Harry e Meghan continuam apoiando a empresa de malhas Make Give Live. O casal no dia 31 de dezembro de 2019 compartilhou uma foto de Harry e Archie, onde o bebê estava usando um gorro Make Give Live Cocobear no Canadá.

A Make Give Live é uma empresa social que conecta e nutre o bem-estar das pessoas em suas comunidades ao mesmo tempo em que confecciona malhas para os necessitados e crianças carentes.

O Duque e a Duquesa de Sussex enviaram uma carta solicitando a compra de 100 gorros de lã feitos à mão de Make Give Live para crianças necessitadas em nome de seu filho Archie. Na carta, o casal explicou que esperava que sua compra ajudasse a manter os grupos de tricô juntos como um lugar onde as pessoas podem conversar, se conectar e apoiar umas às outras.

Claire Conza, fundadora da empresa, contou um pouco sobre como tudo aconteceu para a empresa, desde que Archie usou um gorro da marca:

A publicidade nos permitiu aumentar nosso impacto de forma massiva e nossa mensagem alcançou todos os cantos do globo. Este ano, doamos mais de 3500 chapéus para pessoas necessitadas. A demanda pelos chapéus continuou ao longo do ano e as vendas criaram uma oportunidade para apoiar ainda mais a Kiwi durante um difícil 2020. Recentemente postei uma mensagem em uma rede social perguntando como poderíamos enviar um cartão para eles compartilhando o quão gratos somos a Harry e Meghan por iluminar o trabalho que fazemos. Este ano, doamos mais de 3.500 chapéus para pessoas necessitadas.

Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia ao tomar conhecimento da situação, fez a ponte entre os Sussexes e a Make Give Live. Claire enviou um cartão de natal para a família Sussex e a resposta do Duque e da Duquesa chegou poucos dias antes do Natal, e segundo ela foi um “presente maravilhoso para a organização”.

Dizia que Jacinda Ardern avisou que estávamos tentando entrar em contato e que Archie continua usando nossos gorros, pois eles têm um de todos os tamanhos, contou Claire.

Como a Make Give Live opera como compre um modelo e outro será doado, isso permitirá ao grupo fazer 200 gorros extras para distribuir às famílias necessitadas no próximo inverno por meio de várias instituições de caridade que apoia.

O Duque e a Duquesa de Sussex estão ajudando a financiar a criação de quatro novos centros de serviços humanitários. O casal escolheu um parceiro de alto perfil para o primeiro projeto filantrópico anunciado publicamente sua organização sem fins lucrativos, a Archewell.

Neste domingo Meghan e Harry anunciaram que a Archewell trabalhará com o chef espanhol José Andrés e com a organização sem fins lucrativos que alimenta pessoas em áreas afetadas por desastres em todo o mundo, World Central Kitchen, que foi fundada pelo chef Andrés.

Os Sussexes estão apoiando uma série de Centros de Ajuda Comunitária para a World Central Kitchen. As estruturas serão permanentes, construídas para atuar como cozinhas de serviço ativadas rapidamente durante emergências como desastres naturais, com capacidade de transição para centros comunitários, escolas e clínicas. A equipe vê a abordagem integrada como uma forma de promover sistemas alimentares locais mais resilientes.

O primeiro dos quatro centros está sendo construído na ilha caribenha de Domenica, que foi duramente atingida pelos furacões Maria e Irma em 2017. Sua inauguração está programada para o início de 2021. O segundo será em Porto Rico; os outros dois locais não foram anunciados. Em comunicado enviado para o site Bloomberg, Meghan e Harry disseram que:

A saúde de nossas comunidades depende de nossa capacidade de nos conectarmos com nossa humanidade compartilhada. Quando pensamos no Chef Andrés e sua incrível equipe na World Central Kitchen, somos lembrados de que, mesmo durante um ano de dificuldades inimagináveis, há tantas pessoas incríveis dispostas – e trabalhando incansavelmente – para apoiarem umas às outras. World Central Kitchen nos inspira por meio da compaixão em ação.

O casal não quis comentar sobre a quantidade de dinheiro doada para a construção dos centros. O custo de cada centro irá variar dependendo da localização, mas Nate Mook, CEO da World Central Kitchen , estimou que cada instalação exigiria um investimento inicial de pelo menos US $ 50.000 para começar a funcionar.

O casal confirmou que trabalhará com Andrés para trazer parceiros adicionais para construir mais Centros de Ajuda Comunitária em todo o mundo. Eles disseram que não têm planos imediatos para visitar os centros devido às restrições do coronavírus, mas planejam no futuro.

Em comunicado, Chef José Andrés também comentou sobre o assunto:

Estamos mais motivados do que nunca para continuar este trabalho vital e estamos orgulhosos de que ele estará de mãos dadas com a Fundação Archewell e o Duque e a Duquesa de Sussex. Eu passei a conhecê-los bem e acredito que seus valores estão diretamente alinhados com o que defendemos no World Central Kitchen.

O World Central Kitchen já distribuiu 50 milhões de refeições em 17 países desde seu início em 2010. Em 2018, Andrés foi nomeado para o Prêmio Nobel da Paz 2019.

A Splash News, uma agência de paparazzi que tirou fotos de Meghan Markle e Archie quando os dois estavam passeando perto de sua casa no Canadá declarou que “invadiu ilegalmente” sua privacidade e concordou em não tirar fotos da família no futuro.

O juiz Nicklin ouviu a declaração em audiência pública remota nesta sexta-feira em relação a uma reivindicação de privacidade e proteção de dados de Meghan e Archie contra a Splash News e a Picture Agency.

A agência está agora com uma nova administração – em comunicado lido no tribunal disse que as partes concordaram em resolver a reivindicação sobre as fotos, que foram tiradas em um “configurante rural remoto” em um parque canadense. Ele continuou:

Os administradores da Splash UK assumiram que, caso a entidade saia da administração, a Splash UK não tirará fotografias do Duque e da Duquesa ou de seu filho no futuro.

Um porta-voz do escritório de advocacia do casal, Schillings, disse que, embora o caso tenha concluído, outra reivindicação contra uma agência irmã com sede nos EUA continuaria. O porta-voz disse:

O Duque e a Duquesa de Sussex resolveram com sucesso uma reivindicação legal apresentada no início deste ano contra a agência de paparazzi Splash UK. Este acordo é um sinal claro de que o comportamento ilegal, invasivo e intrusivo dos paparazzi não será tolerado, e que o casal leva esses assuntos a sério – assim como qualquer família faria. Uma reivindicação simultânea e semelhante contra a Splash US, uma empresa irmã da Splash UK, continua avançando no sistema judicial britânico.

A advogada de Meghan, Jenny Afia, disse ao tribunal que “tomada das fotografias constituiu uma invasão ilegal de privacidade”. Ela disse que as fotos foram tiradas “em um passeio familiar privado em um ambiente rural remoto e não havia interesse público nas fotografias”.

 

A britânica GQ Magazine divulgou uma das suas listas anuais. Desta vez, a edição elegou os casais mais bem vestidos do ano e nomes como Michelle & Barack Obama, Billy Porter & Adam Smith, Beyoncé & Jay-Z e Gigi Hadid & Zayn Malik foram vistos nessa lista, incluindo o Duque e a Duquesa de Sussex.

O casal real que foi alvo de uma das melhores fotografias do ano, obtida através das lentes de Samir Hussein, ficou em sexto lugar na lista e foi descrito da seguinte maneira:

Lá estão eles na chuva, enfrentando a tempestade juntos, Harry em um lindo terno azul, segurando um guarda-chuva para Meghan, seus braços entrelaçados, o brilho dos flashes dos paparazzi fazendo as gotas de chuva parecerem estrelas.

Você pode conferir a lista completa clicando AQUI.

Após meses de especulação, tivemos hoje a confirmação de um acordo entre Meghan Markle e Principe Harry com a grande empresa de streaming, Spotify. O casal que já possui um contato com a Netflix, agora eles são hosts do podcast Archewell Audio.

O podcast que leva o nome da organização sem fins lucrativos do casal, levara conversas divertidas e importantes dos assuntos dos quais são importantes para os Sussexes. A produtora do casal, que não sabemos seu nome, é a responsável pela produção do conteúdo. O Spotify anunciou a parceria de anos com o casal para produzir podcasts e programas que contam histórias. Então devemos esperar mais projetos de Meghan e Harry com a plataforma?

O Archewell Audio será distribuído para todo o mundo e o alcance do Spotify conta com 144 milhoes de assinantes premium e 320 milhoes de usuários ativos mensais, que poderão ouvir gratuitamente as questões levantadas pelos Sussexes.

Em comunicado, a diretora de conteúdo e negócios de publicidade do Spotify, Dawn Ostroff, se mostrou animado com a adição do casal na empresa:

O Duque e a Duquesa de Sussex podem morar na Califórnia, mas o poder de suas vozes reside em sua condição de cidadãos do mundo. O fato de eles estarem abraçando a capacidade extraordinária dos podcasts no Spotify ao mesmo tempo em que buscam elevar vozes sub-representadas é uma prova de sua apreciação pelo potencial da narrativa em áudio. Estamos orgulhosos da parceria com o Duque e a Duquesa e esperamos ouvir diretamente deles e de outros criadores que eles estarão promovendo através de nossa plataforma global.

Nesta amanhã, quando a novidade foi anunciada, O Duque e a Duquesa de Sussex também enviaram um comunicado para a imprensa:

O que amamos no podcast é que lembra a todos nós de parar um momento e realmente ouvir, de nos conectarmos uns aos outros sem distração. Com os desafios de 2020, nunca houve um momento mais importante para isso, porque quando nós ouvimos e as histórias uns dos outros, somos lembrados de como todos nós estamos interconectados.

Abaixo, leia a transcrição em português do Trailler de Archewell Audio:

H: Podemos começar? Damas primeiro?

M: Não, diga você, porque acho que soa muito bem com o seu sotaque.

H: Bem, vou resolver isso. Archewell Áudio.

M: Sim, ótimo! Quero dizer…

H: Sério?

M: Podemos?

H: Oi pessoal! Eu sou Harry.

M: E eu sou Meghan. Uma das coisas sobre as quais meu marido e eu sempre conversamos é a nossa paixão por conhecer pessoas e ouvir suas histórias e, não importa qual seja a história, eles geralmente oferecem uma compreensão de onde outra pessoa está vindo e, ao mesmo tempo, lembram você, de alguma forma uma história sobre você.

H: E é isso que este projeto tem como objetivo apresentar diferentes perspectivas e vozes que talvez você não tenha ouvido antes e encontrar nosso terreno comum, porque quando isso acontece, a mudança é realmente possível.

M: E, você sabe, este também é um momento para celebrar a bondade e a compaixão, algo que vimos em tantos lugares este ano. E será a base de tudo o que você ouve em nosso Archewell Audio. Então é isso que estamos fazendo.

H: E o primeiro é um especial de festas.

M: Dun dun dun…

H: ding, ding, ding… Mal podemos esperar para compartilhar isso com vocês. Será lançado no final deste mês.

M: Estaremos conversando com algumas pessoas incríveis. Eles vão compartilhar suas memórias que realmente ajudaram a moldar o ano que passou, que foi, como sabemos, difícil para todos.

H: Tantas pessoas passaram por tanta dor este ano, experimentando perdas, uma enorme quantidade de incertezas. Mas vale a pena reconhecer que 2020 está nos conectando de maneiras que nunca imaginamos por meio de atos infinitos de compaixão e bondade.

M: E o que realmente importa está mais claro agora mais do que nunca.

H: Então aqui está o que você precisa fazer. Siga agora mesmo. Continue. Vá beber. E assim você não vai perder. Você poderá ouvir novos programas de Archewell Audio assim que eles forem lançados.

M: Estamos muito animados. Portanto, siga e ouça gratuitamente apenas no Spotify. Nos encontraremos de volta aqui em breve.

H: Boas festas.

M: Felicidades.

H: E bem-vindo ao Archewell Audio.

M: Agora, a voz do podcast existe!

O Sopotify distribui gratuitamente podcasts para todos os usuarios. Não deixe de seguir o Archewell Audio e compartilhar com seus amigos. Não façam gravações dos episodios e distribuam nas redes sociais, isso é prejuducial para Meghan e Harry.  E por fim, aproveite.

 

Meghan Markle deu seu pontapé inicial no mundo os investimentos. A Duquesa de Sussex se tornou investidora em uma startup chamada Clevr Blends. Este é o primeiro investimento de Meghan que se tornou publico.

Em comunicado para a imprensa, Meghan diz que:

Este investimento é em apoio a uma apaixonada empresária que prioriza a construção de uma comunidade ao lado de seu negócio. Tenho orgulho de investir no compromisso de Hannah em obter ingredientes éticos e criar um produto que eu pessoalmente adoro e que tenha uma abordagem holística de bem-estar. Eu acredito nela e acredito em sua empresa.

O bem-estar sempre foi uma área de interesse para Meghan, que antes de se tornar um membro da Família Real Britânica, possuía uma blog chamado The Tig.

Segundo apurações, após experimentar um dos produtos, Meghan entrou em contato com a empresa e então as conversas entre eles iniciaram. Representantes da atriz se recusaram a comentar sobre os valores aplicados.

Clevr Blends é uma startup que faz café com leite de aveia instantâneo. A marca, que tem seis funcionários, até agora foi autofinanciada por seus dois fundadores, Hannah Mendoza e Roger Coppola. Em outro comunicado, Hannah Mendonza se mostrou animada por trabalhar com Meghan:

Os empreendedores precisam de financiamento, mas também precisam de consultores que se preocupem profundamente com o que estão construindo. Estou grata por ter encontrado ambos na Duquesa de Sussex. A paixão dela pelo que estamos criando é palpável, e eu não poderia imaginar uma parceria mais alinhada. Estamos entusiasmados com o caminho que temos pela frente.

A Clevr planeja usar o investimento para expandir seus negócios, que atualmente vende quatro tipos diferentes de café instantâneo no varejo por US$28, bem como um espumador de leite e uma caneca de viagem.

A marca também se comprometeu a doar 1% da receita para organizações que lutam por justiça alimentar nos EUA, dinheiro que atualmente está indo para El Centro SB de Santa Bárbara, uma organização comunitária de ajuda mútua.

A empresa inaugurou estreou um café pop-up em Santa Bárbara em 2017. A empresa do sul da Califórnia está sediada a 9 minutos de carro de Montecito, cidade onde Meghan e sua família residem.

Na noite deste domingo, a Duquesa de Sussex fez uma aparição surpresa durante o CNN Heroes, onde em um discurso primoroso, ela homenageou os heróis silenciosos do dia a dia que lutaram contra a pandemia COVID-19 em prol de suas comunidades.

A Duquesa de Sussex fez um discurso importante direto de seu jardim em Montecito, sobre o poder da comunidade e de como foi importante que todos se unissem nesse momento de pandemia para que nenhum de seus vizinhos dormissem com fome.

Vimos à bondade nas pessoas, vizinhos e comunidades inteiras se juntando para mostrar que não ficariam parados enquanto seus vizinhos estavam com fome. Vimos comunidades se levantando e entrando em ação. Quando os programas de alimentação infantil foram paralisados, vimos nossos vizinhos se certificando que essas crianças recebessem a nutrição que precisavam. E quando os que tinham sistemas imunológicos e vulneráveis não podiam sair de casa, nós, como comunidade, aparecemos para entregar as refeições nas suas portas – Meghan Markle.

Heróis da CNN: um tributo às estrelas é um especial de televisão criado pela CNN para homenagear indivíduos que fazem contribuições extraordinárias para a ajuda humanitária e fazem a diferença em suas comunidades. O programa teve sua estreia em 2007. Desde 2016, o programa é apresentado por Anderson Cooper e Kelly Ripa.

Os homenageados são apresentados durante o outono de cada ano e o público é encorajado a votar online no Herói do Ano da CNN. Dez contemplados são homenageados e cada um recebe US$10.000. O vencedor é escolhido como Herói do Ano da CNN e recebe US$100.000 adicionais para continuar seu trabalho. Durante a transmissão de comemoração de suas conquistas, os homenageados são apresentados por celebridades que apoiam ativamente seu trabalho de caridade. O programa que sempre foi apresentado ao vivo, devido à pandemia do coronavírus, foi pré-gravado.

Ao lado de Harry, Meghan foi voluntaria em várias instituições de caridade ao redor de Los Angeles. Em abril,  por meio do Projeto Angel Food, que ajuda a alimentar pessoas com doenças crônicas. No inicio do ano letivo, vimos novamente os Sussexes através da Baby2Baby distribuindo suprimentos para alunos necessitados. Harry por sua vez, nas ultimas semanas foi visto sendo voluntario da Walker Family Events Foundation que apoia militares e suas famílias.

Outras celebridades participaram do CNN Heroes, como Jim Gaffigan, Patton Oswalt, Angela Bassett, Gal Gadot ,Dr. Anthony Fauci e o chef de cozinha José Andrés.

 

Talvez o caminho para a cura comece com três palavras simples:

Você está bem?

Era uma manhã de julho que começou tão normalmente quanto qualquer outro dia: Faz o café da manhã. Alimentei os cachorros. Tomei vitaminas. Encontrei a meia que falta. Peguei o giz de cera desonesto que rolou por baixo da mesa. Joguei meu cabelo em um rabo de cavalo antes de tirar meu filho de seu berço.

Depois de trocar a fralda, senti uma cãibra forte. Eu me joguei no chão com ele em meus braços, cantarolando uma canção de ninar para nos manter calmos, a melodia alegre em forte contraste com a minha sensação de que algo não estava certo.

Eu sabia, enquanto agarrava meu primeiro filho, que estava perdendo meu segundo filho.

Horas depois, eu estava deitada em uma cama de hospital, segurando a mão do meu marido. Senti a umidade de sua palma e beijei seus dedos, molhados com nossas lágrimas. Olhando para as paredes brancas e frias, meus olhos ficaram vidrados. Tentei imaginar como nos curaríamos.

Eu me lembrei de um momento no ano passado quando Harry e eu estávamos terminando uma longa turnê na África do Sul. Eu estava exausta. Eu estava amamentando nosso filho pequeno e tentando manter uma expressão corajosa aos olhos do público.

“Você está bem?” um jornalista me perguntou. Respondi-lhe honestamente, sem saber que o que eu disse iria ressoar com tantas – mães novas e mais velhas, e qualquer um que, à sua maneira, sofreu silenciosamente. Minha resposta improvisada parecia dar às pessoas permissão para falar sua verdade. Mas não foi responder honestamente que mais me ajudou, foi a própria pergunta.

“Obrigado por perguntar,” eu disse. “Poucas pessoas perguntaram se eu estou bem.”

Sentada em uma cama de hospital, vendo o coração do meu marido se partir enquanto ele tentava segurar os pedaços do meu, percebi que a única maneira de começar a curar é primeiro perguntando: “Você está bem?”

Nós estamos? Este ano trouxe para muitos de nós ao nosso ponto de ruptura. A perda e a dor atormentaram cada um de nós em 2020, em momentos ao mesmo tempo difíceis e debilitantes. Já ouvimos todas as histórias: uma mulher começa o dia, tão normal quanto qualquer outro, mas depois recebe uma ligação informando que perdeu sua mãe idosa para a Covid-19. Um homem acorda se sentindo bem, talvez um pouco lento, mas nada fora do comum. Ele deu positivo para o coronavírus e, em poucas semanas, ele – como centenas de milhares de outros – morreu.

Uma jovem chamada Breonna Taylor vai dormir, assim como todas as noites anteriores, mas ela não vive para ver o amanhecer porque uma batida policial dá terrivelmente errado. George Floyd deixa uma loja de conveniência, sem perceber que dará seu último suspiro sob o peso do joelho de alguém e, em seus momentos finais, chama por sua mãe. Protestos pacíficos tornam-se violentos. A saúde rapidamente se transforma em doença. Em lugares onde antes havia comunidade, agora há divisão.

Além de tudo isso, parece que não concordamos mais sobre o que é verdade. Não estamos apenas brigando por nossas opiniões sobre os fatos; estamos polarizados quanto ao fato de o fato ser, de fato, um fato. Não sabemos se a ciência é real. Estamos em desacordo sobre se uma eleição foi ganha ou perdida. Estamos em desacordo quanto ao valor do compromisso.

Essa polarização, juntamente com o isolamento social necessário para combater esta pandemia, nos fez sentir mais sozinhos do que nunca.

Quando eu estava no final da adolescência, sentei-me no banco de trás de um táxi, zunindo pela agitação de Manhattan. Olhei pela janela e vi uma mulher em seu telefone em uma torrente de lágrimas. Ela estava parada na calçada, vivendo um momento privado muito publicamente. Na época, a cidade era nova para mim e perguntei ao motorista se deveríamos parar para ver se a mulher precisava de ajuda.

Ele explicou que os nova-iorquinos vivem suas vidas pessoais em espaços públicos. “Amamos na cidade, choramos na rua, nossas emoções e histórias lá para qualquer pessoa ver”, lembro-me dele me contando. “Não se preocupe, alguém naquela esquina vai perguntar se ela está bem.”

Agora, todos esses anos depois, em isolamento e confinamento, lamentando a perda de um filho, a perda da crença compartilhada por meu país no que é verdade, penso naquela mulher em Nova York. E se ninguém parasse? E se ninguém a visse sofrendo? E se ninguém ajudasse?

Eu gostaria de poder voltar e pedir ao meu taxista para parar. Esse, eu percebo, é o perigo de viver em silos – onde momentos tristes, assustadores ou sacrossantos são vividos sozinho. Ninguém para para perguntar: “Você está bem?”

Perder um filho significa carregar uma dor quase insuportável, vivida por muitos, mas falada por poucos. Na dor de nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em um quarto com 100 mulheres, 10 a 20 delas sofreram aborto espontâneo. No entanto, apesar da incrível semelhança dessa dor, a conversa permanece um tabu, cheia de vergonha (injustificada) e perpetuando um ciclo de luto solitário.

Alguns corajosamente compartilharam suas histórias; eles abriram a porta, sabendo que quando uma pessoa fala a verdade, isso dá licença para todos nós fazermos o mesmo. Aprendemos que quando as pessoas perguntam como qualquer um de nós está indo, e quando realmente ouvem a resposta, com o coração e a mente abertos, o fardo da tristeza geralmente fica mais leve – para todos nós. Ao sermos convidados a compartilhar nossa dor, damos os primeiros passos em direção à cura.

Portanto, neste Dia de Ação de Graças, quando planejamos um feriado diferente de todos os anteriores – muitos de nós separados de nossos entes queridos, sozinhos, doentes, assustados, divididos e talvez lutando para encontrar algo, qualquer coisa, pelo qual ser gratos – vamos nos comprometer a perguntar aos outros, “Você está bem?” Por mais que possamos discordar, por mais distantes fisicamente que estejamos, a verdade é que estamos mais conectados do que nunca por causa de tudo o que suportamos individual e coletivamente este ano.

Estamos nos ajustando a uma nova normalidade em que os rostos são ocultados por máscaras, mas isso nos força a olhar nos olhos uns dos outros – às vezes cheios de calor, outras vezes de lágrimas. Pela primeira vez, em muito tempo, como seres humanos, estamos realmente nos vendo.

Estamos bem?

Nós ficaremos.

 

Caso você retire alguma parte dessa tradução do nosso site, dê os devidos créditos.

Artigo original: The New York Time.

O príncipe Harry e Meghan, o Duque e a Duquesa de Sussex, estão trabalhando para educar outras pessoas sobre o papel que as comunidades online podem desempenhar na vida das pessoas offline.

Enquanto hospedava uma edição especialmente com curadoria de TIME100 Talks, Harry e Meghan conversaram com Edward Felsenthal, Editor-Chefe e CEO da TIME, sobre o estado de nossa experiência digital compartilhada e por que é importante criar comunidades online que sejam mais compassivas e seguras e confiáveis – um bloco de construção da Archewell, a organização sem fins lucrativos dos Sussexes.

Nosso trabalho, especialmente durante essas conversas, é fazer com que as pessoas ouçam os especialistas e expliquem como o que está acontecendo no mundo online está afetando o mundo, disse Harry.

Não está restrito a certas plataformas ou certas conversas de mídia social. Esta é uma crise global: uma crise global de ódio, uma crise global de desinformação e uma crise global de saúde.

Durante uma época em que as fronteiras entre a vida física e online de muitas pessoas nunca foram tão confusas, a Duquesa de Sussex diz que o casal começou a ligar os pontos entre muitas das causas pelas quais eles são apaixonados – como o empoderamento das mulheres, saúde mental e o meio ambiente – e espaços online.

Ambos percebemos que podemos continuar a defender essas coisas pelas quais somos apaixonados. Podemos continuar a fazer este trabalho para tentar afetar a mudança e ajudar as pessoas que mais precisam ou as comunidades ou ambientes que mais precisam, mas é quase como se você estivesse dando dois passos para frente e cinco para trás se não puder chegar à causa raiz do problema, disse ela. O que, neste momento, vemos em grande parte o que está acontecendo no espaço tecnológico.

Observando que eles reuniram líderes no mundo da tecnologia que eles acham que podem ajudar a tornar as pessoas mais conscientes desses problemas – incluindo o co-fundador do Reddit, Alexis Ohanian, o co-fundador do Center For Humane Technology, Tristan Harris, e o co-diretor do UCLA Center for Critical Internet Inquiry, Safiya U. Noble – para as palestras TIME100 de terça-feira, o Duque e a Duquesa explicaram por que é fundamental tornar as comunidades online mais saudáveis ​​para todos.

Este não é apenas um problema de tecnologia. Este não é apenas um problema de saúde mental ou bem-estar emocional, disse Meghan.

Este é um problema humano. E o que está acontecendo com todos nós online está nos afetando profundamente off-line.

A nova edição da TIME Internacional contará com a participação de Meghan e Harry.

O tema será “The Great Reset”.

 

Tradução e adaptação: Equipe MMBR.

Hoje (11) é celebrado o Dia Internacional da Menina. é uma data que foi declarada pela ONU que foi celebrada pela primeira vez em 2012 e tem como objetivo exaltar os progressos relacionados os direitos das meninas e adolescentes, além de reconhecer as desigualdades e buscar formas de eliminar a desigualdade de gênero.

Uma grande defensora dos direitos das garotas é Malala Yousafzai. Malala é uma jovem ativista paquistanesa de 23 anos que é conhecida internacionalmente por lutar pelos diretos das mulheres a educação. Além disso, Malala é a pessoa mais jovem a receber um premio Nobel.

No início de 2009, quando tinha 11-12 anos de idade, Malala escreveu para a BBC um blog sob pseudónimo, no qual detalhava o seu cotidiano durante a ocupação talibã, as tentativas destes em controlar o vale e os seus pontos de vista sobre a promoção da educação para as jovens no vale do Swat. No verão seguinte, o New York Times publicou um documentário sobre o cotidiano de Malala à medida que o exército paquistanês intervinha na região. A popularidade de Malala aumentou consideravelmente, dando entrevistas na imprensa e na televisão e sendo nomeada para o premio internacional da Criança pelo ativista sul-africano, o arcebispo Desmond Tutu.

Na tarde de 9 de outubro de 2012, Malala entrou numa van escolar na província de Khyber Pakhtunkhwa. Um homem armado chamou-a pelo nome, apontou-lhe uma pistola e disparou três tiros. Uma das balas atingiu o lado esquerdo da testa e percorreu o interior da pele, ao longo da face e até ao ombro.

Nos dias que se seguiram ao ataque, Malala manteve-se inconsciente e em estado grave. Quando a sua condição clínica melhorou foi transferida para um hospital em Birmingham na Inglaterra. Em 12 de outubro, um grupo de 50 clérigos islâmicos paquistaneses emitiu uma fátua (fátua é um pronunciamento legal no Islão emitido por um especialista em lei religiosa, sobre um assunto específico) contra os homens que a tentaram matar, mas os talibãs reiteraram a sua intenção de matar Malala.

A tentativa de assassinato desencadeou um movimento de apoio nacional e internacional. O enviado especial das Nações Unidas para a educação global, Gordon Brown, lançou uma petição da ONU em nome de Malala com o slogan I am Malala (“Eu sou Malala”), exigindo que todas as crianças do mundo estivessem inscritas em escolas até ao fim de 2015, petição que impulsionou a retificação da primeira lei de direito à educação no Paquistão.

Com todo o histórico em prol da educação de garotas Meghan e Harry foram convidados por Malala para conversarem sobre o assunto no dia internacional da menina. Os Sussexes participaram da videochamada com a ativista e o trio conversou sobre as barreiras que impedem 130 milhões de meninas de ir à escola e porque é importante que todos lutem por isso.

Meghan deu seu ponto sobre a importância de educar garotas e sobre sua experiencia pessoal nessa luta:

E uma coisa que eu notei desde cedo é que quando mulheres tem um lugar na mesa, conversas em termos políticos, de legislação e certamente em termos de dinâmicas comunitárias mudam. E tipicamente quando mulheres estão presentes, elas vão defender toda a família em oposto as presenças patriarcais. Então quando você vê “como você faz para mulheres abraçarem sua voz?” é preciso começar desde quando ela é uma menina, parte da razão pela qual trabalhei na Índia e em Ruanda foi de observar o aprendizado e a educação para garotas.

Questionado por Malala, Harry também falou sobre o impacto que a educação pode ter sobre as mudanças climáticas.

A importância da educação feminina para ajudar a deter as mudanças climáticas é necessária. De novo, com educação vem o dinheiro, com o dinheiro você tem renda que te faz menos suscetível a desastres, consumismo. Todas essas coisas estão profundamente conectadas. Eu acredito que uma educação desde criança abre tantas portas e oportunidades. E sendo dentro da ciência ou do governo, mulheres são necessárias e elas precisam estar lá para preencher os espaços porque a oportunidade é vasta e eu acho, nós sabemos que o mundo vai se beneficiar exponencialmente disso.

O casal também conversou sobre como está sendo importante para eles estar em casa com Archie e ver de perto suas primeiras descobertas. Você pode assistir o vídeo completo e legendado abaixo.