Hoje foi revelado o desfecho do julgamento sumario do processo movido pela Duquesa de Sussex contra o Mail on Sunday e o Mail Online. O juiz decidiu a favor de Meghan que reivindicava direitos autorais e privacidade sob a carta enviada a seu pai em 2018.

Devido à decisão do caso, que os advogados de Meghan argumentaram ser uma violação de direitos autorais e uso indevido de informações privadas, um julgamento adicional sobre o processo foi considerado desnecessário. A BAZAAR.com confirmou que Meghan está buscando indenização dos dois meios de comunicação após a decisão a seu favor  Hoje, a decisão do Juiz Warby saiu e no documento que resume as informações do caso, o seguinte foi dito:

O Tribunal está persuadido, no entanto, de que deve haver um julgamento limitado às questões relacionadas com a propriedade dos direitos autorais. A defesa argumenta que um julgamento pode mostrar que as obras são obras de co-autoria ou que existam diversos direitos autorais com titularidade distinta. Isto se baseia nas admissões da reclamante, boatos e uma carta de advogado para sugerir que o envolvimento da equipe da equipe de comunicações do Palácio de Kensington (“os 4 do Palácio”) pode ter gerado um copyright que não pertence exclusivamente a reclamante e podem ser direitos autorais da Coroa. O Tribunal considera o caso do réu (Mail on Sunday) ocupando “a terra das sombras entre improbabilidade e irrealidade”. Isto é “Não é fácil identificar um propósito litigioso útil” em um julgamento “cujo efeito substantivo seria, na melhor das hipóteses, reduzir os remédios ”. Mas a proporcionalidade não é o critério, o caso não pode ser descrito como fantasioso, e essas questões devem avançar para um julgamento.

Disposição

14. Haverá um julgamento sumário para a reclamante sobre o uso indevido de privacidade e informações pessoais e sobre as outras questões da reivindicação de direitos autorais. Uma audiência para decidir os assuntos consequenciais neste julgamento, e as orientações para as próximas etapas foram fixadas para 2 de março de 2021.

 

Com isso, Meghan não precisará ver seu pai no julgamento, mas a parte interessante é que o juiz viu necessidade de um julgamento limitado quanto a questão de direitos autorais sobre a carta e a alegação levantada pelo Mail on Sunday de que o direito autoral não seria unicamente de Meghan, mas sim, da Coroa pelo envolvimento “dos 4 do palácio”. Isso indica que muito provavelmente veremos os ex-funcionários de Meghan – e do Kensington Palace – depondo sob juramento. E a parte que o público deve se atentar é a promessa do editor do Mail on Sunday que revelou sobre um membro sênior da família real ter conspirado contra Meghan soltabdo informações verdadeiras e falsas para as histórias. O editor disse que contaria quem foi esse Membro caso isso fosse para frente, e aí, nós também vamos confirmar suspeitas.

Atraves de um comunicado enviado para a imprensa, Meghan se mostrou feliz com o desfecho e agradeceu a todos o apoio.

Depois de 2 anos em litígio, eu estou grata pela corte ter responsabilizado a Associated Press e o The Mail on Sunday por suas ações ilegais e desumanizadoras. Essas táticas – e das suas publicações irmãs (Daily Mail, Mail Online) não são novas, na realidade, elas têm sido usadas há muito sem nenhuma consequência. Para esses tabloides é um jogo. Para mim e várias outras pessoas é a vida real, relacionamentos reais e uma tristeza muito real. O prejuízo que eles causam e continuam fazendo é enraizado. O mundo precisa de notícias verdadeiras, checadora de fatos e de qualidade. O que o Mail on Sunday e suas irmãs fazem é o contrário. Todos perdemos quando informações falsas vendem mais que as verdadeiras, quando a exploração moral vende mais que a decência e quando companhias criam negócios que se favorecem do sofrimento alheio. Mas por hoje, com essa vitória compreensiva nas duas partes – privacidade e direito autoral – todos ganhamos. Todos sabemos agora e esperançosamente, cria-se um precedente legal de que você não pode pegar a privacidade de alguém e explorar isso num caso de privacidade, como a defesa tem tentado fazer nos últimos 2 anos. Eu compartilho essa vitória com todos vocês porque todos merecemos vitória e a verdade, todos merecemos mais. Eu particularmente quero agradecer minha mãe, marido e meu time legal, especialmente Jenny Afa por seu apoio incondicional nesse processo.

O juiz também falou que “a defesa (do Mail on Sunday) ultrapassa os limites da irrealidade e improbabilidade” e que “não é fácil identificar um propósito no uso litigioso” e que os efeitos dessa defesa em julgamento “seria no máximo, para remediar a situação”. Ou seja, o caso do Mail on Sunday é fraco, mas proporcionalidade não é o critério para a lei, por isso um julgamento limitado.

A audiência para os próximos passos do processo será no dia 2 de Março, onde se decidirá se os funcionarios do Palacio possuem direitos autorais sobre a carta e isso se dá somente a indenização pedida por Meghan.

Colocando nossa opinião particular: Você é um mulher incrivelmente forte Meghan. Parabéns pela vitória!

 

Eu, Edward Verity, Editor do The Mail on Sunday, direi o seguinte:

Eu sou o Editor do The Mail on Sunday e era o Editor na época da publicação do mês de fevereiro 2019 artigos que deram origem a este processo. Antes de me tornar editor do The Mail, trabalhei para o Réu em uma variedade de funções editoriais por quase 30 anos.

Considerações editoriais sobre os artigos de 10 de fevereiro de 2019

O Mail on Sunday publica histórias regulares sobre a família real, refletindo nossos leitores interesse em assuntos reais. Todos os membros da família real desfrutam de imensa riqueza e privilégios e custou ao contribuinte britânico uma quantia significativa de dinheiro. Parece-me que existe um legítimo interesse público no comportamento dos membros da família real e sua adequação para desfrute desses enormes privilégios. Além disso, há um interesse público adequado na conduta de a família real como uma família, no que diz respeito às relações mútuas. Casamentos reais, por exemplo, são eventos nacionais importantes, assim como nascimentos reais. Houve uma quantidade enorme de interesse público no casamento do Duque de Sussex com a Requerente em maio de 2018 e em comum com muitos outros jornais, havíamos fornecido ampla cobertura do casamento e havia publicado muitas histórias sobre o próprio casal. Uma das características particulares do história do casamento foi o não comparecimento do pai da Requerente – um assunto sobre o qual eu lembrar o palácio emitiu um comunicado público. Houve muita especulação pública quanto ao razões para isso e a natureza do relacionamento da Requerente com seu pai.

No início de fevereiro de 2019, a revista People publicou um artigo sobre a Reclamante com base em informações fornecidas por cinco de seus amigos. Esse recurso estava na primeira página da revista, que foi estampada com o título “A verdade sobre Meghan”. A característica foi um retrato lisonjeiro da Requerente, dito ser baseado em informações de um círculo leal de amigos próximos”. A proximidade das relações foi destacada pela referência ao fato de que esses amigos visitaram a Requerente na Inglaterra (não está claro se separadamente ou em conjunto). o informações no artigo incluíam um relato de um “amigo de longa data” sobre eventos que levaram a o colapso da relação da Requerente com seu pai, incluindo os eventos que levaram à o casamento é seu não comparecimento ao casamento, e suas comunicações após o Casamento. Incluía uma descrição do conteúdo da carta que ela havia escrito para ele (o assunto desta reivindicação) e da carta que ele havia escrito para ela em resposta, e o reação a essa resposta.

Os artigos da revista People foram grandes eventos de notícias e foram relatados na mídia de notícias todos pelo mundo. O Réu cobriu no Mail Online, e também foi pego por muitos outros meios de comunicação nacionais. Foi uma grande notícia que a Duquesa de Sussex, um membro da família real, tinha, ao que parecia, usado amigos íntimos e confidentes para promover um altamente imagem lisonjeira de si mesma em um meio de comunicação americano, e que esses amigos deram informações de natureza bastante pessoal sobre a Requerente (e o pai da Requerente) para que saísse, incluindo informações sobre o estilo de vida e relacionamentos da Requerente. De particular significância foi a informação revelada quanto ao relacionamento do reclamante e comunicações com o pai, porque a revista People abriu pela primeira vez uma conta de eventos da perspectiva da Requerente, levando ao pai da Requerente não comparecer ao casamento e o subsequente colapso de seu relacionamento.

Após a publicação do artigo na revista People, nossa repórter Caroline baseada em Los Angeles Graham entrou em contato com o pai da Requerente (que ela já conhecia) e discutiu com ele o que havia sido publicado na revista People. Descobriu-se que ele considerou os eventos descritos no artigo Pessoas que levam ao colapso de seu relacionamento com a Requerente, incluindo sua correspondência após o casamento, foram gravemente deturpados. Um aspecto dessa declaração falsa foi que a descrição do conteúdo do carta para ele (“Pai, estou com o coração tão partido. Eu te amo. Eu tenho um pai. Por favor, pare de me vitimar através da mídia para que possamos reparar nosso relacionamento”) era falsa; a carta não procurou reparar seu relacionamento (um fato que me disseram que a Requerente agora admitiu neste alegação), e isso pode ser visto no texto da própria carta. Outro aspecto foi que o Sr.

A carta de Markle para sua filha também foi mal interpretada; ele não tinha pedido uma “oportunidade de foto” como o artigo People declarou. Os eventos que antecederam o casamento também foram descritos inteiramente do ponto de vista da Requerente e de uma forma que o Sr. Markle considerou muito injusta para com ele.

Por todas essas razões, o Sr. Markle queria que Caroline o ajudasse a esclarecer as coisas sobre o que realmente aconteceu. Para contar sua história a Caroline, ele deu a ela uma cópia da carta que a Requerente lhe enviou (“a Carta”). Ele não queria que toda a Carta fosse publicada porque ele achava que sua filha ficava horrível, mas ele queria mostrar às pessoas que eles podem ter lido na revista People era impreciso e injusto com ele. Ele também forneceu informações sobre as várias maneiras como o artigo da People e a carta da Requerente para ele, em sua opinião continha informações falsas.

Fiquei satisfeito de que havia bons motivos para publicar a história que Caroline produziu para nós. Pareceu-me claro, a partir da Carta, que seu tom e conteúdo foram deturpados pela Revista People de uma forma injusta para com Tom e parcial para com a Requerente e que portanto, distorceu a verdade sobre o que a Requerente havia escrito a seu pai. Eu li a carta como um tipo bastante legalista de “J’Accuse” – que não era como foi retratado na revista People. Portanto, parecia-me que o que Tom estava dizendo era confiável, e que ele tinha direito de corrigir o registro e era certo dar a ele a oportunidade de fazê-lo.

Também sentimos que havia outros bons motivos para relatar essa história. O artigo da People foi uma grande notícia sobre um membro proeminente da família real britânica que precisávamos cobrir devidamente. As informações que recebemos de Tom colocaram em questão a conduta do Reclamante e comportamento e, à luz de seu status real, era importante que essas questões fossem trazidas acender. Também achamos que era interessante e importante que – como parecia para nós na época e ainda o faz, apesar das negações do Reclamante – o Reclamante usou a mídia, isto é, Pessoas revista, para promover uma imagem particular, muito positiva, amorosa e cuidadosa de si mesma que ela procurado na mídia. Houve sérias questões sobre a adequação do “Meghan’s fight media back ”, como dizia o primeiro título do primeiro artigo do Mail on Sunday.

Tendo decidido publicar a história, eu estava muito claro em minha própria mente que era absolutamente vital para citar a carta do reclamante. Ficou claro que o artigo da People havia estabelecido uma descrição imprecisa do conteúdo da Carta. O resumo da mensagem da Carta conforme estabelecido no parágrafo 5 acima, era muito enganoso sobre o tom e o conteúdo da Carta. Teria sido um jornalismo muito pobre apenas para dar uma descrição mais detalhada do que estava no Carta e fazê-lo não teria estabelecido enfaticamente a imprecisão do que tinha sido publicado na revista People. Eu senti que dar aos leitores trechos impressos para eles lerem para eles próprios era uma representação muito mais justa do que tentar resumir o conteúdo para eles. Os leitores podem tomar suas próprias decisões lendo os próprios trechos. Se você resumir coisas, existe o perigo de o resumo ser parcial ou inclinado. O mais justo e de fato a única maneira eficaz de permitir que os leitores entendam exatamente o que a Requerente estava dizendo a ela meu pai deveria publicar e mostrar as palavras reais da Carta.

Além disso, se tivéssemos publicado as informações resumindo o conteúdo – ao invés de publicar trechos da carta – os leitores podem encontrar os pontos apresentados na história quanto à descrição imprecisa e injusta da Carta em Pessoas muito menos crível. Leitores são muito céticos. Eles podem ter pensado que havíamos descrito incorretamente a Carta ou mesmo que tínhamos na verdade, não vi. Você sai do seu caminho como jornalista para provar aos seus leitores que o que você está dizendo é real e verdadeiro. A razão para citar diretamente da Carta e reproduzir trechos da Carta que mostram a caligrafia da Requerente é que mostra às pessoas que essa é a verdadeira coisa. Além disso, Tom não tinha recebido a melhor imprensa até aquele momento e uma história simplesmente relatando o que ele disse sobre a Carta, sem citá-la, não teria credibilidade.

Minhas discussões com colegas sobre a história incluíram a consideração de como a própria Carta deveria ser apresentada no artigo publicado, quais bits incluir e quais bits deixar de fora. Incluímos o que acreditamos ser o mínimo necessário para estabelecer a precisão e credibilidade da nossa história. Existem partes que omitimos deliberadamente. Eles eram tangenciais ao  ponto que o pai da Requerente estava tentando fazer ao corrigir o registro e, em alguns casos, foram outras boas razões para omiti-los. Por exemplo, houve um pouco sobre a reclamante, que teria revelado informações pessoais sobre ela que nós auto censuramos. Outro exemplo foi algumas palavras que se referiam às especificações do médico de Tom questões que cortamos de uma frase. Mas nós lemos a Carta e pegamos os pedaços que nós pensamos que representam melhor seu ponto geral e tom, e também as partes que Tom nos disse serem errado. Meu vice, Tristan Davies, foi responsável por colocá-lo na página, ou seja, decidir como a história terminaria. Nosso objetivo geral era dar uma representação justa e precisa da Carta, mas sem reproduzir mais do que o necessário para alcançar precisão e justiça.

Em relação às partes da Carta que citamos, explicamos (sob cada citação) exatamente por que Tom contestou o que o Reclamante havia dito na Carta, para que os leitores entendessem as contas rivais.

Decidi que Tom deveria aprovar quanto e o que incluímos. Era uma história que ele queria contar e queríamos ter certeza de que ele estava feliz com isso. Além disso, queremos o que nós publique para estar certo. Se alguém está muito próximo de uma história, muitas vezes parece (e parecia neste caso) sensato e correto levá-los a examiná-lo antes da publicação para verificar se está tudo correto e justo. Tom aprovou os extratos que escolhemos.

Os artigos invocados pela Requerente apresentavam a mesma história geral, mas abordavam a história de diferentes ângulos. No jornal impresso, eles foram apresentados juntos em dois spreads (ou seja, mais de quatro páginas), embora no site cada parte possa ser acessada independentemente. Essa abordagem de apresentar a mesma história de maneiras diferentes é comum na prática.

Embora esta seja uma história única, certamente não é exclusiva para o Mail on Sunday e outros jornais para publicar trechos de cartas e outros documentos como parte de seus comunicando. Isso geralmente é feito por boas razões editoriais, para que os leitores possam ver o material de origem e decidir por si próprios se estão recebendo a verdade sobre uma situação particular ou relação. Isso realmente importa quando a história é de destaque ou provavelmente controversa. UMA exemplo recente no Mail on Sunday é a reprodução de material de cabogramas diplomáticos enviado pelo então embaixador britânico em Washington, Sir Kim Darroch. Publicamos uma história (exibido aqui como EV1) sobre como Sir Kim relatou a Londres em Donald Trump e sua presidência. Esta história usou extensos extratos dos próprios cabos diplomáticos, e também foi ilustrado com imagens do material. Isso transmitiu a surpreendente franqueza e termos às vezes muito coloridos em que Sir Kim informava políticos em Londres sobre o Trump Administração. Sem esse material, o leitor teria sido privado de um essencial elemento da história, que lhe emprestou verdade e plausibilidade inegáveis. Neste caso, desde o ponto de publicar certos trechos da Carta não era apenas para transmitir o que estava na Carta, mas em vez de corrigir uma descrição enganosa em um relatório anterior quanto ao seu tom e conteúdo, foi ainda mais importante que os leitores vissem trechos demonstrando que tal descrição era falso.

Informações fornecidas a mim sobre questões em disputa nestes processos

Recentemente, tive uma reunião com um membro sênior da casa real (“a fonte”). a reunião ocorreu pessoalmente há menos de três meses. Eu tinha conhecido a fonte em uma ocasião. A fonte tinha conhecimento direto dos assuntos que ele me falou sobre e quais são definidos abaixo. Não tenho absolutamente nenhuma razão para pensar que a fonte estava sendo outra coisa senão completamente verdadeiro. Eles estavam plenamente cientes das questões em disputa neste processo e como eles foram importantes para mim e para a empresa para a qual trabalho. Isso não era fofoca ou boatos: era o que eu considerava ser uma informação de alto nível de um indivíduo sério em uma posição de autoridade e responsabilidade que conhecia as implicações do que eles estavam me dizendo.

As informações que a fonte me deu incluem o seguinte:

Houve vários rascunhos da Carta (conforme definido acima).

Jason Knauf, membro da equipe de comunicações do Palácio de Kensington, trabalhou em nesses rascunhos com a Requerente.

Muitos ajustes nos rascunhos foram feitos por meios eletrônicos de comunicação.

Sara Latham, que trabalhou como profissional de comunicação para a Reclamante e seu marido, ajudou os autores de Finding Freedom desempenhando um papel que foi essencialmente verificação de fatos, para garantir que os autores não tenham entendido nada de errado.

Uma mulher chamada Keleigh da Sunshine Sachs era responsável por fazer ligações para ‘abrir portas ‘para os autores de Finding Freedom.

A fonte acredita que Omid Scobie recebeu uma cópia da carta do Requerente e que estava indo para “uma das grandes revelações” do Livro.

Que os membros da equipe real estão cientes de que têm informações sobre a verdade (das questões, neste caso) e que ‘isso está chegando’ e eles terão que contar à verdade.

 

O pai de Meghan Markle, Thomas, depôs contra sua filha no processo de violação de privacidade que a Duquesa move contra o Mail on Sunday. Abaixo, vocês lerão na integra o depoimento de Thomas.

PRIMEIRA DECLARAÇÃO DE TESTEMUNHA DE THOMAS MARKLE

Eu, Thomas Markle, direi o seguinte:

Eu sou o pai da Requerente. Estou fazendo esta declaração a pedido do Réu, que me pediu para explicar minhas razões para querer que o jornal do Réu publicasse trechos da carta de agosto de 2018 de minha filha Meg para mim.

O artigo na revista People, fevereiro de 2019

Quando li o artigo “The Truth About Meghan” na revista People, fiquei chocado com o que disseram sobre mim. Foi uma mentira total. Representou mal o tom e o conteúdo da carta que  Meg me escreveu em agosto de 2018. Rapidamente decidi que queria corrigir essa deturpação.

Pareceu que o artigo tinha sido expressamente autorizado por Meg ou ela tinha ao menos conhecimento e aprovado para sua publicação. Eu acreditava (e ainda acredito) que Meghan queria que seu relato sobre a carta fosse publicado. As fontes do artigo foram chamados de “melhores amigos” de Meg. Pareceu-me que ela deve ter usado esses amigos para passar informações para a imprensa, informações que ela queria que fossem publicadas, incluindo informações sobre a carta que ela obviamente disse a eles que havia escrito. Eu não pensei que seus amigos teriam informações sobre a carta, a menos que ela os tivesse pedido. O artigo também se refere à minha carta de volta para Meg, da qual só ela teria conhecimento.

O artigo citava um amigo de longa data de Meg falando sobre a carta. Ela foi citada como dizendo: “Depois do casamento, ela escreveu uma carta para ele. Ela disse: Pai, estou com o coração partido. eu amo você. Eu tenho um pai, por favor, pare de me vitimar por meio da mídia para que possamos reparar nosso relacionamento.” Isso sugeriu às pessoas que Meg havia me contactado com a carta, dizendo na carta que ela me amava e que ela queria consertar nosso relacionamento.

Essa sugestão era falsa. A carta não era uma tentativa de reconciliação. Foi uma crítica a mim. A carta não dizia que ela me amava. Nem perguntou como eu estava. Não mostrou preocupação com o fato de eu ter sofrido um ataque cardíaco e não ter feito perguntas sobre minha saúde. Na verdade, sinalizou o fim do nosso relacionamento, não uma reconciliação.

O artigo da revista People também deturpou minha resposta à carta. Ele disse que eu tinha respondido à carta de Meg solicitando uma oportunidade de foto: “Ele escreve a ela uma carta muito longa em troca, e ele o fecha solicitando uma oportunidade de foto com ela. E ela pensa: “É o oposto do que estou dizendo. Estou dizendo que não quero me comunicar pela mídia, e você me pedindo para me comunicar através da mídia. Você ouviu algo que eu disse?”. Isso implicava que queria uma foto por motivos de publicidade. Esse não foi o caso – com minha resposta à carta dela havia esclarecido. Eu tinha sugerido uma foto minha e da Meg juntos enquanto pensava em uma foto mostrando que se estivéssemos em um relacionamento harmonioso, a imprensa recuaria.

O artigo da People também me acusou (e minha outra filha Samantha) de “inverdades”: “Dolorosa ‘Mistruths’, a meia-irmã de Meghan, Samantha, falou criticamente sobre ela para o Reino Unido. tabloides, acusando-a de ser difícil, enquanto seu pai, Thomas, disse que ela o excluiu – afirma que seus amigos dizem que são patentemente falsas”. Foi errado a revista People dizer que eu menti sobre Meg me excluindo – ela havia me excluído, como a carta dela mostrava.

O artigo da People continha outras imprecisões sobre mim. Primeiro, sugeriu que eu era o culpado para o fim da relação já que eu a havia ignorado: “É quase como se fossem navios passando, sabe como entrar em contato com ela. Seu número de telefone não mudou. Ele nunca ligou; ele nunca mandou uma mensagem. É super doloroso, porque Meg sempre foi tão obediente. eu acho ela sempre se sentirá genuinamente arrasado com o que ele fez. E ao mesmo tempo, porque ela é uma filha, tem muita simpatia por ele”. Isso era falso. Eu tinha tentado várias vezes contatá-la depois do casamento, mas não consegui encontrar uma maneira de fazê-la falar comigo.

Em segundo lugar, um ex-colega de Meg foi citado pela revista People dizendo “Meghan foi uma rocha para todos em sua família. É uma pena que esteja sendo pintada nesta outro luz que é absolutamente falsa. Ela [cuidou de seu pai] com uma generosidade incrível. O fato de que isso poderia ser distorcido, que ela estava agindo mal ou não se importava com ele, é absurdo”. Isso era errado e injusto. Parecia que Meg sempre estava apoiando, o que não era verdade.

Minhas negociações com o Mail on Sunday 

Até ler o artigo na revista People, nunca tive a intenção de falar publicamente sobre a carta para mim. O conteúdo desse artigo fez com que eu mudasse de ideia. Foi só publicar o texto da carta para que eu pudesse esclarecer corretamente o registro e mostrar que o que a revista People publicou era falsa e injusta. O artigo deu uma imprecisão do conteúdo da carta e de minha resposta e me caluniou ao fazer de conta que eu estava sendo desonesto, explorador, em busca de publicidade, indiferente e de coração frio, deixando uma leal e filha obediente devastada. Eu tive que me defender contra aquele ataque.

Embora eu tenha sido abordado por outros jornalistas para comentar depois que o artigo na People revista foi publicada, eu decidi entrar em contato com Caroline Graham do Mail On Sunday para dizer que queria divulgar a verdade. Eu nunca pedi e nunca recebi nenhum pagamento pelo artigo.

Foi importante para mim deixar claro sobre mim e sobre o tom e o conteúdo da carta que Caroline não deveria apenas descrever o que Meg havia escrito, mas que ela deveria citar e reproduzir partes da carta. Se o público não viu a carta e leu o que dizia em suas próprias palavras, não achei que alguém fosse acreditar em mim. Naquela época, o que havia eram artigos dizendo que eu era um mentiroso, incluindo que menti sobre meu ataque cardíaco, mesmo na TV, e havia pessoas dizendo que eu não fui ao primeiro casamento de Meg quando fui. O texto da carta prova que o que foi dito na revista People sobre a carta estava errado. Ele “dissolve” o que foi dito sobre mim naquele artigo. Os leitores tinham que ver a carta por si próprios – então eles saberiam que estavam obtendo a verdade.

O Mail on Sunday respeitou meu desejo de publicar partes da carta já que era eu contando minha história e era da minha escolha dizer quais partes da carta deveriam ser publicadas para eu contar essa história. Eu, então, mostrei as partes e aprovei a publicação dessas partes. Eu poderia ter dito não se eles quisessem publicar partes da carta que eu não quisesse publicadas. A escolha era minha. Eu não queria tudo da carta sendo publicado. A razão para isso é que eu achava que a carta toda fazia Meg parecer horrível. Eu não quero atacar ou machucar ela. Eu só queria me defender contrapondo a impressão que foi dada de mim e da carta entre Meg, eu e pelo artigo da People e eu não pensei que seria necessário publicar toda a carta para fazer isso, mas era necessário publicar o que foi publicado.

 

O doador de esperma de Meghan depôs no dia 3 de dezembro de 2020 no caso Meghan vs. Mail on Sunday.

Na transcrição, pulamos os primeiros segundos iniciais que são uma publicidade feita no episódio. Na metade dele também tem outra publicidade e ela também foi ignorada aqui.

Legendas:

Ho1/Ho2/Ho3 = Hosts

H: Harry

M: Meghan

Ho1: Hoje estamos com convidados especiais, o Duque e a Duquesa de Sussex. Como vocês estão?

M: Oi, eu sou a Meghan

H: Oi, eu sou o Harry.

M: Estamos felizes de estar com vocês hoje, como vocês estão?

Ho1: Bem! É um dia lindo.

Ho2: Um pouco nervoso.

M: Não precisa ficar! Por que você está nervoso?

Ho2: Vai passar, vou conseguir. Como você supera o nervosismo?

M: Hum, acho que muito disso acontece quando você entra em ambientes que não são familiares, você não sabe o que esperar. Sempre haverá algum nervosismo. Mas se você tem uma noção do que vai acontecer, eu acho que se você está preparado e realmente confortável e sabe que é verdade, então você está realmente sendo você mesmo. E no final do dia, pessoas são pessoas. Portanto, seja qual for a sala de pessoas com quem você está, ainda é o mesmo de você levado para a mesa. Então, acho que uma vez que você esclarece isso, fica tudo bem. Mas nem funciona.. Respirar fundo é muito útil.

Ho1: Eu sei que vocês têm feito muito ativismo ultimamente. Este episódio é em homenagem ao Dia Mundial da Saúde Mental. O que vocês têm feito no campo da saúde mental?

H: Nossa quer saber? Para nós. Não acho que se limite à saúde mental. Eu acho que do jeito que tudo que está acontecendo no mundo agora, é o momento que as pessoas começam a pensar em saúde mental imediatamente. As pessoas pensam em um pequeno grupo de pessoas em oposição a cada um de nós. E eu acho que se você pudesse dizer com segurança que 90% das pessoas no planeta Terra sofreram algum tipo de trauma, alguma forma de perda, alguma forma de luto e isso varia de pessoa para pessoa, então certamente ao longo deste ano por conta da COVID. Eu acho que provavelmente é seguro dizer que 99,9%, senão 100% das pessoas experimentaram alguma forma de um desses ou todos aqueles ao mesmo tempo. Então eu acho que agora para mim, como eu disse, a saúde mental está focada nas pessoas que estão lutando. É preciso ir muito mais além do que isso para a aceitação, da apreciação de que cada um de nós tem saúde mental e cada um de nós tem coisas acontecendo nas quais precisamos falar sobre tudo o que precisamos de ajuda. Embora tenhamos alguma forma de compaixão e empatia por outras pessoas que estão passando por algo.

Ho1: Então sim, isso é definitivamente e especificamente agora porque, obviamente, quando existe uma pandemia aumenta o problema principal, você sabe, afetou desproporcionalmente diferentes tipos de comunidades. Eu mesmo, como imigrante, isso afetou minha mãe solteira. Você sabe que isso afeta pessoas, que afetam pessoas de renda mais baixa, de todos os tipos de origens. E eu acho que o adolescente é principalmente afetado, porque não tem só isso acontecendo, mas agora não tem escola. A vida social está indo embora. E, pessoalmente, sinto que minha saúde mental me colocou em uma situação muito solitária, conforme você se isola de seus amigos e se isola dessas experiências, e eu acho que é mais para falar sobre isso, porque assim que começarmos a falar sobre isso, as pessoas se sentirão menos sozinhas.

M: Sim claro. Quer dizer, acho que tem outra parte disso também, não apenas para uma faixa etária mais jovem, mas para qualquer pessoa, especialmente para o que você pontuou. Se você não está na escola, está sozinho. Está mais online, certo? E há muitas vulnerabilidades que eu acho que muitas pessoas estão experimentando. Sim, é uma ótima forma de se conectar, mas também acaba sendo um lugar onde há muita desconexão. Sabe, posso falar pessoalmente, Teo. Disseram-me que em 2019 eu era a pessoa mais perseguida em todo o mundo, homem ou mulher. Agora, oito meses disso, eu não estava nem invisível. Eu estava de licença maternidade com um bebê, mas o que era capaz de ser fabricado e produzido? É quase impossível de sobreviver. Isso é tão grande. Pensar sobre isso é difícil. Não importa se você tem 15 ou 25 anos. Se as pessoas estão dizendo coisas sobre você que não são verdadeiras, o que isso faz com a sua saúde mental e emocional é tão prejudicial. E então eu acho que do meu ponto de vista e parte do trabalho que fazemos é de nossa própria experiência pessoal, ser capaz de falar com as pessoas e entender que mesmo que nossa experiência seja única, de forma individual e obviamente, pareça muito diferente do que as pessoas vivenciam no dia a dia, ainda é uma experiência humana e universal. Todos nós sabemos o que é se sentir magoado. Todos nós sabemos o que é estar isolado. E acho que é por isso que o trabalho que vocês estão fazendo aqui é tão importante para que as pessoas saibam que há alguém para conversar. Então você não está sozinho em nada disso. Todos nós estamos tentando entender.

Ho1: Sim, quero dizer, é o nível de vulnerabilidade que realmente cria um senso de comunidade. Acho que neste momento estamos todos vulneráveis. Quer dizer, todos nós temos muitas coisas com as quais estamos lidando e que estamos lutando contra, você sabe, como você mantém uma perspectiva positiva quando você está, sabe, sendo o centro das atenções? Como você mantém essa perspectiva positiva? Como você escolhe se concentrar em seu próprio bem-estar?

H: É diferente pra cada um. mas é sim, é muito. Há seus dias bons e ruins, mas acho que colocar o seu cuidado como uma prioridade é extremamente importante porque vulnerabilidade não é um ponto fraco, mostrando vulnerabilidade no mundo de hoje, especialmente, é uma força. E certamente pudemos ver mais disso de alguns desses líderes globais, porque é. Você sabe, nós nos metemos neste buraco muito profundo, que precisamos sair, e acho que algo da sua geração pelo que vi, o que ouvi, é que a capacidade de ser capaz de falar sobre suas experiências não só ajuda você, mas está ajudando centenas, milhares, talvez até milhões cada vez que falamos sobre isso aqui e quanto mais falamos sobre isso, mais se torna normal e é normal, e não é um sinal de fraqueza. Como eu disse, é um sinal de força, não apenas uma habilidade, mas você também precisa falar sobre isso. Então você sabe, nossa situação é um tanto única, mas então cada situação de pessoa, é uma versão diferente da mesma situação. A mesma coisa com Meghan. Ela disse. Em uma escala global, foi o que aconteceu em 2019. Mas se você é uma menina, um menino na escola e você, esse é o seu mundo. Então, se você está sendo atacado ou intimidando… Qualquer que seja a situação…

M: Pode não ser o mundo inteiro, mas parece o mundo inteiro, sabe? E eu acho que para nós é isso, quais são as ferramentas, certo? Como você se mantém ancorado em que você é? Como você sobrevive a isso? Como você supera as coisas que são desafiadoras dessa maneira? Acho que o primeiro é o que vocês fazem. Você tem que falar sobre isso certo? Quanto mais você internaliza, mais desafios enfrentamos em termos de como você pode se recuperar de algo que não está disposto a falar sobre? Depois, separado disso, acho que você encontrará certas coisas que funcionaram para nós. Para mim. Eu acho que um diário é uma coisa realmente poderosa. Isso me permite refletir sobre de onde vim, e com isso vem muita perspectiva, que acho que você sabe, acho que a maioria de nós pode se conectar à ideia de que às vezes quando você está passando por algo, parece a maior coisa do mundo inteiro. Mas então você olha para trás no ano. Sim, ainda era difícil. Não era tão grande comparativamente, e não é para diminuir o que era. Mas quando você tem uma perspectiva que só é visível quando você tem como verificar com algo que você escreveu ou seus amigos para lembrá-lo. Lembra quando isso aconteceu? Acho que é muito valioso para que tudo não se torne intransponível. Há sempre uma maneira de superar algo.

H: Nós também temos uma escolha, e acho que é muito fácil ser sugado. Ser consumido pela negatividade, mas todos nós temos a escolha de sermos capazes de cortar isso de nossas vidas. Você sabe, ódio. Seguir se tornou uma coisa. Nos preocupamos com a nossa dieta, o mesmo se aplica para elevar nossa mente. O que estamos consumindo está nos afetando Então, para mim. Eu faço a escolha de não ler, de não ver e de me retirar disso e eu foco no lado esperançoso, Muito do que eu recebo de sua geração é ótimo. Mas, você sabe, para mim, meditação é a chave. E nunca pensei que seria uma pessoa que faz isso. Claro, a importância de apenas reservar um momento e criar esse tempo em seu dia para poder respirar e realmente se concentrar nas coisas que realmente importam…

M: Ele é muito dedicado a isso e faz um bom trabalho.

H: E eu acho que isso cria uma certa resiliência porque quanto mais coisas te atingem, mais forte você se torna. Mas isso não significa que você tem que sofrer silenciosamente. Realmente fale sobre isso. Como eu disse, você sabe, para nós da posição, é importante conversar sobre essas coisas, especialmente se vamos ajudar outra pessoa. Ok, então está tudo bem. Você me dá permissão para falar sobre isso, certo?

Ho2: E você fez isso especificamente há alguns anos. Falou sobre ir à terapia e como falar sobre seus sentimentos que você reprimiu o ajudou imensamente. E isso foi considerado uma grande virada de jogo no Reino Unido. E eu me pergunto se a razão, especificamente, de como os homens sentem que não temos permissão para falar sobre nossos sentimentos e os negócios na cultura da masculinidade tóxica, é como nos enganar fazendo-nos acreditar que suprimir é o caminho a seguir, em vez de mostrá-lo abertamente. E que esconder é bravura.

H: Sim, eu entendo isso completamente. Para mim, o sinal de força é falar sobre isso e quem disser o contrário, em minha mente, provavelmente é algumas daquelas pessoas que têm suas próprias coisas e precisam trabalhar nelas. O que tenho visto tanto ao longo dos anos são pessoas se escondendo atrás de nomes de usuário, especialmente, é claro, no espaço online. Há coisas que eu disse digitalmente que ninguém diria pessoalmente, é claro, mas acho que também acontece muita projeção, sabe, acho que muitas, muitas pessoas estão sofrendo muito e enlouquecendo por causa da maneira como o mundo está e por causa da câmara de eco que está sendo criada para eles pela plataforma online que eles escolheram estar. Mas também se trata de controle. Você pode controlar o que vê. Você pode controlar o que faz, portanto, sejam notificações ou vibração, toque, seja o que for, essas coisas controlam você em vez de você assumir o controle.

M: Então isso é realmente uma coisa que as pessoas freqüentemente esquecem. Estamos tão condicionados, deixando nossa experiência de usuário ser definida pela plataforma ou o que quer que esteja online, ao invés de assumir o controle de sua vida. Vocês são pessoas inteligentes, então desligue o conteúdo sugerido ou recomendado. E quanto a você? O que aconteceria se, por um dia, todo mundo simplesmente ficasse online para ver exatamente o que estão procurando, em vez do que está sendo empurrados na direção deles? Se você não estivesse apenas rolando sem pensar e acabando em alguma toca de coelho em que não estava interessado, podemos realmente pensar sobre o que faríamos com todo esse tempo extra e quem seríamos sem alguém criando nosso universo para nós, em vez de dizer: Não, eu só estava vindo aqui em busca de algo realmente positivo. Só quero ver se meus amigos estão fazendo. Seria tomar posse do ambiente de volta. É como retomar o poder e assumir o controle de nossas vidas é uma grande parte disso.

Ho3: Percebi que você age como se tivesse que falar sobre isso primeiro. Mas você já se sentiu hesitante e nervosa para falar sobre algo e como você consegue superar isso?

M: Em certo momento, você só precisa estar confortável em sua própria pele. E nesses momentos em que você fala, é melhor não falar nada? Mas qual é a alternativa? Internalizar? E o efeito adverso que vai acabar tendo em você, seus relacionamentos, seu bem estar emocional. Como meu marido estava dizendo antes, quando você pensa sobre o valor nutricional de algo, sabe, quando eles começaram a colocar informações nutricionais sobre o McDonald’s ou fast food ou o que quer que seja? E então, de repente, as pessoas ficaram realmente cientes do que estavam comendo. Você pode imaginar se houvesse uma ficha nutricional em cada site ou coisa que você acessasse e dissesse: Isso é realmente muito tóxico para a sua saúde. Se você continuar comendo isso todos os dias, vai causar isso, isso, isso e isso. Mas é isso que estamos consumindo. Estamos apenas digerindo isso em nossas mentes, digerindo em nossos corações, isso tem um efeito realmente enorme sobre nós que ninguém está falando. Então, para responder à sua pergunta quando você tiver aquele momento de dúvida se você deve falar ou falar abertamente, de novo, se você ficar em silêncio, acho que poderia ser muito pior para a sua saúde do que as pessoas dão crédito.

Ho2: Sim, quero dizer, não apenas para sua saúde. Falar sobre isso é apenas combater o estigma. Só por fazer isso, acho que se fala muito, especialmente com ativistas sobre como remover o estigma, e todos nós sabemos que devemos remover o estigma. Mas as pessoas não são necessariamente educadas quanto o motivo.. Qual é o problema desse estigma? E o que descobri é que se nós, como sociedade, abordamos o estigma da mesma forma que abordamos algo como a puberdade, menstruação, para os quais temos aula durante a escola… Eles nos dizem o que esperar, como vamos esperar, como vamos lidar com isso e que está totalmente bem e normal. Todos nós passamos por isso. Você sabe, como quando você tem sua primeira menstruação, você vai para sua mãe e diz: menstruei, Ok, vamos corrigir isso. Vamos. Tome conta disso. Você consegue. Agora, se como sociedade fizéssemos isso, mas com saúde mental e apenas disséssemos: “Sabe mãe? Eu me sinto deprimido.” Nós vamos ao médico, consertamos e saímos. E se todos falarem sobre isso em conjunto, parece que há uma luz no fim do túnel e faz você perceber que é normal.

PROPAGANDA

H: O estigma prospera no silêncio. Certo, esse é o ponto principal. Mas então, em segundo lugar, acho que é realmente importante que as pessoas se lembrem de que você não sabe se tem que ir ao médico imediatamente. E eu acho que se você permitir isso, quanto mais você ficar quieto potencialmente, mais essas questões esses pensamentos e ideias, seja o que for que seja se acumulam e viram uma bola de neve. Muitas pessoas odeiam ir ao médico.. Sim, nós sabemos, especialmente nossa saúde mental, porque muitos deles podem não ser capazes de dizer que não sabem o que está acontecendo. São os ferimentos invisíveis. Eu acho que esse tipo de coisa assusta as pessoas, mas seus amigos não são completamente estranhos. Existem tantas formas diferentes de ajuda por aí que, novamente, para mim, a mais saudável, a mais forte. As melhores pessoas que conheço são aquelas que falam abertamente sobre sua saúde mental, sem rotulá-la, necessariamente, apenas sendo aberta porque esse é o caminho. E então, uma vez que você vê o efeito, tem um efeito dominó, uma vez que uma pessoa fala sobre isso num grupo de amigos e se espalha. Existem amigos que te conhecem tem 20 anos, talvez menos pra vocês, que de repente começam a compartilhar coisas que eles desejavam contar a alguém e não percebem por que estão contando a você. Eles estão contando porque ouviram um amigo compartilhar algo sobre sua vida.

Ho2: É bem simples.

H: Ele demoraria um pouco, mas uma pergunta genuína em vez dessa ideia de se esconder. Você está bem! Porque é tudo que todos estavam vivendo neste mundo de mensagens de texto onde temos uma frase e já reagimos. Ao invés de realmente perguntar: “Você está bem?” Estou realmente perguntando como você está? Como você está se sentindo agora?  Nos últimos 4 anos, fui saber como eles estavam, e quando eu pergunto: Como vai você? Eu realmente quero saber.Todo mundo aceita qualquer resposta e eu realmente quero saber.

M: Apenas a palavra “Saúde mental” é muito difícil para as pessoas dizerem sem sentir que isso tem alguma conotação negativa. Então vamos chamar só de saúde. Porque o que está acontecendo em sua cabeça, espírito e corpo é o mesmo, está tudo conectado. E você teria uma conversa confortável sobre a saúde de alguém. Então, talvez possamos apenas expandir essa conversa sobre sua saúde emocional, falar sobre sua saúde holística, e isso inclui o que está acontecendo em sua mente. O que quero dizer é apenas falar sobre isso.

Ho1: Sim Sim. Quer dizer, essa é a ideia do podcast. Falar sobre ajuda muito. E Meghan, agora, como você está, realmente?

M: Não é engraçado? Foi há cerca de um ano atrás que alguém me perguntou isso. Estávamos em uma turnê na África do Sul. E no último dia do tour, cara, eu tava cansada. Ia dar banho ao Archie e voltar para casa.

H: Ela ainda estava amamentando.

M: Então, muitas pessoas você não conhece. É como correr uma maratona. Então, entre cada compromisso oficial, eu voltava para me certificar de que nosso filho fosse alimentado e, sim, era. Era muito. Mas no final, o jornalista me perguntou: Bem, você está bem? E eu não sabia que minha resposta receberia tanto interesse de todo o mundo, porque eu disse: “Bem… As pessoas realmente não me perguntaram se estou bem.” Eu não pensei sobre essa resposta. Eu apenas respondi honestamente, porque eu estava em um momento de vulnerabilidade, porque eu estava cansada porque não havia apresentação. Essa sou eu. Uma mãe que está com um bebê de 4,5 meses e estava cansada, mas acho que fala sobre o motivo pelo qual isso ressoou nas pessoas… Todos querem ser questionados se estão bem. E então eu diria que hoje estou indo muito bem. Obrigada!

Ho1: Que bom que tem ido bem nos últimos meses, sei que tem sido difícil e vocês tem um filho. Tenho certeza, como se já não fosse difícil ser mãe, especialmente sob aquele holofote.

M: Para qualquer mãe agora, meu Deus, para qualquer de mãe e ponto final. Ou pais ou pais solteiros, mas certamente com a COVID, nós temos sorte de ter o luxo de céus azuis e ar fresco e verde. Muitas famílias. (Som de avião) Victor, você quer que eu espere por isso? Esse som?

Ho2: Adiciona som ambiente.

H: Posso fazer o som de pássaros se você quiser.

M: Ele ama pássaros!

H: Não vamos fazer isso!

M: Archie também ama pássaros… Mas eu acho, veja o que isso tocou para as pessoas que tem essa ideia de não se sentir magoado. A mãe da criança não sente que as pessoas estão perguntando sobre ela. Você tem um bebê e todos perguntam sobre ele. Na verdade, acho que isso é normal e muito fofo. Mas em todo o mundo, houve uma onda de “Sim, pergunte-me se estou bem.” Sim, mas também acho que ressoou para as pessoas além da comunidade de mães, seja lá o que for que pegou. E então, um ano depois, eu diria: Sim, estou indo bem e os últimos meses foram complicados para todos.. Certamente não podemos reclamar. Temos sorte. Todos nós temos nossa saúde. Temos telhados sobre nossas cabeças.

H: Olha, a parte única do nosso trabalho é, tudo o que você está passando e tudo o que outras pessoas passam, é tudo relativo àquele ambiente em que eles estão. Eu penso muito nas muitas comunidades e indivíduos com quem falamos muito sobre no ano passado, pois a maioria das pessoas com quem conversei em Londres ficaram presas no Reino Unido, ficaram presas em um prédio alto de apartamentos, não sendo incapazes de ver qualquer grama aberta e espaços verdes abertos. E eu acho que você sabe, nós fomos e sentimo-nos incrivelmente gratos, felizes por ser capazes de ter um espaço ao ar livre onde nosso filho deu seus primeiros passos, um espaço ao ar livre onde ele só pode ter espaço suficiente para correr e se mover assim. Isso foi realmente uma benção. Isso me lembra de quantas pessoas simplesmente empilhadas umas em cima das outras e assim o fazem por meses e o que isso deve fazer com a saúde mental dessas pessoas. Portanto, é uma coisa real. Mas como eu disse, cada um de nós tem saúde mental. Todos, cada um de nós precisa priorizar o nosso bem-estar emocional, porque se você não está fazendo isso por si mesmo é provável que você esteja afetando aqueles que você mais ama. E essa também é uma parte muito importante, porque pode parecer realmente isolante para o indivíduo. Mas quando você realmente se abre, quando você começa a compartilhar, a conexão que você sente com a família, amigos, estranhos é extraordinária. Você se sente parte de uma comunidade. E, como eu sempre disse para Meghan, fazendo antes mesmo de conhecê-la, eu tinha esse profundo senso de comunidade. assim que comecei a falar sobre minha própria saúde mental porque é uma comunidade de pessoas que não importa o que aconteça, cada pessoa quer ter certeza de que ninguém mais passará por aquilo que passou. Sim, essa é uma comunidade da qual quero fazer parte, e é uma comunidade que todos nós deveríamos fazer parte.

M: Antes de encerrarmos, gostaria de saber, já que vocês muito gentilmente me perguntaram como estou indo, como cada um de vocês, neste momento, se sentem? Quais são os desafios que vocês acham que estão surgindo para vocês. E quais são as coisas com as quais você se sente em paz?

H: Em um nível pessoal. E num nível geral.

Ho3: Bem, antes da entrevista, eu estava definitivamente muito nervosa. Só de falar com vocês me fez sentir muito melhor. E eu me lembro de você dizer que acabou de falar sobre algo vulnerável, como um grupo de amigos ou apenas seus amigos. No último episódio, falamos sobre uma morte na família e só de falar sobre isso foi um alívio. Foi tirar um peso do meu ombro. Então, sim, eu definitivamente concordo com você nisso, porque algo tão simples como dizer como isso afetou você realmente muda você. Mas sim, agora estou indo bem, e acho que estou apenas animada e nervosa com o que está por vir, especialmente por sermos veteranos no ensino médio. Então, como a próxima coisa, você sabe, O que você vai fazer quando sair?

Ho2: Hum, para mim, obviamente, ainda estou um pouco nervoso, mas está muito melhor agora, em termos de, você sabe, ser vulnerável. Sempre fui uma pessoa realmente aberta sobre o que estou passando e minha saúde mental. Mas recentemente tenho me sentido um pouco mais hesitante em não compartilhar meus problemas porque, você sabe, você está apenas se preocupando consigo mesmo e como se estivesse contando a seus amigos sobre a família, sobre seus problemas. Mas então você fica com medo de estar projetando essa energia negativa ou algo semelhante a eles. E isso faz você querer se isolar novamente. Então, sim, estou apenas tentando encontrar um balanço e uma maneira de compartilhar, mas não compartilhar demais.

H: Você sabe quantas pessoas se sentem assim? Na verdade, para as pessoas que são capazes de sentir e sentir isso, há algo que outras pessoas nunca sentiriam, eu acho que é um certo senso. É muita bravura fazer isso. Então, realmente reconheça como você está realmente se sentindo, como este evento ou como aquele evento realmente me fez sentir….

M: Tem como reformular isso. Muitas vezes as pessoas sentirão que você está jogando algo sobre elas. Ou talvez esse seja o fardo que você queira colocar em alguém. “Poxa, eles estão tendo um ótimo dia. Não quero despejar todas as minhas coisas neles.” Talvez você aborde isso de uma maneira diferente com um amigo e diga: “Estou realmente preocupado em despejar tudo isso em você, mas não é isso que estou pedindo. Estou perguntando se você pode… Eu nem estou pedindo para você carregar isso por mim. Mas você poderia carregá-lo comigo por um minuto? Ou você pode apenas segurar isso comigo por um minuto enquanto eu trabalho nisso?” E dessa forma não está colocando o fardo sobre mais ninguém, mas é o reconhecimento de que é muito peso para eu carregar sozinho, e se você pudesse apenas me ajudar nisso neste momento, eu poderia ser capaz para superar. E então parece muito mais gentil e uma maneira de você pedir ajuda e assim não pareça tão difícil para alguém aceitar.

H: E às vezes, essa ajuda é a escuta. As pessoas sentem que você está os procurando com essas questões. “Eu vou ter que ter uma resposta. Eu vou ter que ajudar. Eu não sei o que estou fazendo. Não posso te ajudar, não sou médico.” Eu não estou pedindo uma solução, estou pedindo pra você ouvir.

M: Nesses momentos existem duas opções. Você pode tentar ir além ou potencialmente desmoronar. mas use o momento para ir além e se conectar.

H: E se sentir melhor com isso.

Ho1: Acho que voltando ao assunto de como estamos. Obrigado por perguntar. Isso realmente significa muito, porque quando você conhece uma pessoa, compartilha algo pessoal, a conversa começa. Pessoalmente, definitivamente há muita felicidade na minha vida agora, mas com essa felicidade às vezes vem a culpa que você merece ser feliz. Sabe, se você cometeu um erro em sua vida como se você merecesse perdoar a si mesmo, quem dá o papel do perdão? E acho que lidei muito com isso por um tempo. Eu mereço essa felicidade? E quem tipo de, sabe, quando posso ser incondicionalmente feliz e não me sentir culpado pela tristeza de outra pessoa? Se o mundo está triste, você pode ficar feliz quando o mundo estiver triste? É basicamente com o que eu lido internamente? Muito.

M: Como você concilia tudo isso?

Ho1: Não tenho certeza se é um processo. Em que tento apenas encontrar maneiras de devolver e aprender mais sobre o perdão e que é importante. E falar sobre isso com todos e lidar com seus problemas.

M: E eles não são mutuamente exclusivos, que coisas podem estar acontecendo no mundo e você está fazendo sua parte para torná-los melhores. E nisso você ainda merecia alegria. E você ainda merece ser feliz.

M: Obrigada!

Ho1: Big H, Harry, obrigada por virem. Por falarem com a gente, vão ajudar muitas pessoas.

H: Muito bem.  Continuem assim, nunca parem. Cada vez que você faz um podcast, tenho certeza. Sim. Milhares de jovens. Uma coisa minima vai ressoar com eles. Nunca seria explicado a eles da maneira que acabaram de ouvir de vocês ou de onde quer que vocês estejam falando. E você tem que se lembrar disso. E talvez você repita as mesmas coisas, mas alguém sempre vai se identificar.

M: E não pensem que vocês sabem o que é. Alguém vai encontrar seu bilhete dourado nas coisas que nós menos imaginamos.

Transcrito E traduzido pela Equipe MMBR. Esse trabalho custou tempo da equipe, então, se você for utilizar parte deste texto, peça permissão E DÊ CRÉDITOS.

Estudo após estudo mostrou que as mulheres, e especialmente as mulheres negras, são desproporcionalmente visadas pelo cyberbullying nas plataformas de mídia social.

Mas poucos atraíram o nível de trollagem racista e sexista que Meghan, a Duquesa de Sussex, atraiu nos últimos anos.

Para minha própria autopreservação, não estive nas redes sociais por muito tempo,

disse a duquesa a Emma Hinchliffe da Fortune no Fortune Most Powerful Women Next Gen Summit, que começou na terça-feira.

Eu fiz uma escolha pessoal de não ter nenhuma conta, então não sei o que existe e, de muitas maneiras, isso é útil para mim.

Nos últimos quatro anos, a atriz e ativista que virou duquesa foi dissecada e, em muitos casos, desacreditada na Internet. Ela falou sobre as consequências do comportamento digital tóxico em uma conferência anterior da Fortune no mês passado e revisitou o tópico – com uma tendência para o autocuidado e outros pensamentos sobre como as mulheres podem liderar com cautela e coragem – durante o evento desta semana. Meghan falou com a Fortune virtualmente de sua casa na Califórnia.

Construir comunidades online mais saudáveis ​​se tornou um foco para Meghan. Junto com seu marido, o príncipe Harry, criaram a Fundação Archewell, que visa abordar e mostrar o lado negativo da mídia social e avançar em outras causas que são essenciais para o casal.

Sua conversa com a Fortune chega em um momento em que todos os olhos estão voltados para plataformas como Facebook e Twitter, e o impacto que campanhas de desinformação e conspiração que florescem nesses sites podem ter nas próximas eleições presidenciais dos EUA. Claro, há também a questão do impacto muito real na saúde mental que o uso da mídia social tem sobre muitos usuários.

Tenho muitas preocupações com as pessoas que se tornaram obcecadas por isso [mídia social]. As pessoas viciadas em drogas são chamadas de usuários e as pessoas que estão nas redes sociais são chamadas de usuários. Há algo ali, algoritmicamente, que está criando essa obsessão.

O conselho da duquesa para o público de líderes femininas em ascensão é ser consciente e não reforçar o mau comportamento por meio de retuítes e repostagens.

Enquanto você está construindo sua marca, enquanto você está interagindo com amigos online, apenas esteja ciente do que está fazendo. Entenda que não se limita a esse momento – que você está criando uma câmara de eco para si mesmo.

Sem dúvida, ser uma figura pública sempre traz suas vantagens – e suas armadilhas. Mas o nível e a escala das críticas permitidas pelas plataformas de mídia social não têm precedentes. E por qualquer motivo que seja, Meghan atraiu o pior tipo de atenção que a Internet tem a oferecer. Não é de admirar, então, que a duquesa analise cada movimento e escolha de palavras dela – antes que outros o façam. Como uma nova mãe em destaque, ela tem ainda mais cuidado ao escolher como usar sua plataforma.

Meu instinto é que isso me torna mais corajosa, disse ela quando questionada se a maternidade a tornou mais corajosa ou cautelosa. Isso me deixa muito preocupada com o mundo que nossos filhos vão herdar. Ao mesmo tempo, tenho o cuidado de não colocar minha família em risco ao [dizer] certas coisas – tento ser muito clara com o que digo e não torná-lo controverso.

É mais fácil falar do que fazer. No mês passado, a duquesa americana e seu marido falaram em um esforço para incentivar os americanos a votarem nas eleições de 2020. E claro, o casal foi posteriormente examinado, criticado e até mesmo acusado de interferir nas eleições que se aproximavam – em uma escala que só foi possível pela internet.

 

Artigo da Fortune Magazine.

Tradução e adaptação: Equipe MMBR.

A Duquesa de Sussex refletiu sobre como os últimos meses na América – incluindo a crise do COVID-19, o Black Lives Matter Movement e as eleições presidenciais de 2020 – estão afetando nossa cultura em geral.

Como convidada especial do Most Powerful Women Summit da Fortune, que começou hoje, Meghan falou com a editora da Fortune, Ellen McGirt, sobre como a sociedade pode trabalhar em conjunto para renovar o mundo digital, especialmente em meio a um momento tão tumultuado para o país. Nos últimos meses, Meghan e seu marido, o príncipe Harry, têm feito uma campanha consistentemente contra a disseminação de desinformação e discurso de ódio online com suas respectivas patronagens e durante outros eventos virtuais.

Parece tão fantasioso, mas esse é realmente o estado atual das coisas e está moldando a forma como interagimos uns com os outros on-line e off-line – e essa é a parte que é importante. Não é apenas uma experiência isolada. Isso transcende a forma como você interage com qualquer pessoa ao seu redor e, certamente, seu próprio relacionamento com você mesmo.

A duquesa continuou, compartilhando que ela vê o clima cultural atual, muito moldado pela pandemia de coronavírus em curso, como um momento híbrido que permite a sociedade desacelerar e “reiniciar”, bem como sentar e analisar as questões que atualmente afetam os americanos como um todo.

 “[Nós] todos estamos passando por uma reinicialização e todos nós estamos passando por um momento de ajuste de contas – e provavelmente uma reavaliação do que realmente importa. Para mim, tem sido incrível passar um tempo com meu marido e ver nosso filho crescer e é aí que a nossa atenção está. Além, é claro, de como podemos fazer parte da mudança de energia que tantas pessoas desejam agora e tudo o que podemos fazer para ajudar nesse âmbito.

Meghan reiterou a importância de trabalhar para moldar uma experiência online mais gentil e humana e expressou que sua fundação sem fins lucrativos com Harry, Archewell, trabalharia para defender esses mesmos valores.

Parte do nosso foco com a Fundação Archewell é apenas garantir que estamos ajudando a promover comunidades positivas saudáveis ​​- online e offline – para nosso bem-estar coletivo. Na verdade, inclui apenas não contribuir ou mesmo clicar em informações falsas. E quando você sabe que algo está errado, relate e fale sobre isso, garantindo que os fatos estão sendo divulgados. Acho que é algo claro e tangível que todos poderiam estar fazendo.”

Meghan concluiu sua aparição com uma citação da famosa artista Georgia O’Keeffe, aludindo à sua própria experiência pessoal como uma figura altamente notável existente na era da mídia social.

Eu costumava ter uma citação em meu quarto muito tempo atrás, e isso ressoa agora, talvez mais do que nunca quando você ouve o barulho cruel que pode estar no mundo, e é de Georgia O’Keeffe”. ‘Já decidi por mim mesma, então a bajulação e a crítica vão pelo mesmo ralo, e estou bastante livre’. No momento em que você for capaz de se libertar de todas essas outras opiniões do que você sabe ser verdade, é muito fácil viver com a verdade e com autenticidade, e é assim que escolho me mover pelo mundo.”

Matéria da Harper’s Bazaar traduzida e adaptada pela equipe MMBR. 

Na noite de ontem, Meghan e Harry participaram do evento virtual para revelar as 100 pessoas mais influentes da Revista TIME. O casal deu uma mensagem que falou sobre ódio na internet e claro, as eleições presidenciais dos Estados Unidos que acontecerá em novembro.

Quando votamos, nossos valores são colocados em prática e nossas vozes são ouvidas. Sua voz é um lembrete de que você importa. Porque é verdade. E você merece ser ouvido.

Desde que saíram dos deveres reais no início do ano, ambos tem utilizado sua voz mais diretamente para combater injustiças e Meghan, que é norte-americana tem usado sua voz ativamente sobre a importância do voto este ano. Não seria diferente na mensagem dada no #TIME100, a diferença aqui é que Harry também se envolveu na campanha pró-voto corroborando Meghan, já que na entrevista feita com Emily do The19th* disse que Harry nunca pôde votar.

Harry não só falou sobre a importância de votar, como deixou transparecer o desejo de votar nos Estados Unidos assim que possível. E não, não foi uma quebra de protocolo real já que ele não falou em nome de nenhum político em específico.

Nessa eleição, eu não vou poder votar aqui nos Estados Unidos, mas muitos de vocês não sabem que eu nunca pude votar no Reino Unido toda minha vida. À medida que nos aproximamos de novembro, é vital que rejeitemos a incitação ao ódio, a desinformação e a negatividade online.

O casal também comentou sobre a incitação de ódio que existe no âmbito virtual, um assunto que muito interessa a Harry e sobre a necessidade de se criar um mundo mais cheio de compaixão.

Quando o mal é maior que o bem, para muitos, a gente notando ou não, atrapalha nossa habilidade de agir com compaixão. E a habilidade de nos colocarmos no lugar do outro. Quando uma pessoa compra a negatividade da internet, os efeitos são sentidos de forma exponencial. É hora de não apenas refletir, mas agir.

A revista TIME anualmente elabora uma lista com as 100 pessoas mais influentes do mundo. Este ano, como estamos vivendo um ano atípico, muitos indivíduos menos conhecidos e extraordinários que aproveitaram o momento para salvar vidas, construir um movimento, levantar o espírito, reparar o mundo foram adicionados a lista.

Harry e Meghan parabenizaram aqueles que foram nomeados pela TIME.

Há pouco mais de quatro semanas, minha esposa e eu começamos a ligar para líderes de negócios, chefes de grandes corporações e diretores de marketing de marcas e organizações que todos usamos em nossas vidas diárias.

Nossa mensagem era clara: o cenário digital está ruim e empresas como a sua têm a chance de reconsiderar seu papel no financiamento e suporte de plataformas online que contribuíram, estimularam e criaram as condições para uma crise de ódio, uma crise de saúde e uma crise da verdade.

Fizemos isso ao mesmo tempo em que foi lançada uma campanha de direitos civis e justiça racial chamada Stop Hate For Profit, que busca alterar as políticas online em torno do discurso de ódio – nesse caso, as políticas do Facebook – pedindo às empresas que compram regularmente anúncios digitais na plataforma para reter seus gastos com publicidade no mês de julho. No final do mês passado, a campanha (liderada por organizações respeitadas como a Antidefamation League, Color of Change e a NAACP) enviou uma mensagem de US$ 7 bilhões por meio de retenções em dólares de anúncios.

Alguns podem perguntar por que uma campanha para mudança visaria a publicidade online. Bem, muitos de nós amam e apreciam as mídias sociais. É um recurso aparentemente gratuito para conectar, compartilhar e organizar. Mas na verdade não é gratuito; o custo é alto. Sempre que você clica, eles aprendem mais sobre você. Nossas informações, dados particulares e hábitos desconhecidos são negociados por espaço e dólares em publicidade. O preço que todos pagamos é muito mais alto do que parece. Enquanto normalmente somos o consumidor que compra um produto, neste mundo digital em constante mudança, somos o produto.

Enquanto as empresas tomavam suas próprias decisões sobre o que fazer em julho, sentimos a necessidade de dizer nosso lado sobre o surgimento de uma economia sem supervisão, descontrolada e divisiva. Sempre acreditamos que indivíduos e comunidades prosperam quando as estruturas ao seu redor são construídas com compaixão, confiança e bem-estar. Infelizmente, essa crença está em desacordo com muito do que está sendo experimentado pelas pessoas nas mídias sociais.

A partir de conversas com especialistas nesse espaço, acreditamos que precisamos remodelar a arquitetura de nossa comunidade online de uma maneira definida mais pela compaixão do que pelo ódio; pela verdade em vez de desinformação; pela equidade e inclusão em vez da injustiça e do medo; por discurso livre, em vez de armado. Essa remodelação deve incluir os líderes do setor de todas as áreas que traçam uma linha contra práticas online inaceitáveis, além de serem participantes ativos no processo de estabelecer novos padrões para o nosso mundo on-line. As empresas que compram anúncios online também devem reconhecer que nosso mundo digital afeta o mundo físico – nossa saúde coletiva, nossas democracias, a maneira como pensamos e interagimos, como processamos e confiamos nas informações. Porque, se somos suscetíveis às forças coercitivas nos espaços digitais, temos que nos perguntar – o que isso significa para nossos filhos? Como pai, isso é especialmente preocupante para mim.

Na década de 1970, houve um estudo inovador sobre os efeitos sociais da exposição ao chumbo e crianças. A pesquisa encontrou uma conexão clara entre o acúmulo de chumbo em crianças e seu desenvolvimento mental. Atualmente, não há debate sobre os perigos do chumbo, mas, na época, o desenvolvimento encontrou forte resistência por parte dos líderes da indústria (o chumbo era amplamente utilizado em produtos como gás, tinta doméstica e tubulações de água). Eventualmente, amplas reformas em saúde e meio ambiente foram implementadas para mudar isso. Sabíamos que algo era prejudicial à saúde de nossos filhos, por isso fizemos as alterações necessárias para mantê-los seguros, saudáveis ​​e bem.

Os pesquisadores com quem conversei estão estudando como as mídias sociais afetam as pessoas – principalmente os jovens – e acredito que o banco de dados que analisaremos um dia será incrivelmente perturbador.

Quando fazemos a coisa certa, quando criamos espaços seguros tanto online quanto offline – todos ganham.

Em todo mundo, por muitas razões, estamos no ponto de reviravolta – um que tem potencial para ser transformador. Em todas as áreas da vida, a reconstrução de comunidades compassivas e confiáveis ​​precisa estar no centro de onde vamos. E essa abordagem deve se estender à comunidade digital, da qual participam bilhões de pessoas todos os dias. Mas não deve ser punitivo. Quando fazemos a coisa certa, quando criamos espaços seguros online e offline – todos ganham. Até as próprias plataformas.

Meghan e eu ouvimos argumentos semelhantes feitos por líderes de tecnologia humanitária com quem nos reunimos na Universidade de Stanford no início deste ano, por especialistas em direito da Internet, por neurocientistas e, mais importante, por jovens que cresceram em um mundo totalmente conectado.

Temos a oportunidade de fazer melhor e refazer o mundo digital, olhar para o passado e usá-lo para informar o futuro. Devemos olhar atentamente para as últimas duas décadas, onde os avanços na tecnologia e na mídia superaram muitas das grades de proteção antiquadas que antes asseguravam que estavam sendo projetados e usados ​​adequadamente. Não deve ser visto como uma coincidência que o aumento da mídia social tenha sido acompanhado por um aumento da divisão entre nós globalmente. Os próprios algoritmos e ferramentas de recomendação das mídias sociais podem direcionar as pessoas para o radicalismo e o extremismo, que eles talvez não adotassem de outra maneira.

Atualmente, existem bilhões de pessoas – em meio a uma pandemia global que levou centenas de milhares de vidas – que dependem de feeds de informações acionados por algoritmos para fazer julgamentos sobre fato versus ficção, sobre verdade versus mentira. Alguém poderia argumentar que o acesso a informações precisas é mais importante agora do que em qualquer outro momento da história moderna. E, no entanto, os próprios lugares que permitem que a desinformação se espalhe parecem cruzar os braços quando solicitados a assumir a responsabilidade e encontrar soluções.

Todos nós precisamos de uma melhor experiência online. Conversamos com líderes do movimento pela justiça racial, especialistas em tecnologia humana e defensores da saúde mental. E a opinião coletiva é abundantemente clara: não temos o luxo do tempo.

Precisamos de uma reforma digital significativa e, embora o papel dos formuladores de políticas e reguladores seja importante, não podemos esperar que eles decidam as próximas etapas. Este é um momento para empresas de todo o mundo – empresas com modelos de negócios e publicidade diretamente vinculados às plataformas digitais – para considerar como podem trazer reformas para garantir a melhoria de todos.

Foi relatado recentemente que, pela primeira vez, os gastos com publicidade digital devem eclipsar os gastos com anúncios na mídia tradicional. Pense no que isso significa. Os padrões e práticas que os anunciantes contam quando colocam seus comerciais na televisão, por exemplo, não se aplicam quando se trata do espaço on-line – provavelmente a maior emissora do mundo. E pela primeira vez na história, os gastos com anúncios nesse espaço relativamente sem lei estão começando a ofuscar os espaços mais tradicionais. É provável que nenhum fabricante coloque seu anúncio de televisão ao lado desse tipo de toxicidade, mas devido à natureza do mundo digital, esse anúncio pode ser imprensado entre incitar propaganda.

Portanto, existe um enorme valor para os anunciantes sentados à mesa com líderes de advocacia, líderes de políticas e líderes da sociedade civil, em busca de soluções que fortaleçam a comunidade digital e protejam sua natureza livre e aberta.

Para as empresas que compram anúncios online, uma coisa é inequívocadamente negar o ódio e o racismo, a supremacia branca e o anti-semitismo, as desinformações perigosas e uma cultura online bem estabelecida que promove a violência e o fanatismo. Outra coisa é que eles usem sua alavancagem, inclusive por meio de dólares em publicidade, para exigir mudanças nos próprios lugares que oferecem um refúgio seguro e veículo de propagação ao ódio e à divisão. Esperamos ver essa abordagem entre os líderes do setor se tornar realidade. Por um lado, o grupo da indústria GARM (the Global Alliance for Responsible Media) – a Aliança Global para Mídia Responsável – se comprometeu a avaliar padrões e definições em torno do discurso de ódio online.

Mas isso é apenas o começo. E nossa esperança é que seja o começo de um movimento em que nós, como pessoas, colocamos a comunidade e a conexão, a tolerância e a empatia, e a alegria e a bondade acima de tudo. A internet nos permitiu nos unir. Agora estamos conectados a um vasto sistema nervoso que, sim, reflete o nosso bem, mas muitas vezes também amplia e alimenta o nosso mal. Podemos – e devemos – incentivar essas plataformas a se redesenharem de maneira mais responsável e compassiva. O mundo sentirá isso, e todos nós nos beneficiaremos com isso.

Príncipe Harry é o Duque de Sussex.

 

Tradução & adaptação: Equipe Meghan Markle Brasil.

Como defensores de justiça e igualdade racial em todo o mundo, o príncipe Harry e a Duquesa Meghan garantiram consistentemente que eles sempre falem e ajudem os outros a serem ouvidos.

O Duque e a Duquesa de Sussex continuaram essa promessa quando se juntaram a jovens líderes de todo o mundo na semana passada para uma conversa aprofundada sobre igualdade de direitos e justiça.

Em resposta ao movimento Black Lives Matter, o Queen’s Commonwealth Trust – que patrocina, financia e conecta jovens líderes ao redor do mundo – mantém discussões semanais com jovens da rede e como presidente e vice-presidente da organização (respectivamente) , Harry e Meghan estavam ansiosos para participar da conversa mais recente.

Durante a discussão virtual em 1º de julho, o casal se conectou com os jovens da rede para falar sobre a importância de garantir que esse momento crítico seja usado para promover os direitos humanos e a justiça, a necessidade urgente de buscar soluções práticas e de longo prazo para a comunidade no futuro e por que é essencial desafiar o viés inconsciente e reconhecer os erros do passado. Harry disse ao grupo:

“Não podemos negar ou ignorar o fato de que todos nós fomos educados a ver o mundo de maneira diferente. No entanto, quando você começa a perceber que existe esse viés, precisa reconhecê-lo, precisa fazer o trabalho para se tornar mais consciente… para poder ajudar a defender algo que é tão errado e não deve ser aceitável em nossa sociedade hoje.”

Meghan expandiu o tema do preconceito inconsciente, acrescentando que muitas vezes se manifesta de maneiras secretas e complicadas.

“Não são nem nos grandes momentos, é nos momentos tranquilos onde o racismo e o preconceito inconsciente estão e prosperam. Torna confuso para muitas pessoas entender o papel que desempenham nisso, passiva ou ativamente. A condescendência das pessoas as faz cúmplices desse problema. E como alguém que já teve experiências pessoais negativas com a condescedência de outros, eu sei que não é suficiente ser um telespectador. “

Os Sussexes juntaram-se à conversa com Chrisann Jarrett, administradora do QCT, cofundador e co-CEO da We Belong; Alicia Wallace, diretora da Igualdade Bahamas; Mike Omoniyi, fundador e CEO da The Common Sense Network; e Abdullahi Alim, líder da rede Global Shapers do Fórum Econômico Mundial de jovens líderes emergentes na África e no Oriente Médio.

Alim, que mora na Austrália, chamou os futuros líderes a aprender com aqueles que tentaram abordar questões sistêmicas antes, a valorizar a experiência vivida e a lembrar que “em qualquer situação, é sempre melhor permitir que grupos implicados determinem o que eles acham que o melhor curso de ação é “. Meghan concordou rapidamente, acrescentando que é para as pessoas “saberem quando liderar e saberem quando ouvir”.

Enquanto o grupo discutia a história da injustiça e por que ainda enfrentamos tantos problemas relacionados ao redor do mundo, Harry explicou:

“Quando você olha para a Commonwealth, não há como seguir adiante, a menos que reconheçamos o passado. Muitas pessoas fizeram um trabalho tão incrível de reconhecer o passado e tentar corrigir esses erros, mas acho que todos reconhecemos que ainda há muito a fazer. Não será fácil e, em alguns casos, não será confortável, mas precisa ser feito, porque adivinhem, todos se beneficiam.”

Meghan também acrescentou:

“Nós vamos ter que ficar um pouco desconfortáveis ​​agora, porque é apenas através desse desconforto que chegamos ao outro lado disso e encontramos o lugar onde a maré alta eleva todos os navios. A igualdade não deixa ninguém para trás, coloca todos nós no mesmo pé – o que é um direito humano fundamental. ”

Wallace, cuja iniciativa da Igualdade nas Bahamas defende a igualdade por meio da educação e promove os direitos das mulheres como direitos humanos, falou sobre a importância de aproveitar esse momento a tempo de tomar medidas significativas.

“Agora é um momento tão poderoso, porque podemos combinar as coisas que já sabemos e as que estamos aprendendo com a emoção crua que estamos sentindo agora. E é natural sentir tristeza e raiva, mas na verdade precisamos mudar isso e transformá-lo em uma energia que possamos usar para ações reais e sustentáveis . Cada um de nós precisa se perguntar o que estou disposto a fazer no momento e como contribuirei para a mudança que não podemos mais fingir que não é necessária”.

O grupo também discutiu a importância de uma aliança significativa. Omoniyi, cuja rede Common Sense Network, financiada pela população, fornece notícias e comentários sociais imparciais e baseados em fatos, disse que a aliança precisa ir além da mídia social.

“Depois de pressionar enviar online, as pessoas precisam arregaçar as mangas e fazer o trabalho. Existe uma série de coisas que significa ser aliado, mas o ímpeto deve ser humildade, bondade e vontade de aprender coisas novas”.

Meghan acrescentou que os dois estavam esperançosos em relação às ambições do QCT de fazer a diferença “em promover mudanças sistêmicas para melhor”, que tem sido uma pedra angular no trabalho mais amplo da rede sobre injustiça histórica desde o final de 2019.

“Saiba que estamos com vocês, em solidariedade. Vamos chegar lá, e temos muita fé e energia renovadas em termos tido essa conversa”.

Harry acrescentou com entusiasmo:

“O otimismo e a esperança que temos é de ouvir e falar com pessoas como você, porque não há como voltar atrás agora, tudo está subindo à cabeça. Existem soluções e as mudanças estão acontecendo muito mais rapidamente do que nunca… Essa mudança é necessária e está chegando. “

O Príncipe Harry e a Duquesa Meghan estão voltando ao trabalho.

Na quarta-feira, foi revelado que o Duque e a Duquesa de Sussex se voluntariaram na organização Homeboy Industries, em Los Angeles. A organização é um grupo comunitário de justiça social que trabalha para melhorar a vida de pessoas anteriormente encarceradas e/ou envolvidas com gangues na cidade.

A Homeboy Industries publicou nas suas mídias sociais para compartilhar fotos da visita dos Sussexes. Nas fotos, Harry e Meghan podem ser vistos usando máscaras protetoras, redes de cabelo, luvas e aventais enquanto trabalhavam ao lado das equipes de padaria e café da organização.

 

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Thank you to Harry and Meghan, The Duke and Duchess of Sussex, for visiting and standing in kinship with our Café and Bakery teams yesterday! Our staff was thrilled to work alongside them as they helped prepare food and learned more about our newly launched #FeedHOPE program, which employs our program participants to provide meals to food-insecure seniors and youth across Los Angeles in the wake of the #COVID19 pandemic. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ For 32 years, Homeboy Industries has stood as a beacon of hope in Los Angeles to brave men and women seeking to transform their lives after gang-involvement and incarceration. Each year, we provide support to nearly 9,000 individuals through job training and free services such as tattoo removal, mental health services, GED classes, legal services, and more. Above all, we provide space for our clients to heal from intergenerational cycles of violence in a community of radical compassion. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ If you’d like to help provide second chances to brave men and women and their families, visit our website and stand with us at the link in our bio. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ 📷 Credit: The Duke and Duchess of Sussex.

Uma publicação compartilhada por Homeboy Industries (@homeboyindustries) em

O casal juntou-se aos membros da equipe Homeboy e Homegirl para uma sessão de culinária e conversa, e trabalhou para preparar comida para o programa #FEEDHope, que emprega os participantes do Homeboy para fornecer refeições a idosos e jovens vulneráveis ​​em toda a área de Los Angeles em meio à crise do coronavírus.

Obrigado a Harry e Meghan, Duque e Duquesa de Sussex, por visitarem e permanecerem junto com nossas equipes de café e padaria ontem! Nossa equipe ficou emocionada em trabalhar ao lado deles, ajudando a preparar os alimentos e aprendendo mais sobre o nosso recém-lançado programa #FeedHOPE, que emprega os participantes do programa para fornecer refeições a idosos e jovens com insegurança alimentar em Los Angeles por conta da pandemia de COVID-19.

O Padre Greg Boyle que é fundador da organização Homeboy, já trabalhou em colaboração com a escola de ensino médio de Meghan, a Imaculate Heart High School. Meghan trabalhou anteriormente com Boyle e Homeboy Industries há quase 20 anos, quando participou de uma oficina de culinária com sua mãe, Doria Ragland.

Em entrevista, Boyle falou sobre a visita e Meghan ter conversado em espanhol com uma das participantes do projeto, já que era a sua língua materna. O Padre e outras pessoas com quem os Sussexes trabalharam ficaram surpresos com a fluência de Meghan. Boyle também comentou sobre Meghan ter muita consciência em relação ao racismo sistêmico, pessoas sem teto e justiça criminal.

Ela não é alguém que precisa ser apresentada a esses assuntos, ela nos apresenta a eles.

Outros membros da equipe também eram só elogios ao casal. Carlos Nietto disse que a primeira coisa que reparou em Meghan era o fato de ela usar Huaraches — sandálias típicas do México — e ter achado isso muito interessante.

Tinha mais gente da equipe da Homeboy do que seguranças (da equipe dos Sussexes). Eles são muito humildes, pé no chão e ajudaram a preparar parte ds refeições.

Carlos comentou que do lado de fora tinha um paparazzi que tentou o persuadir a falar alguma coisa, mas Carlos negou porque pensou na Princesa Diana e disse para o paparazzi sair de lá. (A equipe desse site aprova).

Sharon Stone comentou sobre a mudança do casal para Los Angeles e o ativismo que já está em ação.

O que é interessante sobre eles é que não vieram aqui se aproveitar da comunidade. Eles vieram aqui para ser parte da comunidade. Uma amiga comentou comigo sobre tê-los visto andadno de bicicleta enquanto ela estava no sinal vermelho. É disso que eu falo, eles são parte da comunidade generosa e caridosa que somos. Eles não estão aqui pedindo para serem bajulados.

Harry e Meghan podem estar afastados do Instagram e do olho público, mas o trabalho nunca parou!

 

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Tradução & adaptação: Equipe Meghan Markle Brasil.