tais informações pode comprometer a integridade desses acordos e afetar a segurança das pessoas protegidas. É política estabelecida há muito tempo para não comentar as medidas de proteção e seus custos relacionados para membros da Família Real ou suas residências.

Agora sobre a mídia e sua cobertura, eles foram bem enfáticos quando a como seguirão daqui para frente, quando se desligarem por completo do Sovereign Grant.

A Royal Rota foi criada há quatro décadas e é um sistema onde somente a mídia do Reino Unido tem acesso interno exclusivo aos compromissos oficiais dos membros da Família Real. Dentro desse sistema, os correspondentes reais britânicos tem a oportunidade de cobrir com exclusividade o trabalho da realeza e através deles, a mídia de todo o mundo tem acesso deste mesmo trabalho. Harry e Meghan consideram esse sistema ultrapassado, principalmente por estarmos na era digital. Fazem parte da Rota meios de comunicação com The Sun e The Daily Mail, que estão sendo processados pelo Duque e a Duquesa por diversas alegações.

A nova abordagem dos Sussexes quer envolver em seus compromissos, mídias especializadas nos assuntos abordados, jovens jornalistas promissores, creditar meios de comunicação confiáveis que darão o verdadeiro destaque ao evento e logicamente, manter seus canais de comunicação oficiais sempre atualizados.

Em seu site oficial, o Duque e a Duquesa deixaram claro o quanto se sentem incomodados com o fato dos correspondentes reais do Reino Unidos serem considerados fontes confiáveis tanto em relação ao trabalho, quando a de suas vidas pessoais, o que para eles, impulsiona a cobertura de historias falsas ao redor do mundo. Fica compreendido o quanto eles se sentem afetados pela cobertura fora do comum que suas vidas pessoais tem sofrido.

Harry e Meghan citam meios dos quais confiam como Time Magazine, National Geographic, The Daily Telegraph e British Vogue. eles acreditam que a mídia é livre mas que precisa ser justa e que eles como uma família, prezam por sua privacidade.

Em determinado momento, eles citam a barganha de fotos e informações que é feita com a Royal Rota. Eles falam que é esperado em algumas ocasiões enviem fotos inéditas para o The Rota (que são tabloides do Reino Unido) simultaneamente. Isso permite que esses veículos criem publicações e os coloque como primeira pagina de jornais/site, lucrando em cima de suas imagens, algo que Harry e Meghan não concordam e segundo eles, quando essas fotos não são liberadas, as repercussões na mídia são grandes e duram dias/semanas. O Duque e a Duquesa acreditam e gostam de compartilhar momentos pessoais com o público, mas querem fazer isso diretamente através de mídia social, sem passar pelo Royal Rota antes dos membros do público.

Após a divulgação da nota e de todos terem conhecimento do conteúdo do site, o mundo reagiu a essa repentina noticia. As coisas precisam ser claras. O casal NÃO está se separando da Família Real, eles somente querem adotar outro meio de trabalho. Harry e Meghan NÃO perderão seus títulos. Harry e Archie NÃO sairão da linha de sucessão. Os Sussexes continuarão SIM a participar dos eventos da família e apoiar a monarquia. O Palácio de Buckingham enviou um comunicado sobre o anuncio do Duque e da Duquesa que deixou a situação ainda mais estranha:

As discussões com o Duque e a Duquesa de Sussex estão em um estágio inicial. Entendemos seu desejo de adotar uma abordagem diferente, mas essas são questões complicadas que levarão tempo para serem resolvidas.

Alguns confiáveis correspondentes reais no mesmo instante dizendo que o Palácio sabia sim dos planos, tanto que no dia anterior ao anuncio, foi vazado de dentro do Palacio para o The Sun os planos de Harry e Meghan. Segundo o jornalista Omid Scobie, esses planos do casal vêm sendo discutidos com assessores do Palácio por meses e que não era uma surpresa para nenhum escritório e ninguém da família.  Segundo fontes os Sussexes não queriam que a informação tivesse chegado à imprensa e que quando houve o vazamento para o The Sun eles se sentiram encurralados:

Era um caso de agir agora ou perder o controle de algo em que haviam passado muito tempo trabalhando.

Precisa-se deixar claro que somente pessoas de confiança em todos os escritórios sabiam dos planos do Duque e da Duquesa de Sussex. Segundo um assessor do Palácio, a resposta dramática não condizia com o real entendimento da situação:

Ninguém está ‘incandescente de raiva’ e ninguém vai punir ninguém. A velocidade com a qual isso agora precisa ser tratado não é ideal, mas os planos em si não são um problema. Isso não é uma ‘crise’, é um caso de ajudar o casal a atingir seu objetivo.

O Palácio de Buckingham acredita que todos os lados chegarão em um acordo satisfatório e quem em poucos dias toda a questão será resolvida. Sabe-se que ontem a Rainha, Charles e William orientaram seus funcionários a encontrar soluções viáveis tanto com os funcionários dos Sussex como com os governos e que Harry esteve inserido em todos os passos dados. Acredita-se que hoje Meghan retornou para a cidade de Victoria no Canadá onde deixaram Archie aos cuidados de uma babá e de uma das melhores amigas de Meghan, Jessica Mulroney.

Eles estão se sentindo confiantes. Harry e Meghan estão cientes de que serão criticados, talvez até difamados, por assumir o controle de suas vidas, mas criar um futuro positivo para si e sua família sempre foi sua prioridade.

Mais detalhes serão revelados posteriormente.

Foi anunciado em 14 de março que o Duque e a Duquesa de Sussex receberam o aval da Rainha Elizabeth II e que separariam seu escritório, que antes era conjunto com o dos Cambrigdes. Naquele dia noticiamos que:

A Rainha Elizabeth II concordou com a criação de um novo escritório para o Duque e a Duquesa de Sussex, após o casamento em maio do ano passado. O Duque e a Duquesa de Sussex terão seu próprio escritório a partir da próxima primavera. O escritório será criado com o apoio da Rainha e do Príncipe de Gales.

(…) Neste exato momento não existe nenhuma movimentação sobre a separação dos Cambridges e Sussexes nas mídias sociais, mas o que os repórteres reais especulam é que esse é um movimento natural. O Palácio de Kensington continuará auxiliando o Duque e a Duquesa de Sussex até que todas as mudanças tenham sido concluídas.

E hoje, dia 02 de abril as exatas 11h21min (horário de Brasília) foi criada a conta oficial dos Sussexes no instagram. Nomeada como Sussex Royal, a conta foi divulgada por todos as mídias sociais relacionadas a Família Real Britanica, o que inclui, a The Royal Family, Clarence House, Kensigton Palace, HRH The Duke of York e Princess Eugenie, além de todos os fãs da família e de jornalistas ao redor do mundo.

O perfil ficou impossibilitado de receber novos seguidores pouco tempo após 01h34min de sua criação, pois segundo o Instagram:

“Colocando uma proporção baixa de seguidores, como você observou por volta de 1300 por minuto, podemos permitir que a conta e a plataforma permanecessem operacionais, e seguindo para continuar a subir, evitando uma queda completa e uma parada nas operações. Pelo que eu estava vendo, a conta poderia facilmente ter obtivo cerca de 10 mil seguidores por minuto em crescimento sustentado, mas isso não era possível, então foi necessário um limite por um momento”.

A conta no instagram do Duque e da Duquesa de Sussex atingiu 01 milhão de seguidores as 17h05min (horário de Brasília) do mesmo dia da sua criação e isso faz deles a conta mais rápida para chegar a 1,000.000 de seguidores na plataforma com exatas seis horas online. Em seu primeiro post, os Sussexes escreveram:

Bem-vindo ao nosso Instagram oficial. Estamos ansiosos para compartilhar o trabalho que nos impulsiona, as causas que apoiamos, anúncios importantes e a oportunidade de lançar luz sobre questões importantes. Agradecemos o apoio e damos as boas-vindas a vocês, ao @sussexroyal – Harry e Meghan

Meghan e Harry seguem as mídias sociais da família, além de todas as instituições que eles apoiam. Especula-se também que em breve será criada a conta deles no twitter, já que amanhã (03/04), o Duque de Sussex tem um compromisso oficial. Então não perca tempo, siga a conta e recomende para os amigos clicando AQUI.

A Rainha Elizabeth II concordou com a criação de um novo escritório para o Duque e a Duquesa de Sussex, após o casamento em maio do ano passado. O Duque e a Duquesa de Sussex terão seu próprio escritório a partir da próxima primavera. O escritório será criado com o apoio da Rainha e do Príncipe de Gales.   

O escritório particular do Duque de Sussex vinha apoiando a Duquesa desde novembro de 2017, quando começaram as preparações para que Meghan se tornasse Sua Alteza Real. 

Um novo escritório se torna essencial para que os trabalhos dos Sussexes sejam implantados da maneira com que eles acham corretas. Também será um grande apoio quando o Duque e a Duquesa receberem seu filho e se mudarem para a Frogmore Cottage. 

A Rainha deu a permissão para que o novo escritório dos Sussexes possa se basear no Palácio de Buckingham. Harry e Meghan nomearão novos funcionários de comunicações. Mas o que já se sabe é que Sara Latham será a responsável por liderar a comunicação e os novos funcionários do escritório. Ela se reportará diretamente para o Secretário de Comunicações da Rainha, Donal McCabe. Neste exato momento não existe nenhuma movimentação sobre a separação dos Cambridges e Sussexes nas mídias sociais, mas o que os repórteres reais especulam é que esse é um movimento natural. O Palácio de Kensington continuará auxiliando o Duque e a Duquesa de Sussex até que todas as mudanças tenham sido concluídas. 

Sobre a Royal Foundation, tanto os Cambridges como os Sussexes continuarão a ter um braço de caridade dentro da fundação, mas a maneira com que as coisas são levadas, ainda serão discutidas.